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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá a todos, bem-vindos a mais uma opinião. Hoje temos a segunda leitura do mês de Outubro (já só faltam três para bater o meu recorde num mês, yeah!): O Espião Que Saiu Do Frio, de John le Carré, com a edição 50 anos!

Desde logo temos um prefácio do próprio autor para celebrar os cinquenta anos desta obra. É sempre bom ver que os autores se preocupam em celebrar estas datas!

Temos a história de Leamas, um espião aparentemente caído em desgraça, que acaba por embarcar em mais uma missão, numa época como uma Alemanha ainda dividida em duas. Todo o enredo é isso mesmo, só aparente e o autor deixa-nos na dúvida em várias vertentes: Qual é realmente a missão?! Para quem trabalha Leamas na verdade?! Desde quando é que Leamas está e missão?!

 

“— Tenho más notícias para si — disse ele. — Andam à sua procura em Inglaterra. Soube-o esta manhã. Estão a vigiar os portos.

Leamas perguntou impassivelmente:

— De que me acusam?

— Teoricamente, de não se ter apresentado numa esquadra dentro do período regulamentar depois de ter sido posto em liberdade.

— E na prática?

— Consta que você é procurado por infração à Lei do Segredo de Estado. A sua fotografia aparece em todos os vespertinos. Os títulos são muito vagos.

Leamas manteve-se imóvel.”

 

 

 

 

 

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Olá a todos, bem-vindos ao momento histórico em que finalmente eu deito o mito por terra!

Sim, é verdade eu já pinei!

Sei que é uma surpresa para quase todos e muito do que aqui irá ser dito e revelado criará em alguns a satisfação de dizerem: “Eu sabia! Ele tinha que estar a mentir, era impossível ser verdade”. Parabéns para vocês, tinham razão. Claro que nenhuma identidade além da minha irá ser revelada. Não quero que ninguém fique conotado como tendo pinado comigo!

Foi uma mentira que guardei durante muito tempo, e de muita gente, a quem de alguma forma se sentiu ofendido, as minhas desculpas. A partir deste momento tudo será estranho para vocês que acreditaram nesta mentira, ou melhor, acreditaram em mim. Não será fácil, mas acreditem que, desta vez, é a mais pura das verdades.

 

 

 

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Olá a todos, bem-vindos a mais uma opinião, hoje temos “Pão de Açúcar” de Afonso Reis Cabral. Este jovem escritor foi o vencedor do prémio Leya com o livro “O Meu Irmão”. Livro esse que me foi oferecido e já me valeu uma reprimenda por ainda não o ter lido.

Este “Pão de Açúcar”, editado pela D.Quixote, foi a escolha para o mês de Outubro do Net Book Club, o novo clube literário idealizado e organizado pelo blogue “a mulher que ama livros”. Sigo este blogue desde que eu próprio pensei em criar o meu blogue. Esta mulher lê que se farta (quer dizer, não se farta de certeza, mas lê muito) e o blogue dela tem sempre muitas opiniões e sugestões para todos os gostos. Se não conhecem e gostam de livros (primeiro saiam da caverna) é um blogue de paragem obrigatória.

Voltando ao livro de hoje, ele leva-nos de volta ao ano de 2006, à história de um corpo resgatado de um poço com marcas de agressões e despido da cintura para baixo, num prédio abandonado. O corpo é de Gisberta, Gi para os amigos e assassinos, transexual e sem-abrigo, vive naquele prédio abandonado uma vida já de si miserável, de droga e doente, mas que com a descoberta por parte de Rafa, a nossa personagem principal, infelizmente irá piorar muito até ao desfecho trágico que se conhece.

 

“Acho que era Janeiro, até porque a data final disto é 22 de Fevereiro às oito e meia da manhã e, apesar de agora parecerem meses, a verdade é que não se passaram sequer sete semanas até as coisas acabarem.”

 

 

 

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Olá a todos, volto hoje para mostrar as Leituras do mês de Outubro que foram votados pelos seguidores do blogue no Instagram. Para este mês quis repescar para votação os livros que tinham perdido as votações dos dois meses anteriores e dar a dois deles a leitura que também merecem.

