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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá a todos, sejam bem-vindos. O livro de hoje foi o último do mês de Novembro: “Quero, Posso e Mudo de Carreira” de Lourdes Monteiro e Alexandra Quadros editado pela Oficina do Livro.

Como era minha expectativa quando o comprei, queria encontrar nele ferramentas que me pudessem ser úteis para saber a melhor maneira de lidar com o meu futuro profissional. Acho que todos nós queremos sempre mais e melhor, ainda que o “mais” não signifique para todos mais dinheiro e o “melhor” não seja um trabalho mais leve ou monótono e fácil de gerir. Cada um terá a sua noção de concretização profissional.

Gostei que a autora não tivesse o problema de fazer uma introdução sobre o percurso dela até chegar a este patamar e carreira profissional que construiu ao longo dos anos. Temos a tendência de pensar que as pessoas caem de pára-quedas nos sítios certos e sem esforço, sem que vejamos o trabalho, dedicação e resiliência que é preciso adquirir até chegarmos aos nossos objectivos.

“A ideia de sair estava presente a todas as horas e começou a tomar conta de mim.

Era-me cada vez mais difícil suportar aquilo: que tipo de vida levava eu? Valia a pena sacrificar tudo por causa de um ordenado? Não me sentia bem em lado nenhum. O próprio corpo reagiu: surgiu um processo de doença crónica que me demonstrou a importância de resolver a situação. Ainda assim, permaneci até 2006.”

 

 

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Aviso: Este Post é feito com base em muito pouca informação, por isso é provável (e até certo) que seja aqui escrita muita merda sem jeito nenhum. Prossigam por vossa conta e risco!

 

 

 

 

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Olá a todos, chegámos a Dezembro, aquele mês em que todos tentamos sobreviver às compras compulsivas de Natal e em que desejamos não morrer com uma overdose de doces entre o dia 24 e aquele dia em que, sabe-se lá quando, esses doces acabarão.

Também é o mês, em que nós leitores, fazemos o balanço do ano todo e se cumprimos as nossas metas de leitura. Eu pus no Goodreads que iria ler 30 livros este ano. Vou com 28 lidos, por isso a minha meta está já ali à mão de semear. E vocês quais eram as vossas metas? Já as cumpriram? Quantos livros vos faltam?

De novo deixámos para votação no Stories do Instagram do blogue 4 livros de onde estes dois foram os eleitos para concluirmos este ano em beleza e com isso, também a meta no Goodreads. E então para este mês temos:

 

Fahrenheit 451de Ray Bradbury

 

SINOPSE:

Guy Montag é um bombeiro. O seu emprego consiste em destruir livros proibidos e as casas onde esses livros estão escondidos. Ele nunca questiona a destruição causada, e no final do dia regressa para a sua vida apática com a esposa, Mildred, que passa o dia imersa na sua televisão. Um dia, Montag conhece a sua excêntrica vizinha Clarisse e é como se um sopro de vida o despertasse para o mundo. Ela apresenta-o a um passado onde as pessoas viviam sem medo e dá-lhe a conhecer ideias expressas em livros. Quando conhece um professor que lhe fala de um futuro em que as pessoas podem pensar, Montag apercebe-se subitamente do caminho de dissensão que tem de seguir.

 

Mais de sessenta anos após a sua publicação, o clássico de Ray Bradbury permanece como uma das contribuições mais brilhantes para a literatura distópica e ainda surpreende pela sua audácia e visão profética.

 

EXPECTATIVA:

Por esta sinopse, parece estranho esta realidade onde um futuro onde se pode pensar é uma novidade. Percebe-se ali, como na nossa realidade, o poder que os livros têm no desenvolvimento das pessoas. Como é que um livro com mais de sessenta anos pode ser quase uma previsão do nosso presente em que cada vez mais pessoas fogem da leitura, sem saber o que perdem ao não se perderem nas letras de grandes histórias?! Espero um livro em que no fim possa dizer: este é um livro obrigatório para todos os que lêem, mas também para todos os que não fazem, mas para seu próprio bem, deviam de o fazer.

