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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Não bastava já o teclado a deitar fumo, os dedos cheios de cãibras, ainda apanhou uma gripe que o deixa cheio de tosse, com arrepios, olhos a arder. Mas mesmo assim ele não se deixa abalar, prefere meter dedos à obra e sabe quem com o texto que tem planeado sobra mais uma etapa da sua vida, com certeza, chegará ao objectivo diário do desafio “1000 palavras por dia”.

Quando acaba olha para a contagem e diz:

— Oh shit (ainda a sofrer os danos colaterais do post anterior) só 924 palavras! Como é que me safo agora?!

Deu dois espirros para cima do teclado e com ele já bem lubrificado conseguiu completar o quinto dia!

 

Desafio 1000 palavras por dia

Contagem: 1046

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Olá a todos, hoje A Vida Dum Carola vai pela primeira vez internacionalizar-se, por isso qualquer má tradução, construção das frases, não me culpem, graças ao Google Translator eu posso ficar em modo Jorge Jesus UK.

Eu posso dizer que domino a língua inglesa (e não duma inglesa, calma aí seus tarados) com relativo à vontade. Por relativo à vontade, entenda-se: ver filmes sem precisar de legendas. Mas nem sempre foi assim, aliás melhorei bastante foi depois de sair da escola.

E foi mesmo na escola que se passou esta peripécia (mais uma). Por efeitos de fraca memória, não me lembro se isto foi no sétimo ou no oitavo ano. Isto passou-se, como sempre, literalmente assim:

— Hello my little losers. Today you're going to introduce yourselves to your classmates... In English of course! (Olá, meus pequenos falhados. Hoje vocês vão-se apresentar para os vossos colegas de turma… Em inglês claro!).

Deus me valha, aquela sala parecia os adeptos de futebol a reclamar.

—Fogo, oh stora em inglês não…

— I can’t understand you… (Não vos consigo entender…)

— Oh stora, tem as calças sujas de giz no cú… — disse um colega meu, bem atencioso, o que resultou numa gargalhada colectiva do resto da turma.

— Olha vai já para a rua! — disse a professora furiosa e vermelha como um tomate.

 

 

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Como em todos os dias desde que começou este desafio, ele acordou e a primeira coisa que lhe passou pela cabeça foi:

“Como é que eu vou sair da cama com este frio todo lá fora?!”

Umas horas mais tarde, sem saber porquê, sentiu-se ansioso e foi aí que lhe caiu a ficha:

“Oh porra, oh cacete, esqueci-me que hoje ainda tenho que fazer um texto para o desafio das 1000 palavras por dia! E agora vou escrever sobre o quê?!”

Começou a olhar para o teclado para se concentrar e ganhar alguma inspiração. Já se começavam a notar os primeiros sinais de cansaço e algum desgaste, estavamos a meio do desafio e pensando bem, ele não estava nada habituado a este ritmo.

Decidiu então que para combater esse cansaço o melhor a fazer seria limpar a mente e “falar com o coração através do teclado”. O teclado já estava todo assado de tanto “esfrega-dedo” por ele acima e por ele abaixo. O dono foi então buscar Halibut e besuntou-o bem, ele sentiu-se logo mais aliviado e pode então levar mais um esfreganço valente.

Que vergonha, “falar com o coração através do teclado”. Este gajo só me desilude, qualquer dia até parece um homem a sério!

E lá foi ele desalmado com o coração na ponta dos dedos. Título: “Os Revisteiros” …

Anda uma mãe a criar um filho para isto…

 

Desafio 1000 palavras por dia

Total: 1058

 

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Hoje não será tanto um “Blogue Post”, mas sim algo dedicado à minha terra, Samora Correia e com muito por onde falar: desde confissões, a pedidos de desculpa, mostrando o meu reconhecimento, mas acima de tudo, agradecimento.

Samora é uma terra (não lhe consigo chamar cidade, lamento) tipicamente ribatejana. Como tipicamente ribatejana, todos os não-ribatejanos pensam imediatamente numa terra de toiros. É muito isso, claro, mas se olharmos com olhos de ver (e acho que isso, nem nós aqui o fazemos), Samora tem muito mais que só toiros, cavalos e campinos.

É sobre uma dessas “outras coisas” que vos quero falar hoje: o grupo de teatro Os Revisteiros. Liderados por Joaquim Salvador, actor da nossa terra que chegou a trabalhar na televisão nacional. A maior lembrança que tenho dele na televisão foi no Big Show Sic, na Escolinha do Baião em que fazia de surfista hilariante!

 

 

É uma das figuras mais conhecidas em Samora e um dos que mais se esforça por promover a sua terra natal. Acredito mesmo nisto que vou dizer: se não fosse por ele, muito provavelmente, o Carnaval em Samora já teria acabado. Eu sei que Os Revisteiros são muito mais que “só” o Joaquim Salvador, mas daquilo que me apercebo, é sua energia, dedicação e amor aos projectos que atraem todos aqueles que formam o grupo teatral.

