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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

         O acontecimento que hoje relato aqui é, como todos os anteriores, cem por cento verdadeiro, palavra por palavra.

         Desde que vejo as notícias sobre as operações do autoproclamado Estado Islâmico que me pergunto: quando terão começado?! Quem será o fundador do movimento?! Qual a razão para a sua formação?!

         Todas estas perguntas me inquietaram e embora alguns ditos “investigadores” afirmem possuir as respostas, decidi investigar de forma exaustiva, minuciosa, competente e, acima de tudo, verídica. A conclusão a que cheguei é que estes investigadores de meia tijela, estavam redondamente enganados.

         A verdade é que, e embora me custe muito admiti-lo, o Estado Islâmico nasceu, com toda a certeza, na minha escola secundária nos anos em que a frequentei.

 

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A antiga sala do aluno ou seria o centro operacional?!

 

 

 

 

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Olá a todos, hoje vamos falar dum livro, que até nem era para ser analisado já esta semana, principalmente por ser uma das leituras deste mês e queria guardá-la para mais tarde. A razão ficará bem clara mais à frente.

A obra aborda o tema da singularidade tecnológica que significa o momento em que a inteligência humana será sobreposta pela inteligência artificial. Alguns “especialistas” prevêem a possibilidade desse acontecimento para 2050.

Visto que nesse ano ainda tenho a ideia de estar por cá, essa previsão deixa-me um bocado desconfortável só de imaginar a evolução e a sua velocidade vertiginosa nas décadas que se aproximam. Foi por isso que quis ler mais sobre o tema. Logo pelo título dá para perceber que o autor discorda da opinião generalizada entre os entendidos na matéria. Até aqui, tudo bem…

O problema foi a forma utilizada para explicar a sua ideia. A linguagem utilizada é demasiado técnica e elaborada para o leitor comum, seria mais fácil se ao início dissessem: “cuidado, linguagem especializada em não se fazer entender”. Desiludido, é pouco para explicar o meu sentimento ao longo desta leitura. A sorte é que este livro nem chega às duzentas páginas, e tivesse ele mais cinquenta e dificilmente o acabaria.

 

“Parece uma espécie de feixe bojudo de todas as nossas liberdades e de todas as nossas escolhas potenciais entre essas duas extremidades que seriam a origem e o termo dos tempos.”  

 

O que aprendi? Que, segundo a investigação do autor, o crescimento tecnológico exponencial tende a não se manter ao mesmo ritmo verificado até agora.

Outra das maiores dúvidas que todos temos é se a inteligência artificial irá substituir o Homem ou trabalhará com ele para o transformar num ciborgue e guiá-lo à imortalidade. Sendo sincero, se isto foi abordado já não me lembro.

Na minha ideia, quando falamos dum tema tão novo como este, a linguagem deve ser a mais clara e simples possível, e nesta obra foi exactamente o oposto, o que fez com que “desligasse” completamente deste livro.

Foi um desperdício de tempo, são ossos do ofício, não se pode acertar sempre. Vou fazer o meu luto sobre este tema, mas voltarei a ele certamente e com outro autor que fale mais a minha língua.

Concluindo gostei tanto deste livro como de pagar impostos.

De: Mim

Para: 25 de Abril

Data: Era para ser ontem, mas hoje é que é feriado!

 

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Antes de mais, meu estimado 25 de Abril muitos parabéns por mais um ano, neste dia que é só teu.

Sabes, só de há umas décadas para cá — faz hoje 44 anos, para ser mais exacto — tu és festejado no meu país como um dia histórico. Foi no ano de 1974, que quando tu apareceste em Portugal acabou a ditadura. Desde então é um dia em que todos os portugueses te acarinham, principalmente por ser feriado.

 

 

         O assunto de hoje é algo que, até para mim, é por vezes difícil de explicar. Há quem lhe chame “saudades”. Não sei será bem essa a definição, mas se calhar é provável que seja… vamos admitir que são saudades.

 

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         Primeiro é quase impossível dizer quando, nem como é que começou, parece que foi algo que esteve sempre lá desde sempre.

