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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá a todos, bem-vindos. Finalmente chegou o dia em que deixamos mais um ano para trás e partimos para um novo ano renovados e cheios de desejos e objectivos para cumprir (e outros tantos para não cumprir) durante os próximos doze meses, até voltarmos a repetir tudo novamente. Por isso, decidi deixar-vos aqui com a minha lista de objectivos para 2019 e que resolvi dividir em três categorias: Blogue, Literários e Pessoais. Vamos a isto, porque senão só para o ano (e que comecem todas as piadas habituais de Ano Novo).

 

Blogue:

— Continuar a melhorar o conteúdo e ser mais regular.

Não foi fácil manter um ritmo de posts certo, nem manter os dias que tinha planeados. Como disse ontem, o ano foi cheio de desafios e nem sempre houve a disponibilidade (muito mais mental, do que temporal) para cumprir o calendário que tinha delineado. Em 2019 espero planear tudo com mais antecedência, mesmo que isso implique menos conteúdo. Muitas vezes menos é mais.

 

— Criar um espaço onde dou a minha opinião conjunta sobre um livro e o filme (ou série) que esse livro originou.

A ideia deste espaço surgiu porque eu tenho a saga Millenium de Stieg Larsson para ler há já demasiado tempo e assim junto o útil ao agradável e vejo também os filmes que também já me tinham deixado curioso. No entanto, irei estrear a ideia com Fahrenheit 451 que foi o último livro que terminei este ano.

Conta com a vossa ajuda para me dizerem quais são os filmes que “saíram” de livros e com isto podermos compará-los.

 

— Tentar melhorar a minha escrita.

Sei que por vezes a minha forma de escrever se enrola um pouco e fica confuso de se ler. Por vezes é propositado para fins de ser uma distracção para preparar uma piada (às vezes até eu me distraio ao ponto de a piada nem sequer existir…). Se temos condições para fazer melhor porque não tentar?!

 

— Criar o espaço “José Rodrigues dos Santos”

Se já não é o meu escritor favorito, não foi por culpa dele, mas de uma tal de Sarah Pinborough apareceu na minha estante e arrebatou tudo e todos para segundo plano.  Certo é que foi graças a José Rodrigues dos Santos e ao seu “A Mão do Diabo” que toda esta minha paixão pela leitura nasceu. Por isso, e porque tenho já muitos dos seus livros em atraso quero dedicar-me a recuperar este atraso. A ideia será ler um livro dele por mês.

 

Literários:

 

— Ler 45 livros em 2019

Será um aumento de 15 livros em relação à meta que alcancei este ano. Como é que eu vou conseguir chegar a este número?! Não faço ideia. Por acaso até faço, mas será graças a um dos pontos da área “Pessoal”.

 

— Ler mais Fantasia e Poesia

São dois estilos que desde que criei o blogue quis “obrigar-me” a explorar, mas ainda sem grande relevância (Poesia então sem relevância nenhuma). Irá ser melhor de certeza em 2019.

 

— Comprar menos livros

É inevitável, o caso está cada vez mais grave: eu não faço ideia de quantos livros comprei este ano, mas tenho a noção (certa) de que foram mais que aqueles que li em todo o 2018 (como já disse, li trinta). Tenho tantos livros em lista de espera que seria um crime deixá-los mais um ano sem os ler.

 

 Pessoais:

— Procurar novas/mais oportunidades de aumentar os meus rendimentos.

Acho que isto é algo que todos queremos, certo?! Mas também é certo que se ficarmos à espera de que tudo nos caia no colo, não vamos sair do mesmo sítio e nem evoluímos. Por isso em 2019 tenho que dedicar tempo à procura do que a vida profissional tiver para me oferecer, sem medos.

 

— Perder menos tempo na Internet “a passear”.

Ainda bem que eu não tenho nenhum contador de tempo perdido entre redes sociais e em páginas de internet como o YouTube a perder tempo que no ano que vem quero dedicar para ler mais ainda.

 

— Ser mais sério, sincero e elogiar mais.

Os meus amigos vão detestar isto, mas eu tenho um problema grave: não consigo manter uma conversa num tom sério e adulto por mais de 10 minutos (sim, porque discutir futebol não é um assunto “adulto”). Atenção que eu gosto de ser bem-humorado e dizer mal de mim para que todos se riam, mas há situações em que podemos e devemos falar a sério, seja porque o assunto é sério ou porque os outros sentem a necessidade de dizer como se sentem e tenho que respeitar isso, em vez de dar uma piada para “animar”. Não se pode ser palhaço a vida toda… (não é Sócrates?!)