Eu não faço ideia das dificuldades e dos constrangimentos que passam para poderem estar no activo há tantas décadas e sempre a organizar espectáculos, mas assim que saem à rua, Os Revisteiros sorriem, divertem-se e a sua felicidade vê-se e sente-se quando actuam perante o seu público. E ainda assim há quem os critique (como se já tivessem feito mais e melhor) e não lhes dê crédito o crédito que merecem.

Eu encaixo-me mais naquele grupo de indiferentes: reconheço-lhes valor, talento e tudo o que tenho referido até aqui, mas não os sigo. E não é por ter alguma coisa contra eles, não gostar deles ou algo parecido, é mais uma daquelas situações em que “não és tu, sou eu…” e que quem está errado sou eu. Sou eu que falho em não apoiar os seus espectáculos e em ajudar da forma que posso para que continuem a ser cada vez mais, melhores e com mais condições.

Isto foi até à última sexta-feira, quando fui ver a peça “Isto é Revista”. Eu não vou ao teatro, ou pelo menos não ia, mas já tinha ouvido que o espectáculo tinha sido isso mesmo, um espectáculo. E como a irmã de um amigo faz parte do elenco, achei que estava na altura de lhes “dar uma oportunidade”. Não podia estar mais enganado… eles é que me deram uma oportunidade de, ao longo de 4 horas, rir muito, ver tudo muito bem organizado e perceber que o talento ali abunda (quase tanto como a minha ignorância em relação a isso). Muitos deles, não os conheço pessoalmente, mas saí de lá agradecido a todos eles e com um sorriso de orelha a orelha. Feliz por mim, mas também por eles, por ver a classe, a diversão e o sorriso com que acabaram aquela noite a fazerem aquilo que gostam e que tanto devem ter ensaiado.

A Revista em si, não ficou nada atrás de algumas que já cheguei a ver na televisão, se tivermos em conta que estamos a falar de “amadores” (não quero usar esta palavra, mas é a que melhor contrasta com o que vou dizer a seguir) o resultado é extraordinário. Dá-me vontade de ir ver outras revistas, só para poder dizer no fim: “Não foi mau, mas a que Os Revisteiros fizeram em Samora foi muito melhor”!

Depois de tudo o que vi ali, aquilo que desejaria ver acontecer se tivéssemos num país ideal era que aquelas pessoas, aqueles actores com aquele talento, fossem profissionais, pudessem ganhar o seu ordenado enquanto arranjavam mais formas de nos entreter e também alertar para alguns perigos que se alastram na nossa sociedade (sim, estou a falar daquela cena espectacular sobre a violência doméstica).

Se outras coisas há em que discutimos e discordamos se são cultura ou não, neste caso não há duvidas: aquilo é cultura e da boa! E por muito que ninguém dos “entachados” do parlamento consiga entender esta ideia, a cultura é um dos grandes pilares das sociedades desenvolvidas.

Eu sou daqueles que vê um espectáculo e além de estar a usufruir da experiência, ainda me meto a pensar no trabalho que está por trás do espectáculo: texto, personagens, cenários, música, coreografias. Não imagino o trabalho, os meses, as horas e, lá está, a imaginação que é necessária para montar um espectáculo desta categoria!

Valeu o preço do bilhete e muito mais, ainda acho que sou eu que estou em dívida para com vocês e para o “valor” que recebi de volta. Vocês são grandes e vou tentar ao máximo dar o meu apoio. Parabéns Revisteiros e sim, “Isto é Revista”!

 

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“Agora e já sem Hannah, qual a necessidade de continuar a série?! Não saber quando terminar a série pode vir a ser uma das “reasons why” um grande sucesso virar um grande fracasso!

Desafio 1000 palavras por dia

Contagem: 1070

Olhando para o belo trabalho que fizera para o segundo dia do desafio de escrita “1000 palavras por dia, durante 7 dias”, pensou:

“Pronto, este dia até foi fácil! Acho que era capaz de me habituar a isto. E agora para amanhã?”

De novo em pânico, começou a olhar à sua volta esperando que um quarto em silêncio trouxesse um milagre que o inspirasse para a escrita do dia seguinte. Às tantas, pensou:

“Vou ler, penso nisso amanhã!”

Pega no livro “A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da” e começa a lê-lo. Passadas umas míseras dez páginas diz “que se f*da” e adormece. Acorda no dia seguinte, como sempre muito bem-disposto (ironia nível máximo), fresco e tranquilo. Mais uma vez, olha para o seu quarto e, como que por magia, descobre o que fazer para o terceiro dia do desafio:

“Burro (sem ofensa para os animais), como é que é possível que não te tenhas lembrado disto?! Hoje é dia de dar a opinião sobre um livro! Burro!”

E lá foi ele, pôs mãos à obra e começou a escrever com grande afinco o post daquele livro. Quando acaba, olha para a contagem de palavras: 748 palavras!

“Cocó (usar vernáculo que começa com a letra M) e agora como é que eu resolvo isto?!”

Foi aí que viu uma luz e decidiu escrever mais um texto sem jeito nenhum…

 

Desafio 1000 palavras por dia

Contagem: 278

Total: 1026

 

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Olá a todos, bem-vindos! O livro de hoje foi o primeiro do ano e um dos livros que foram votados para o mês de Janeiro.