         Lembro-me de estarmos ali, várias vezes, à frente do mundo: dois jovens juntos, de mãos dadas, aprendendo passo a passo como melhorar e seguir em frente. Contando sempre com os ensinamentos e apoio daqueles que, mais experientes que nós, se enchiam de orgulho e nos viam cada vez mais confiantes, lado a lado.

 

 

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         A opinião de hoje será feita sobre um livro que a maioria das pessoas desconhece, mas chega por uma razão: o seu autor, Sérgio Faria, é meu amigo e aquando do lançamento deste livro, convidou-me para a apresentação. Fui lá dar-lhe o meu apoio, comprei o livro e disse-lhe:

         — Fica descansado, quando acabar de ler, dou-te a minha opinião!

         Li o livro no dia seguinte, duma assentada e aqui está a minha opinião. O único problema é que a apresentação foi em Dezembro de 2015. Eu sei, eu sei, estou ligeiramente atrasado, mas eu prometo compensar com uma análise aprimorada.

 

 

 

 

De: Mim

Para: Bashar al-Assad, Vladimir Putin, Kim Jung-un, Hassan Rohan, Donald Trump, Emmanuel Macron, Theresa May, António
Guterres.

Data: No dia em que ouvi uns foguetes.

 

 

 

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Thumbs up se o autor deste blogue é o maior

 

  

Meus grandessíssimos não-abortos acima referidos gostava de comunicar, em meu nome e de mais uns quantos milhões, não tenho intenções de ir para a guerra à vossa conta.

Primeiro por razões individuais de anatomia: vejo mal, tenho 1,83m distribuídos por mais de 100 quilos de peso (em caso de guerra, morto). Com tudo isto, acredito que o “inimigo”, de quem eu me fosse obrigado a defender, não seria vesgo o suficiente para não me acertar um balázio bem assente no crânio ou no peito. E se é verdade que no peito ainda teria que passar por muita gordura, no crânio seria fácil chegar ao interruptor que desliga isto tudo, e parecendo que não, em ambos os casos, aleija.

Num âmbito mais alargado, não vejo que exista alguma razão (se é que alguma vez houve) para uma data de desconhecidos irem para um país fazer turismo obrigatório à lei da bala e das armas químicas.

 

 

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Duas ideias estrondosas de paz...

 

 

 

         Eu e seios — A Primeira vez: foi quando nasci e a minha mãe me amamentou… Fim!

 

 

 

         Não seria fácil de mais?! A vida dum Carola, principalmente deste Carola, nunca é assim tão simples linear.

         Segundo informações recolhidas pela nossa equipa de investigação, ou seja, eu, a coitada da minha progenitora não tinha leite para alimentar a sua cria recém-nascida.

 

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Como assim a minha mãe não tem leite para mim?!

 

 

 

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         Como já vos tinha dito, neste tipo de livros espero sempre aprender uma coisa nova que possa aplicar a partir desse momento. Ora isto é exactamente o oposto daquilo que nos propõe através deste livro, que como todos os outros, resulta de transcrições das suas palestras.

         Começamos logo com um conselho desconcertante: não fugir da morte, mas sim, seguir na sua direcção. Depois o exemplo clarifica-nos: só no escuro (morte) é que procuramos a luz (vida).

 

“A ideia de «Eu sou especial» é um sinal de um homem completamente vulgar. Aos que são verdadeiramente especiais nunca ocorre que sejam especiais. Ao mesmo tempo, não pensam que alguém seja vulgar.”

 

 

De: Mim

Para: UEFA

Data: Depois do jogo do Atlético Madrid contra o… Real Madrid

 

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Minha querida UEFA, eu sei que deves ter a tua caixa de entrada a abarrotar, mas eu tinha que vir aqui expressar o meu desagrado sobre aquilo que se passou nestas jornadas europeias. É uma vergonha, um organismo altamente profissionalizado como tu ainda ter tido a clarividência de vir a público esclarecer esta vergonha.