Um aparte, além destas duas leituras, estou a participar no Net Book Club, que é um clube criado no blogue “a mulher que ama livros”. Vou participar pela primeira vez este mês, o livro é “Pão de Açucar” de Afonso Reis de Cabral. Um romance baseado num caso verídico editado pela D.Quixote. Como se não tivesse satisfeito, ainda recebi dois livros emprestados e que também são para ler neste Outubro!

Sendo assim será um mês de recordes para mim, consigo ler no máximo três livros num mês, mas este mês serão cinco e no fim cá estarei para falar sobre eles todos. Desejem-me sorte!

Ora curiosamente os vencedores deste mês são dois livros que têm um antecessor. Temos então “O Fim da Inocência II” de Francisco Salgueiro, edição Oficina do Livro e ainda “Homo Deus”, editado pela Elsinore e da autoria de Yuval Noah Harari.

O facto de já ter lido as duas obras anteriores a estas é a expectativa ser alta para ambos os casos. Mas vamos lá acreditar que serão tão bons como eu espero.

 

Homo Deus - História Breve do Amanhã de Yuval Noah Harari

 

SINOPSE:

 

Chegámos ao próximo passo evolucional: Homo Deus.

 

Homo Deus explora os projetos, sonhos e pesadelos que darão forma ao século XXI — desde o vencer da morte à vida artificial. Sucessor do bestseller internacional Sapiens: História Breve da Humanidade, coloca as questões fundamentais: para onde seguir a partir daqui? Como proteger o mundo dos poderes destrutivos do ser humano?

 

A guerra desapareceu.

É mais provável cometer suicídio

do que morrer num conflito armado.

 

A fome está a desaparecer.

É mais alto o risco de obesidade do que de fome.

 

A morte tornou-se um simples problema técnico.

Não alcançámos a igualdade — mas estamos perto de alcançar a imortalidade.

 

A história começou quando os homens inventaram os deuses e terminará quando os homens se transformarem em deuses.

 

O que nos reserva o futuro?

 

 

EXPECTATIVA:

 

Gostei muito de ler o antecessor deste livro, “Sapiens: Uma História Breve da Humanidade”, por ter sido muito esclarecedor em termos históricos, mas também pela originalidade das perguntas que se propôs a responder e que até então ninguém tinha tentado procurar responder.

Neste caso a minha curiosidade cai sobre as previsões que serão feitas sobre como pode será o futuro não só dos humanos como do planeta.

 

 

O Fim da Inocência II de Francisco Salgueiro

 

 

SINOPSE:

Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter.

 

Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet.

 

Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.

 

Depois do best-seller que abalou a sociedade portuguesa, Francisco Salgueiro regressa com uma nova história sobre os adolescentes portugueses do século 21.

 

 

EXPECTATIVA:

 

Se houve livro que me chocou, foi a primeira versão, a feminina, d’O Fim da Inocência. Parecia um relato daqueles que vemos na televisão, de alguém com 50 anos que já tinha ido ao fundo do poço e voltado. Mas não, era o relato duma adolescente que estava mais preocupada por se estar a atrasar em relação a seu grupo de amigos do que em perceber a gravidade do problema e naquilo em que estaria a transformar o seu futuro. Ainda não vi o filme, também por ter quase a certeza que é quase impossível ser o filme melhor que o livro.

Nesta segunda versão parece que temos a versão masculina de um filho que aparenta ser uma coisa, mas que depois tem uma vida completamente diferente daquela que os seus pais imaginam. Espero com este livro, continuar a tentar entender o que vai na cabeça desta juventude tecnológica e dos perigos que essa tecnologia traz ou aumenta.

Com isto e em busca do recorde pessoal, vou ali ler qualquer coisinha! Comentem e até à próxima.

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Olá a todos, bom fim-de-semana a todos. Hoje estou de volta com mais uma opinião, desta vez sobre um livro de desenvolvimento pessoal e o segundo livro do mês de Setembro: “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie editado pela Lua de Papel.

Editado pela primeira vez em 1937, é um mais um bestseller que se torna intemporal e que faz tanto sentido hoje como no primeiro dia em que saiu para as livrarias.

Este livro propõe-se a influenciar pessoas, sim, mas não a manipulá-las. Toda a informação e forma de a utilizar é para ser feita de um ponto de vista honesto, tonando este livro um manual de como evoluir e de mudança de estilo de vida e de abordagem em relação aos outros.

