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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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De: Mim

Para: 2018

Data: Neste dia

 

         Querido 2018, eu sei que ainda agora chegaste e ainda estás a conhecer os cantos à casa, mas vou-te já explicando aquilo que te espera e aquilo que os teus antecessores passaram e que muito provavelmente também tu irás passar.

         Os primeiros dois meses vão ser uma maravilha. Logo no primeiro dia encheram-te de mimos e promessas. Vai ser maravilhoso: Felicidade, dinheiro, saúde para todos e paz no Mundo (esta última já deve estar em desuso).

         Mas quando chega a Março a conversa já começa a mudar. As dietas prometidas com a tua chegada ainda não arrancaram e talvez já nem arranquem. A atrapalhar muito isso está a falta de exercício e aí, vais ver, a culpa vai ser tua, caro 2018 (e é melhor ires-te habituando). Chegas e trazes contigo um frio descomunal que não há boa vontade que resista.

         Não vais argumentar, como outros Anos antes de ti, que a culpa é das pessoas, que não tem realmente vontade de se esforçar para cumprirem aquilo que elas mesmo prometeram?! Deixa-te disso, ainda és demasiado novo, respeita quem já cá estava antes de ti.

 

  

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         Devo confessar que a única razão da compra deste livro foi por ter escrito na capa “Prémio Nobel”. Concordamos que para nós, viciados em leitura, é razão mais que suficiente para valer o nosso investimento.

         Depois o tema “Chernobyl”: o que realmente sabia eu sobre isso?! Basicamente sabia ser o local onde tinha acontecido um desastre nuclear.

         Como é que esta obra ia dar “voz” ao tema não fazia a mínima ideia. Seria um romance baseado em factos verídicos?! Não, nem por sombras! Eram os relatos na primeira pessoa das vítimas envolvidas nesta tragédia.

         Foi de relato em relato que se apoderou de mim um sentimento ambíguo. O livro é bom?! Muito! A escrita?! Melhor ainda. O conteúdo?! Desconcertante.

         É preciso ter estômago para passar pelas mais de 300 páginas desta obra. A curiosidade em torno de mais obras desta autora aumenta na mesma proporção que cresce o medo de não aguentar mais nenhuma obra deste calibre.

         Os relatos doem-nos. Deixam-nos tristes, estremecem-nos. E a mim particularmente deixa-me a pensar como é que somos tão insensíveis ao ponto de tratar assim Seres Humanos, como nós, quase como se fossem menos que lixo.

          A forma como se pensa na energia nuclear (e atenção que nem perto estou de ser entendido ou especialista) como algo viável e que todas as medidas de segurança utilizadas vão ser suficientes para prevenir futuras catástrofes, só demonstra que não aprendemos nada com os nossos erros. Até porque aqueles que tomam as decisões estão sempre longe do epicentro destes desastres.

         “Tá tudo controlado!” — Dirão eles. Até deixar de estar…

         É um livro poderosíssimo e de leitura obrigatória. No entanto é bom que se previnam pois a jornada ao longo destas páginas é dura e pesada, e demonstra de forma crua e real aquilo porque todos os que viveram a tragédia passaram e como ainda hoje sofrem as consequências de um erro que não foi deles. Bom e mau demais ao mesmo tempo (se é que isto é possível).   

 

 

Olá sejam bem-vindos ao blogue Carola Ponto e Vírgula.

O meu nome é Nuno Carola, tenho trinta anos, vivo em Samora Correia — uma pequena cidade ribatejana com aproximadamente vinte mil habitantes, a cerca de quarenta quilómetros de Lisboa.

Os meus tempos livres são passados em várias actividades (qual delas a mais movimentada). Vejo bastante desporto (fazer desporto já é outra conversa!). Já fui viciado em wrestling,e embora ainda acompanhe, já não o faço com a mesma assiduidade. Ainda consigo arranjar um tempinho para ver Animes. Sempre que posso dou um pulo (que com este peso pluma, na casa das centenas, não pode ser muito grande) ao cinema para um filme (tudo menos de terror) e umas pipocas.

Em termos musicais ouço maioritariamente Rock e Heavy Metal. A minha banda favorita são os Alter Bridge (não conhecem?! Está aí um cheirinho — https://www.youtube.com/watch?v=rCR3eWYt7tw, não é preciso agradecer).

Por último e o mais importante no nascimento deste blogue: ser viciado em leitura.

 

 

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