Senão vejamos:

— Desde quando é que aquele segundo golo do Real Madrid é legal?! Ok eu percebo, o Cristiano Ronaldo é um extraterrestre, mas isso não lhe dá o direito de fazer uma coisa daquelas. Um pontapé de bicicleta a 2,38m, isso é válido onde?! Aquilo parecia o Tsubasa. Queres ver que qualquer dia já não há como separar a realidade da ficção?! Vergonhoso no mínimo.

 

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CR7 O Imitador

 

 

— Depois parecia a jornada dos autogolos. Dois jogos. Primeiro foi o Jesus Navas contra o Bayern. Como se por se chamar Jesus pudesse tudo! E no jogo do Barcelona foram o De Rossi e o Manolas, percebe-se logo, está tudo comprado, o Barça é uma equipa com enorme dificuldade em fazer golos, e como também joga lá um extraterrestre, tem que ser compensados assim. Ridículo UEFA, ridículo.

— Para finalizar a jornada desgraçada da Champions ainda tivemos o Liverpool a ganhar 3-0 por falta de comparência do Manchester City.

— Mudando o chip para a Liga Europa, a coisa ainda conseguiu piorar. Tivemos o Arsenal a espetar quatro nos russos. Depois admiram-se que apareça alguém envenenado.

E como não há roubalheira a sério sem equipas portuguesas prejudicadas, lá tinham que vir os espanhóis humilhar-nos e por isto de pernas para o ar. Não chega os ordenados mínimos mais altos, os 7-0 de Vigo, combustíveis mias baratos, uma realeza (sim Letícia estou a falar de si) gira e bem-comportada, ainda tinha que vir o Atlético virar o Sporting do avesso. E a UEFA, como são os portugueses, não faz nada.

Primeiro marcar golo nos primeiros quarenta segundos, só não é ilegal porque tu, UEFA, com as tuas regras estúpidas permites tudo. Depois dois centrais errarem clamorosamente e isso não dar direito a penalti na outra regra é uma vergonha e uma mudança nas regras que já peca por tardia. Como se isto não fosse suficiente, as faltas estúpidas de jogadores do Sporting ainda dão direito a cartão amarelo e suspendem os rapazes para a segunda mão?! Aonde é que isto já se viu?! Só mesmo contra os Tugas. E por fim não percebo como é que não obrigam o Gelson e o Montero a ter que repetir os lances que falharam, até conseguirem marcar. Então, mas os árbitros estão lá para quê?!

 

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Porque senão os vossos centrais resolvem o caso, não é?!

 

 O que tu merecias é que fosse o presidente do Sporting a tomar conta de ti. Viste bem como é que ele meteu aqueles mimados todos em sentido?! Foi graças a belas decisões, maduras, nada precipitadas e que vão levar aquele clube à glória e estabilidade que tem faltado.

Com aquele primeiro post no Facebook, logo após o fim do jogo, rasgou-os todos, como eles mereciam. Desde quando é queles podem falhar golos, errar passes, ver amarelos, etc. São humanos ou são profissionais de futebol E depois aqueles putos pequenos, dois eles campeões europeus por Portugal, ainda tem o descaramento de se virem defender! Mas isto é o quê?! Uma democracia com liberdade de expressão?! Vão levar com processos disciplinares e muito bem, até deviam ficar em casa ou ir de férias como os outros mariquinhas do Olympiakos. Porque manter o terceiro lugar nem dá a possibilidade de tentar ir à Liga dos Campeões, e é sempre melhor ficar em quarto e voltar à Liga Europa para outra vergonha que é chegar aos quartos-de-final.

Eu voto Bruno de Carvalho para a UEFA!

Com um presidente destes é que tu andavas na linha… da extinção!

 

Bruno quantos dias durava a UEFA contigo no poder?

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Obrigado!

 

 

Mais um dia, mais uma viagem na vida aqui do filho mais novo da minha mãe.

Hoje vou contar-vos de forma inequívoca, factual e imparcial como foi a minha adaptação a viver com o meu pai quando ele decidiu ir viver com uma mulher, que dali em diante, seria a minha madrasta.