 

“John Wannamaker, fundador das lojas com o mesmo nome, confessou certa vez: “Aprendi há 30 anos que é escusado repreender as pessoas. Já tenho dificuldades em ultrapassar as minhas próprias limitações, quanto mais aborrecer-me com o facto de Deus não ter distribuído o dom da inteligência de forma equitativa”

 

 

 

 

Um Pequeno Favor

 

 

Olá bem-vindos a mais uma sexta-feira, desta vez um feriado e tudo! Hoje no 6a-em-Série falamos pela primeira vez de um filme. “Um Pequeno Favor”, estreou em Portugal a 20 de Setembro e eu fui vê-lo no fim-de-semana passado.

Este filme conta com Anna Kendrick (Pitch Perfect, Twilight, The Accountant) e Blake Lively (The Town, Série Gossip Girl) nos papéis principais. Temos logo duas personagens completamente opostas: de um lado uma mulher, viúva, muito bem-comportada, youtuber de receitas culinárias, chamada Stephanie Smothers (Anna Kendrick). Do outro lado uma mulher de negócios, casada, mais misteriosa de Seu nome Emily Nelson (Blake Lively). Em comum têm os dois filhos, que estão na mesma escola e são grandes amigos. Daí surge a nova amizade entre as mães, até ao desaparecimento de Emily, que deixa Stephanie preocupada e pronta para ir e busca de respostas para aquele desaparecimento tão repentino.

 

 

 

 

 

 

Classificação IMDB: 7,2

 

A minha classificação (de zero a dez): 7

Foi um filme bom, com algumas surpresas de que não estava à espera e com bom ritmo para o desenrolar da acção e para algum desenvolvimento das personagens, pelo menos das principais. É um filme que dá para passar bem o tempo e do qual gostei.

 

Agora, espero que também vocês tenho gostado de ler este post, e que voltem sempre!

Olá a todos e bem-vindos a mais um dia na vida do maior Carola da minha rua. Como já deu para perceber pelo título, hoje vou contar-vos as peripécias da criação da Boys Band de maior sucesso em que estive (claro que o facto de ter sido a única é pouco relevante).

Isto para quem me conhece pode ser uma grande surpresa, porque nos dias de hoje eu sou um grande fã de Rock e Heavy Metal, mas sim a verdade é essa: eu estive numa Boys Band!

 

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Era tipo isto, mas em bom...

 

 

 

De: Mim

Para: Luisão

 

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Olá Ânderson Luís da Silva, mais conhecido como Luisão, ou então girafa ou por senhor 522 jogos ou talvez pelo jogador mais titulado do Benfica?! Acho que “O Capitão do Benfica” é o que assenta melhor!

Sabíamos que este dia haveria de chegar, mas acho que não imaginávamos que seria tão marcante e tão recheado!

Quem te viu chegar em 2003 a um clube que era naquela altura quase sempre um candidato ao título nacional, mas que infelizmente se ficava sempre só pela candidatura, não podia imaginar que tu serias peça fulcral para o sucesso que vinha por aí ao longo destes quinze anos que tivesse connosco de águia ao peito.

Foram só seis Campeonatos, sete taças da Liga, três taças de Portugal e quatro Supertaças. A isto ainda acrescentamos duas finais da Liga Europa que se não fosse o Beto e o Béla Guttmann, tavam no papo!

Agora fala-se muito da formação, mas do Brasil veio alguém que trazia algo muito mais importante e que o levou até aos mais altos patamares da história deste clube: o carácter! Não é preciso ser português, benfiquista, para ter amor à camisola! Quando se tem carácter e se é profissional, os adeptos, esses sim os verdadeiros apaixonados, tratam de dar o apoio que faz apaixonar todos os que vestem o manto sagrado e que passam pelo Estádio da Luz.

Grandes momentos vivemos todos contigo. Não há como esquecer aquele golo contra o Sporting, no caminho para um título que teimava em não chegar! Também não dá para esquecer aquele momento de comédia com um árbitro num amigável!

 

 

A Glória!

 

 

 

A comédia...

 

Felizmente (ou talvez não) muitas coisas boas acabam esquecidas e as pessoas têm memória curta e nem sabem apreciar o descanso que foi a defesa do Benfica, apesar de sempre com mexidas. Mas havia sempre uma constante: tu a liderá-los!