 

 

Desperte o Gigante que Há em Si de Anthony Robbins

 

SINOPSE:

Um dia, ao pilotar o seu helicóptero sobre a cidade de Glendale, Anthony Robbins ficou espantado com os engarrafamentos que via lá em baixo. Ao aproximar-se, apercebeu-se de que estava a sobrevoar o edifício onde, apenas 11 anos antes, trabalhava como empregado de limpeza; e que o caos no trânsito era provocado por milhares de pessoas que se deslocavam para o seu seminário. Em pouco mais de uma década, Anthony Robbins tinha dado um salto de gigante. Do rapaz pobre e com excesso de peso, que durante anos sustentou a custo a mãe e os irmãos, já nada restava. Aos comandos do helicóptero estava agora um homem de negócios bem-sucedido, multimilionário, que um dia aprendeu a explorar o seu enorme potencial. O segredo dessa extraordinária transformação é-nos revelado por Anthony Robbins em Desperte o Gigante que Há em Si. A receita que o autor nos oferece é a mesma que aplicou na própria vida: a concentração de poder. Por outras palavras concentrar todos os recursos numa única área da vida.

 

Como fazê-lo é o que nos ensina este livro. Primeiro dota-nos das ferramentas para libertarmos o nosso poder; depois mostra como assumirmos o controlo desse poder; por fim, fornece um programa detalhado, de sete dias, para começarmos a moldar a nossa vida aos nossos objetivos.

 

EXPECTATIVA:

Sou fã de Tony Robbins, a forma como construiu os seus negócios, como consegue ajudar as pessoas em todas as vertentes da vida: económica, emocional e física. Claro que não estará sempre certo nas suas abordagens, mas o seu sucesso é a prova do mérito da sua abordagem. Já vi muitos vídeos dele, conversas em podcasts, e li o livro dele “O Jogo do Dinheiro”. Já é algo repetitivo da minha parte, mas neste livro espero aquilo que espero em todos os livros de desenvolvimento pessoal: aprender alguma coisa nova e técnicas que possa aplicar no meu dia-a-dia seja em que patamar for.

 

Com isto, vamos lá por olhos ao caminho que a leitura não se faz sozinha. Até a próxima e obrigado.

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Olá a todos bem-vindos a mais uma opinião. O livro de hoje fez parte das leituras do mês de Novembro: Estou Viva, Estou Viva, Estou Viva de Maggie O’Farrell, editado em Portugal pela Elsinore.

Neste livro temos dezassete relatos que, de uma forma ou de outra, se cruzaram com a morte. Eis a minha expectativa antes da leitura:

 

De vez em quando gosto de visitar o tema ao qual nenhum de nós vai escapar: a morte. Há uns anos li um livro que abordava o tema da eutanásia, através de relatos de doentes terminais. São livros que doem, mas com os quais aprendo muito sobre a opinião das pessoas que passam por momentos difíceis e como elas gostavam de ser tratados e quais são os limites a que se devem prolongar esses tratamentos que mais não fazem que adiar o inevitável. Deste livro, não sei muito bem o que esperar, se algo semelhante ou totalmente diferente, mas tendo em conta o tema parece-me que não há como fugir de um livro que mexerá comigo.

 

 

“O que aconteceu àquela rapariga, e que esteve tão perto de me acontecer a mim, não é uma cosa que se articule com leveza, que se transforme numa história engraçada, que tome a forma de uma récita, contada e recontada à mesa de jantar ou ao telefone, passada de contador a contador. É uma história de horror, de mal, dos nossos piores receios. É uma história para estar enterrada num lugar escuro que nunca se visita. A morte passou por mim naquele carreiro, tão perto que lhe senti o toque, mas apanhou a outra rapariga e engoliu-a.”