Foi uma transição facílima, tal como vos expliquei a semana passada, e por conta do meu sonambulismo, cheguei a apertar os colarinhos da minha madrasta. Basta que passei de viver sozinho, quase como um neto-“único” da sua avó viúva, para uma casa ligeiramente mais movimentada: o meu irmão mais velho, o meu pai, a minha madrasta e as suas quatro filhas.

A partir desse momento ganhei quatro irmãs “emprestadas” (ainda ninguém me mandou a factura destes empréstimos, por isso pouco barulho) e como toda gente sabe, a convivência com mulheres, naquela altura ainda crianças como eu, é sempre muito fácil de gerir.

Não havia brigas, discussões, queixinhas, ciúmes, nada disso… pelo menos enquanto dormíamos (e aí admito, a dormir eu era o pior).

A vida em conjunto ia de vento em popa entre os humanos daquele agregado familiar. O mesmo já não podia se podia dizer de uns estranhos seres que apareciam várias vezes e de várias formas no Hall de entrada, chamados… vasos.

 

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Estes tinham lugar garantido no chão lá de casa

 

 

Os coitados teimavam em pôr-se no caminho duma casa cheia de gente e por vezes ficavam um pouquinho danificados, com pouco mais de 99% de danos.

Depois chegava a hora do departamento de investigação, a minha madrasta (quem mais), entrar em acção. Para que fique registado: os investigadores do FBI ao pé dela são uns amadores.

Entrávamos em interrogatório— Fase 1:

— Quem é que partiu o vaso? — questionava.

— Ah eu não fui, nem vi nada. — dizia uma delas. Lamento, mas a memória já não dá para especificar. No entanto, as palavras transcritas correspondem, em 100%, àquilo que foi dito na altura.

— Eu não vi nada, nem fui eu. — dizia outra com muita originalidade.

— Quando eu cheguei já estava assim. — dizia o meu irmão ou outra delas, naquela época ninguém tinha seios desenvolvidos nem voz grossa, fica difícil ter a certeza. Mas como já sabem, o texto é… 100% real e verídico.

Pronto e para não vos estar aqui a arreliar com todas as desculpas esfarrapadas que eles davam, vou relatar uma coisa estranhíssima: sempre que chegava à minha vez o caso ficava resolvido.

 

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Estes senhores podiam aprender e prender muito mais com a minha madrasta

 

 

— Nuno, foste tu que fizeste isto? — Perguntava a Sra. Dona Juíza madrasta.

— Não fui eu, foi o cão! — respondia eu genuinamente, mas já fora de mim: toda a gente sabe, e isso inclui a minha madrasta, que eu não gosto que me chamem pelo nome próprio (são estratégias de investigação).

— Oh Nuno (aqui já ficava doido, começava logo a chorar) como é que foi o cão se nós nem temos cão?!

Caso encerrado, julgado e resolvido. Fim da audiência.

“Ah! Ah! Ah! Foi ele mãe”, “É mesmo mentiroso o meu irmão”, “Foi o cão, bela piada, tens jeito para isso” — diziam os restantes suspeitos em euforia. Calma aí tribunal lá de casa, eu tenho sentimentos! Queres ver que um miúdo já não pode ter um cão imaginário a andar sempre atrás de mim e a espatifar um vaso ou dois com o rabo?!

E foi a partir daí que comecei, de forma injusta e injustificada, a levar com as culpas todas. Equacionei (mesmo antes de saber o que era uma equação) mudar o meu nome para “Governo”.

Por fim, alguém decidiu em ter mesmo um cão, bem típico que ele era: arrasado de Pastor Alemão e Husky, mas chamava-se Rex como manda a lei.

— Agora sim, tenho um cão a sério para rebentar uns vasos no chão. —  pensei eu.

3,2,1… Vaso no chão.

Madrasta-juiz, entra em acção e chama a depor:

— Rex, quem é que partiu o vaso?

Não é que o cabrão do cão apontava sempre para mim?! Com testemunhas parciais destas, assim até o meu cã… pronto já sei… eu… fui eu.

 

Tem cá uma graça...

 

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O problema acabou por se resolver: nunca mais compraram vasos!

E vivemos felizes para sempre, até ao episódio seguinte…

— Rex, anda cá ao dono gordo que eu não te aleijo…

 

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