Quantos foram aqueles que brilharam ao teu lado, no centro da defesa, e que, embora de enorme qualidade, nunca mais atingiram o mesmo nível que conseguiram com o “Capitão do Benfica” ao comando?!

Todos sabem o enorme professor (nos dois sentidos) que tiveram e por isso o teu lugar na História do Benfica está assegurado muito para além dos títulos.

Com tudo isto, ainda conseguiste umas belas dezenas de internacionalizações pelo Brasil, o maior sonho a que qualquer jogador pode desejar alcançar é ser internacional pelo seu país!

Quinze anos passaram a correr, como é suposto no futebol, e aquilo que parecia eterno, algum dia teria que chegar ao fim, a carreira de jogador é assim! Agora vem aí o futuro: sem idas ao Seixal, sem a correria de jogo, treino, viagem, sem o “Capitão do Benfica” no balneário, mas chegou a altura de pendurares as botas, que bem mereces!

Obrigado Capitão!

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Olá a todos e depois de uma semana de interrupção voluntária (por voluntariedade do meu trabalho em não me largar) voltamos com mais episódio n’A Vida Dum Carola.

Hoje gostava de vos contar uma história, prestando homenagem a uma pessoa que todos nós temos na nossa vida: O Nosso melhor amigo. Então cá vai:

Era uma vez o meu melhor amigo — do qual não vou revelar o nome, porque ainda me posso zangar com ele, e depois com o meu próximo melhor amigo tudo isto que se vai relatar aqui hoje ainda será válido para ele também (é quase como aqueles que namoram e que dizem que o namorado(a) actual é o maior amor da sua vida, embora essa actualidade mude de três em três meses) — e como qualquer bom amigo decide acolher-me em sua casa para belas tardes de Football Manager. Tempos áureos esses em que eu começava a treinar o Real Madrid e acabava a treinar outro Real… o de Massamá.

 

 

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FM 2019:  À conquista da Champions

 

 

 

 

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Olá a todos e peço desculpa por este atraso na publicação desta opinião semanal, mas ontem ainda não tinha acabado o livro, mas já sabia que tinha que falar sobre este livro o mais rápido possível, por isso imaginem o que eu já estava a gostar dele (e ainda não tinha visto tudo… muito longe mesmo).

Ora então hoje falamos do livro “Por Trás dos Seus Olhos” de Sarah Pinborough publicado pela Editorial Presença. Para os mais distraídos este é o segundo livro desta escritora que leio nos últimos meses. O primeiro foi “13 Minutos” que adorei. Foi então que graças a um comentário anónimo nas leituras do mês de Abril, onde me aconselharam o livro mais recente da autora este “Por Trás dos Seus Olhos”.

Daí em diante fiz essa minha leitura de Abril, adorei-a, e fiquei logo apreensivo ao mesmo tempo: como é que o próximo livro pode ser melhor que este? Achei que o melhor seria baixar um pouco as expectativas para não me desiludir. Mas sabem que mais? Mesmo que eu tivesse as expectativas lá bem em cima, onde deveriam estar, esta obra chegou lá e mais uma vez surpreendeu-me (já fico na dúvida se sou eu que sou fácil de surpreender ou se é mesmo a autora que é genial. A segunda parte é de certeza verdade).

Este thriller consiste num triângulo amoroso entre Louise, uma mãe solteira, que se vê envolvida com David sem saber que ele seria o seu chefe e pior que isso que era casado com Adele, a sua logo a depois nova melhor amiga, e que aparentemente seriam o casal perfeito.

 

 

 “— Meus Deus — exclama ele, tirando-me as palavras da boca. O seu rosto fica muito pálido e ele arregala os olhos. Parece chocado, surpreendido e aterrorizado, tudo ao mesmo tempo. — És tu.

— Ouve — respondo-lhe —, aquilo não foi nada, estávamos bêbados e deixámo-nos levar pelo momento, foi só um beijo, acredita que não tenciono contar a ninguém, e acho que se ambos fizermos um esforço para esquecer o que aconteceu não há razão para não nos entendermos, e nunca ninguém saberá… — As palavras saem-me num chorrilho impercetível, sem que as consiga travar. Sinto a transpiração presa sob a minha base, ao mesmo tempo que me sinto corar e sobreaquecer.”