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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Hoje temos mais uma sext… espera aí hoje é sábado, e será a partir de hoje aos sábados que sairá a opinião semanal sobre um livro. Isto porquê?! Porque este blogue não é um trabalho de segunda a sexta, é um hobbie e como tal decidi ter este espaço ao sábado.

Explicações feitas, hoje trago-vos uma leitura fresquinha: A leitura do mês de Junho, 13 Envelopes Azuis de Maureen Johnson. Tendo arrecado vários prémios de “Young Adult” entre 2005 e 2007, eu já esperava uma leitura leve, mas que de alguma maneira me conseguisse cativar e manter a curiosidade em alta.

A história começa quando Virgínia (Ginny para os leitores) Blackstone recebe, da sua tia Peg, um envelope azul com mil dólares, um bilhete de avião e umas instruções para seguir. Desse momento em diante começa a aventura de Ginny à conta da imaginação e das regras estipuladas pela sua tia Peg.

 

Regra 1: Só podes levar o que couber na tua mochila. Não tentes fazer batota com uma mala ou um trólei.

 

Regra 2: Não podes levar guia de viagem, livros de frases ou qualquer tipo de ajuda com línguas estrangeiras. E nada de diários.

 

Regra 3: Não podes levar dinheiro extra ou cartões de crédito/débito, cheques de viagem, etc. Eu trato disso tudo.

 

Regra 4: Nada de apoios eletrónicos. Isto significa, nada de computador portátil, nem telemóvel, nem música, nem câmara. Não podes ligar para casa nem comunicar com pessoas nos EUA através da internet ou telefone. Postais e cartas são aceites e encorajados.

 

 

Ao longo de 13 envelopes vamos acompanhar Ginny a explorar a Europa graças ao jogo que a tia Peg organizara. A tia Peg é uma pintora de Nova Iorque que decide partir para a Europa sem dar notícias a ninguém, excepto através de postais de vários países como Inglaterra, França e Itália. Daí a estar num avião a caminho de Inglaterra seguindo as instruções da tia, tudo seria normal não fosse a tia Peg ter morrido três meses antes.

 

“Ela tinha uma visão e, quando falava, tu acreditavas. E ela tinha razão. Muito estranha, mas tinha razão.

Muito estranha, mas tinha razão. Esta era, possivelmente, a melhor descrição da tia que Ginny alguma vez ouvira.”

 

 

É com esta premissa que se desenrola esta aventura, que atravessa meia Europa começando em Londres e passando por cidades tão distintas como Edimburgo, Roma, Paris, Amesterdão ou Copenhaga.

A cada envelope uma nova instrução e é já quando Ginny se vê grega (terão de ler para perceber esta piada, lamento) para chegar ao fim da aventura que todos os pontos se começam a ligar e a história passa de uma simples aventura pela Europa para algo com mais significado e com interesse real para o leitor acompanhar e seguir curioso por saber o que irá acontecer na página seguinte.

 

“Por vezes, Gin, a vida deixa-nos sem direções, sem placas de sinalização ou sinais. Quando isto acontece, tens de escolher uma direcção e correr o mais que conseguires.”     

Tia Peg

Não esperava uma leitura muito complexa, esperava algo simples e animado e realmente só lamento não ter existido mais surpresas como a do final. Por acaso é uma leitura mesmo indicada para esta altura do ano e de férias, e espero que se lerem este livro, gostem. Obrigado e até para a semana.