Também tenho que demonstrar mais o meu apreço, sempre que seja isso que eu sinta. Não estou sempre a reclamar e a “mandar abaixo” os outros, mas também não sou um poço de apoio e motivação. Tenho que reconhecer “em voz alta” os méritos de quem os tiver.

 

— E o clássico dos clássicos, perder peso.

O que seria de um início de ano sem o desejo de perder peso?! Tenho uma alimentação já muito equilibrada, mas ainda com alguns abusos que preciso de corrigir, mas quero aliar a prática de exercício físico à alimentação cuidada. O exercício físico servirá também para aliviar o stress diário.

 

Pronto e é isto que espero que aconteça no ano que começa depois da meia-noite. Daqui a um ano estaremos aqui para ver o que 2019 me reservou. Beijinhos e abraços, feliz ano novo e que 2019 traga tudo aquilo que desejam!

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Olá a todos, bem-vindos. Novamente, e cada vez mais rápido, outro ano está a chegar ao fim. 2018 foi um ano muito bom para mim, como já têm sido alguns anos antes deste. Sinto-me a crescer cada vez mais (e nesta época natalícia então nem se fala…), olho para trás e vejo que evolui em vários aspectos e, ao contrário de outros anos tenho muita vontade de continuar neste caminho de desenvolvimento e realização.

Este ano foi de muitos desafios, sejam eles profissionais ou pessoais. O facto de ter abordado estes desafios de um ponto de vista muito mais positivo, fez com me sinta contente com aquilo que alcancei e também por aquilo que consegui mostrar aos outros, mas principalmente a mim. Dizer que os livros que fui lendo ao longo do ano foram um grande apoio e gostava muito que todos aqueles que acham que ler “é uma seca”, fizessem como eu, que embora já tarde, descobri esta paixão pelos livros em 2012 e por acaso (ou talvez não) muita coisa mudou desde então.

Depois há este blogue. Pensei durante muito tempo se deveria ou não dar vida a este espaço depois de alguns amigos meus me terem sugerido criá-lo. Ainda não tem um ano e não posso dizer que seja um projecto consolidado, mas eu já vou com 31 e também não posso dizer isso sobre mim . Mas tem sido uma experiência espectacular! Não tinha expectativas nenhumas, a não ser dar a conhecer os livros que ia lendo e desafiar-me a criar conteúdo original, dando rédea solta à minha imaginação (o que é sempre um perigo): A Vida Dum Carola e De Mim Para Ti são espaços que adorei criar e algo que parecendo que não, dá muito trabalho. O “gozo” que me dá não tem comparação, é muito maior.
Depois saber que há alguém que vai dispensar um pouco do seu tempo para ler aquilo que escrevi, é o que me faz feliz e saber que tomei uma das melhores decisões ao seguir o conselho desses meus amigos e criar este blogue.

Conto com vocês para fazerem parte do meu 2019 e que com o vosso apoio eu consiga construir aqui um espaço cada vez melhor e mais divertido de seguir. Muito obrigado a todos por tudo e venha daí esse 2019… recheado de livros!

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Olá a todos, bem-vindos a mais um Top de final de ano. Esta semana decidi não fazer a opinião semanal, porque quero guardar esse livro (“Fahrenheit 451” de Ray Bradbury) para começar um tipo de conteúdo novo no próximo ano.

Sendo assim, hoje vamos ao Top que interessa: o Top dos 5 melhores livros que li em 2018.

 

5º Lugar

“O Monge que Vendeu o Seu Ferrari” de Robin Sharma

 

 

 

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Estava mais que na altura de admitir isto: sim, eu sou Escumalha.

Durante muito tempo nem sabia que era ou o que isso significava realmente, mas a partir do momento em que me foi dado a conhecer essa realidade, percebi que embora não fosse perceptível à primeira vista, eu era Escumalha.

 

 

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Olá a todos, bem-vindos. Com o ano a chegar ao fim, chega também a altura de fazer os balanços habituais de como correu o ano que está prestes a findar. Por hoje vamos abordar apenas as leituras do ano. Faltam-me apenas dois livros para acabar o ano em beleza e correndo o risco de algum deles entrar nestas listas de final de ano, o que se acontecer será depois mencionado nas opiniões que fizer individualmente. Com isto vamos ao Top 5 das Desilusões de 2018:

 

5º Lugar

“A Maldição de Hill House” de Shirley Jackson

 

 

 

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Olá a todos, bem-vindos a mais uma opinião. Hoje temos o primeiro livro de Dezembro, a minha estreia do escritor Daniel Silva: “O Assassino Inglês” na versão livro de bolso edição da 11X17.