 

 

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Olá a todos, sejam bem-vindos. Hoje vou responder à TAG que vi no Blog “Livros e Papel”. Se puderem, visitem, vale a pena. Os bilhetes são 0€ com a taxa do IVA a 6%, ou seja, um blogue de primeira necessidade para quem gosta de livros, como eu!

Sem mais demoras, vamos a isto:

 

 

 

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Olá a todos. Mais um mês, mais um livro para o Net Book Club d’A mulher que ama livros. Confesso que estive quase para não participar nesta leitura mesmo depois de ter votado, isto porque eu e o género terror não somos grandes amigos e ler um livro destes era algo que por minha iniciativa nunca iria acontecer.

Para que compreendam a minha aversão, maioritariamente a filmes de terror, digo que o problema está não em mim, que enquanto estou consciente assusto-me como qualquer outra pessoa, mas não sou muito afectado por isso. O problema é que eu sonho muito, e roubando aqui uma frase muito conhecida e adaptando-a ao contexto, com muitos sonhos vêm muitos pesadelos, de maneiras que para dormir descansado sem ter o Chucky à minha perna, deixei o terror fora da minha vida (excepto quando me vejo ao espelho logo de manhã).

Mas tudo acabou este mês e cheguei à conclusão que estava na altura de me fazer um homem e acabar com esta maldição enquanto lia outra!

 

“Passara a vida inteira à procura de uma casa genuinamente assombrada. Quando ouviu falar de Hill House, ficou indeciso a princípio, depois esperançado e, por fim, infatigável; não era homem para abrir mão de Hill House depois de a ter descoberto.”

 

 

 

 

 

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Olá a todos sejam bem-vindos a mais uma opinião. Hoje temos um dos livros referentes às leituras do mês de Outubro, mas que só o consegui concluir já durante este mês. A partir de certa altura ficou evidente que não valia a pena estar a apressar esta leitura, se depois no fim não tivesse absorvido nenhuma da imensa informação que este livro contém.

Falo-vos de “Homo Deus: História Breve do Amanhã” de Yuval Noah Harari da editora Elsinore. Este é o livro que sucede a “Sapiens: História Breve da Humanidade” do qual também já demos aqui a opinião. Se “Sapiens” se foca mais no estudo histórico do nosso passado, neste “Homo Deus” o foco situa-se no presente, mas principalmente na forma como esse presente irá afectar o futuro da espécie.

Gosto muito da forma como o autor nos vai apresentando dados estatísticos que acabam por contrariar a noção geral que temos do mundo que nos rodeia. Algumas delas deixam-nos mais optimistas, outras receosos e de boca aberta.

 

“Pela primeira vez na História, há mais pessoas a morrerem por comerem demasiado do que por não terem o que comer, há mais pessoas a morrerem de velhice do que de doenças infeciosas e o número de pessoas que cometem suicídio é superior ao número total das que são assassinadas por terroristas, soldados e criminosos. No início do século XXI, é mais provável alguém morrer por se empanturrar no McDonald’s do que por falta de água, devido ao Ébola ou num ataque da Al-Qaeda.”

 

“Em 2012, morreram cerca de 56 milhões de pessoas em todo o mundo. Destas, 620 mil pereceram devido à violência humana (a guerra matou 120 mil pessoas e a criminalidade matou 500 mil). Em contraste, 800 mil cometeram suicídio e 1,5 milhões morreram de diabetes. Hoje, o açúcar é mais perigoso do que a pólvora.”

 

 

 

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Olá a todos quantos se lembram de visitar este blogue aqui à beira-blogosfera plantado. Lembrar que não fazemos reembolsos do tempo que perderam nesta visita e se não ficarem satisfeitos com o conteúdo aqui apresentado é sinal que ainda têm juízo, mas mesmo assim temos pena… não há devoluções para ninguém!