Para quem, como eu, gosta deste tipo de história que utiliza factos verídicos para desenvolver a sua trama, Daniel Silva é um dos nomes que aparece sempre nas pesquisas, ao lado de outros velhos conhecidos como Dan Brown e José Rodrigues dos Santos.

A Personagem principal é Gabriel Allon um restaurador de arte e por acaso, ou talvez não, espião judeu que se encontra já na fase final da sua carreira, mas que se vê em mais uma missão por resolver quando chega a casa de Augustus Rolfe, também ele um coleccionador de arte, que contratara Gabriel para restaurar um dos seus quadros, e dá de caras com o banqueiro suíço morto.

 

Marguerite Rolfe concentrou-se no trabalho, avançando lentamente e sem interrupções. Passado uma hora, estava feito. Um bom buraco, concluiu: cerca de dois metros de comprimento e meio metro de largura. Quinze centímetros abaixo da superfície, tinha-se deparado com uma camada espessa de barro. Devido a isso, era um pouco menos fundo do que gostaria. Não importava. Sabia que não era permanente.

Pegou na arma. Era a arma preferida do marido, uma espingarda linda, trabalhada à mão especificamente para ele por um mestre armeiro em Milão. Ele nunca mais poderia voltar a usá-la. Isso, a ela, agradava-lhe. Pensou em Anna. Por favor, não acordes, Anna. Dorme, meu amor.

A seguir, entrou na vala, deitou-se de costas, colocou a ponta do cano da espingarda na boca e puxou o gatilho.

 

 

 

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Olá a todos, sejam bem-vindos. O livro de hoje foi o último do mês de Novembro: “Quero, Posso e Mudo de Carreira” de Lourdes Monteiro e Alexandra Quadros editado pela Oficina do Livro.

Como era minha expectativa quando o comprei, queria encontrar nele ferramentas que me pudessem ser úteis para saber a melhor maneira de lidar com o meu futuro profissional. Acho que todos nós queremos sempre mais e melhor, ainda que o “mais” não signifique para todos mais dinheiro e o “melhor” não seja um trabalho mais leve ou monótono e fácil de gerir. Cada um terá a sua noção de concretização profissional.

Gostei que a autora não tivesse o problema de fazer uma introdução sobre o percurso dela até chegar a este patamar e carreira profissional que construiu ao longo dos anos. Temos a tendência de pensar que as pessoas caem de pára-quedas nos sítios certos e sem esforço, sem que vejamos o trabalho, dedicação e resiliência que é preciso adquirir até chegarmos aos nossos objectivos.

“A ideia de sair estava presente a todas as horas e começou a tomar conta de mim.

Era-me cada vez mais difícil suportar aquilo: que tipo de vida levava eu? Valia a pena sacrificar tudo por causa de um ordenado? Não me sentia bem em lado nenhum. O próprio corpo reagiu: surgiu um processo de doença crónica que me demonstrou a importância de resolver a situação. Ainda assim, permaneci até 2006.”

 

 

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Aviso: Este Post é feito com base em muito pouca informação, por isso é provável (e até certo) que seja aqui escrita muita merda sem jeito nenhum. Prossigam por vossa conta e risco!

 

 

 

 

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Olá a todos, chegámos a Dezembro, aquele mês em que todos tentamos sobreviver às compras compulsivas de Natal e em que desejamos não morrer com uma overdose de doces entre o dia 24 e aquele dia em que, sabe-se lá quando, esses doces acabarão.

Também é o mês, em que nós leitores, fazemos o balanço do ano todo e se cumprimos as nossas metas de leitura. Eu pus no Goodreads que iria ler 30 livros este ano. Vou com 28 lidos, por isso a minha meta está já ali à mão de semear. E vocês quais eram as vossas metas? Já as cumpriram? Quantos livros vos faltam?

De novo deixámos para votação no Stories do Instagram do blogue 4 livros de onde estes dois foram os eleitos para concluirmos este ano em beleza e com isso, também a meta no Goodreads. E então para este mês temos:

 

Fahrenheit 451de Ray Bradbury

 

SINOPSE:

Guy Montag é um bombeiro. O seu emprego consiste em destruir livros proibidos e as casas onde esses livros estão escondidos. Ele nunca questiona a destruição causada, e no final do dia regressa para a sua vida apática com a esposa, Mildred, que passa o dia imersa na sua televisão. Um dia, Montag conhece a sua excêntrica vizinha Clarisse e é como se um sopro de vida o despertasse para o mundo. Ela apresenta-o a um passado onde as pessoas viviam sem medo e dá-lhe a conhecer ideias expressas em livros. Quando conhece um professor que lhe fala de um futuro em que as pessoas podem pensar, Montag apercebe-se subitamente do caminho de dissensão que tem de seguir.