Hoje é um dia em que me sinto particularmente bem-disposto e por isso acho que faltava aqui falar-vos de algo que raramente o faço: as minhas qualidades (pois, já se está mesmo a ver que isto hoje vai ser curto)!

Pois é, este que aqui vos escreve sofre de um grave problema de auto-estima evidente na maioria das linhas deste blogue e não só. Mas já era tempo de me focar naquilo em que realmente sou bom. Para começar auto-intitulo-me “O Gajo Mais Honesto do Mundo”, depois tenho também outras belas características, mas gostava que nos focássemos nesta em particular: Os meus timings! E o que é isto dos meus timings?! É um dom, só pode, que eu tenho e que consiste em qualquer situação por mais estranha que possa parecer eu atrair até mim toda a atenção, deixando todos de boca aberta, tal não é a qualidade aqui do filho mais novo da minha mãe!

Primeiro porque isto de ter o cérebro tao perto da boca, principalmente este cérebro e esta boca, quando em sintonia provocam momentos geniais, modéstia à parte! Mas para facilitar, vamos a exemplos concretos:

 

 

 

 

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Olá a todos, bem-vindos a mais uma opinião, neste fim-de-semana bem chuvoso que para nós rima tão bem com horas de leitura ao som da chuva!

O livro de hoje chama-se “Siddhartha” de Hermann Hesse, Nóbel da Literatura em 1946, tendo eu edição da Leya na versão livro de bolso. Este livro entra naquela categoria (se calhar já é mesmo necessário criar essa categoria) de grandes livros pequenos. Gosto muito deste tipo de livros, já falámos aqui de alguns (O Alquimista, O Homem em busca de um Sentido, O Monge que Vendeu o Seu Ferrari), e este livro foi o que menos gostei de todos os que referi. E é isso mesmo, o que menos gostei, o que significa primeiro que tudo que gostei, o que é sempre bom, só não senti uma ligação tão grande como com os outros. Será possível que seja desgaste por explorar este tipo de histórias em “excesso”?! Talvez… O excesso de algo bom, não deixa de ser um excesso (e eu sei bem do que falo, tenho o mesmo problema com o chocolate)!

Nesta história temos Siddhartha, nascido na Índia, filho de um brâmane, que decide largar a vida luxuosa para partir à descoberta do Mundo e de si mesmo pelo caminho. Na sua viagem, por vezes acompanhado outras vezes sozinho, Siddhartha passa por muitas dificuldades, mas também por momentos de belo prazer e é na busca desse equilíbrio que ele vai vivendo e seguindo a sua vida até se tornar um ser iluminado, independente e cheio de sabedoria.

 

“Siddhartha tinha um único objetivo: ficar vazio, vazio de sede, vazio de desejo, vazio de sonho, vazio de alegria e de tristeza. Deixar-se morrer, não ser mais o Eu, encontrar a paz de um coração vazio, descobrir o milagre do pensamento puro, era o seu objetivo. Quando a totalidade do Eu estiver dominado e morto, quando todos os vícios e inclinações desaparecerem do coração, então despertará o mais profundo do Ser, aquilo que já não é o Eu, o grande segredo.”

 

 

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Olá a todos, boa segunda-feira e para melhorar tudo o que de mau já existe neste dia mal-amado, continuamos aqui a explorar mais umas confissões da minha vida pessoal em particular!

Hoje vou aproveitar este espaço e falar para ti, tu sabes quem és, já falámos sobre isto, mas queria aqui mostrar perante todos aqueles que visitam o blogue, que apesar de ter tentado muito, eu tive uma recaída. Não sinto vergonha por isso, acho que não há vergonha em admitirmos as nossas falhas e nem estou certo que esta recaída possa ser considerada uma falha. Claro, que isto é o que todos dizem sempre que voltam atrás com as suas decisões, mas se já não aguentava viver sem ti, porque não juntarmo-nos novamente?!