 

Mais de sessenta anos após a sua publicação, o clássico de Ray Bradbury permanece como uma das contribuições mais brilhantes para a literatura distópica e ainda surpreende pela sua audácia e visão profética.

 

EXPECTATIVA:

Por esta sinopse, parece estranho esta realidade onde um futuro onde se pode pensar é uma novidade. Percebe-se ali, como na nossa realidade, o poder que os livros têm no desenvolvimento das pessoas. Como é que um livro com mais de sessenta anos pode ser quase uma previsão do nosso presente em que cada vez mais pessoas fogem da leitura, sem saber o que perdem ao não se perderem nas letras de grandes histórias?! Espero um livro em que no fim possa dizer: este é um livro obrigatório para todos os que lêem, mas também para todos os que não fazem, mas para seu próprio bem, deviam de o fazer.

 

 

Desperte o Gigante que Há em Si de Anthony Robbins

 

SINOPSE:

Um dia, ao pilotar o seu helicóptero sobre a cidade de Glendale, Anthony Robbins ficou espantado com os engarrafamentos que via lá em baixo. Ao aproximar-se, apercebeu-se de que estava a sobrevoar o edifício onde, apenas 11 anos antes, trabalhava como empregado de limpeza; e que o caos no trânsito era provocado por milhares de pessoas que se deslocavam para o seu seminário. Em pouco mais de uma década, Anthony Robbins tinha dado um salto de gigante. Do rapaz pobre e com excesso de peso, que durante anos sustentou a custo a mãe e os irmãos, já nada restava. Aos comandos do helicóptero estava agora um homem de negócios bem-sucedido, multimilionário, que um dia aprendeu a explorar o seu enorme potencial. O segredo dessa extraordinária transformação é-nos revelado por Anthony Robbins em Desperte o Gigante que Há em Si. A receita que o autor nos oferece é a mesma que aplicou na própria vida: a concentração de poder. Por outras palavras concentrar todos os recursos numa única área da vida.

 

Como fazê-lo é o que nos ensina este livro. Primeiro dota-nos das ferramentas para libertarmos o nosso poder; depois mostra como assumirmos o controlo desse poder; por fim, fornece um programa detalhado, de sete dias, para começarmos a moldar a nossa vida aos nossos objetivos.

 

EXPECTATIVA:

Sou fã de Tony Robbins, a forma como construiu os seus negócios, como consegue ajudar as pessoas em todas as vertentes da vida: económica, emocional e física. Claro que não estará sempre certo nas suas abordagens, mas o seu sucesso é a prova do mérito da sua abordagem. Já vi muitos vídeos dele, conversas em podcasts, e li o livro dele “O Jogo do Dinheiro”. Já é algo repetitivo da minha parte, mas neste livro espero aquilo que espero em todos os livros de desenvolvimento pessoal: aprender alguma coisa nova e técnicas que possa aplicar no meu dia-a-dia seja em que patamar for.

 

Com isto, vamos lá por olhos ao caminho que a leitura não se faz sozinha. Até a próxima e obrigado.

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Olá a todos bem-vindos a mais uma opinião. O livro de hoje fez parte das leituras do mês de Novembro: Estou Viva, Estou Viva, Estou Viva de Maggie O’Farrell, editado em Portugal pela Elsinore.

Neste livro temos dezassete relatos que, de uma forma ou de outra, se cruzaram com a morte. Eis a minha expectativa antes da leitura:

 

De vez em quando gosto de visitar o tema ao qual nenhum de nós vai escapar: a morte. Há uns anos li um livro que abordava o tema da eutanásia, através de relatos de doentes terminais. São livros que doem, mas com os quais aprendo muito sobre a opinião das pessoas que passam por momentos difíceis e como elas gostavam de ser tratados e quais são os limites a que se devem prolongar esses tratamentos que mais não fazem que adiar o inevitável. Deste livro, não sei muito bem o que esperar, se algo semelhante ou totalmente diferente, mas tendo em conta o tema parece-me que não há como fugir de um livro que mexerá comigo.

 

 

“O que aconteceu àquela rapariga, e que esteve tão perto de me acontecer a mim, não é uma cosa que se articule com leveza, que se transforme numa história engraçada, que tome a forma de uma récita, contada e recontada à mesa de jantar ou ao telefone, passada de contador a contador. É uma história de horror, de mal, dos nossos piores receios. É uma história para estar enterrada num lugar escuro que nunca se visita. A morte passou por mim naquele carreiro, tão perto que lhe senti o toque, mas apanhou a outra rapariga e engoliu-a.”