“Segredos Mortais” de Robert Bryndza, editado em Portugal pela Alma dos Livros, conta a história de uma mulher que foi assassinada à porta de casa em plena época natalícia. Marissa, uma jovem dançarina burlesca com o objectivo de ser a próxima Dita Von Teese, vê esse futuro ser-lhe retirado quando é atacada por alguém vestido de preto e com uma máscara de gás.

 

“Atrás dela encontrava-se um vulto de casaco preto comprido. Tinha o rosto tapado por uma máscara de gás, e um capuz de couro preto brilhante a envolver-lhe a cabeça. Dois grandes orifícios redondos de vidro olhavam-na fixamente, e a zona de filtro alongava-lhe o rosto, pendendo logo acima do peito. O vulto calçava luvas pretas e segurava na mão esquerda uma faca longa e fina. (…)

Marissa tentou inspirar, mas não conseguiu; tinha os pulmões cheios de líquido. Viu, de forma quase desapegada, aquele desconhecido arrastá-la a custo pelo chão, afastando-a do portão e levando-a para o meio do minúsculo jardim. A figura cambaleou, e pareceu prestes a cair, mas equilibrou-se. Com as duas mãos, baixou de novo a faca, esfaqueando-lhe a garganta e o pescoço. Enquanto o seu sangue era bombeado para o manto de neve e a vida deixava o seu corpo, Marissa pensou ter reconhecido o rosto através dos grandes orifícios de vidro da máscara de gás.”

 

 

 

 

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Realmente o que um “simples” desafio pode fazer! É graças ao desafio de 1000 palavras por dia durante 7 dias do blogue “A mulher que ama livros” que este espaço “6a-em-Série” acaba por ser ressuscitado. Comparando, é como se o desafio fossem as bolas de cristal e o “6a-em-Série” fosse o Krillin!

 

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A verdade é que eu não tenho visto séries nenhumas e filmes têm sido poucos e só porque me “obriguei” a ir ao cinema. Tenho quase a certeza que 2019 será um ano bem mais activo nesse aspecto. Das séries que acompanho e em que estou actualizado, vamos ter nova temporada de “La Casa de Papel” e a última temporada de “Game of Thrones”! Filmes também tenho alguns “debaixo de olho”: basicamente todos os do Universo Marvel e alguns da Disney como o “Dumbo” e o “Rei Leão”. Também com a chegada dos Óscares, costumo dedicar algum tempo a ver os nomeados e quase sempre chego à conclusão que não concordo com o vencedor para “Melhor Filme”.

Dadas as justificações e feitas as previsões para os próximos tempos, vamos ao que interessa, à série em análise: 13 Reasons Why, 2ª Temporada.

Como já tinha explicado aquando da análise da primeira temporada, decidi separar a análise da série assim, primeiro porque somente essa primeira temporada é baseada no livro de Jay Asher, mas também porque quando dei a minha opinião acerca dessa temporada já tinha visto esta segunda, e elas são tão distintas para mim que tinha que as separar.

A segunda temporada começa logo com um aviso com 4 dos actores da série alertando para que se alguém estiver a passar pelas mesmas situações relatadas na série, evitarem vê-la e procurarem ajuda especializada. Isto é uma reacção a toda a polémica que a série causou, principalmente nos Estados Unidos por, segundo alguns especialistas, “glorificar” o suicídio.

 

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Continua a ser The First Reason Why

 

Faz-me imensa confusão como é que se pode distorcer todo o intuito original que a série pretende transmitir: que o suicídio não é solução, que devemos denunciar todos os abusos (sejam contra nós ou contra terceiros), que devemos procurar não humilhar os outros em troca de 5 minutos de riso no grupinho dos rufias.

Concentremo-nos na história que começa 5 meses após o suicídio de Hannah Baker. Toda a temporada gira em torno do julgamento em que a família de Hannah acusa a escola (com base nas cassetes que Hannah deixou) de saber da situação e nada ter feito para proteger a filha deles, bem como não ter procurado castigar os culpados, deixando-os à solta na escola impunemente e prontos para infernizar a vida a tantos e tantas outras “Hannah’s”. Todas as personagens ficam diferentes, o que é normal depois de terem que lidar com uma situação tão grave como aquela. Vemos as suas lutas interiores para encontrarem a paz que necessitam para seguir em frente, enquanto são obrigados a reviver tudo novamente para testemunharem no julgamento. A própria Hannah marca presença tanto para cenas do passado como para atormentar e tentar guiar Clay pelo melhor caminho e encontrar a tal paz. A série mostra bem como funcionam os “sistemas” escolar e judicial, e como o que importa mais é manter uma imagem séria do que tratar dos graves problemas para que não se voltem a repetir. Mas vamos então falar das personagens e do momento mais marcante:

 

 

Spoilers )

 

 

Classificação IMDB (fiz a média dos episódios da 2ª Temporada) — 7,6

 

A minha classificação (de zero a dez): 7

 

Noto que aqui a minha nota está mais parecida com a nota do IMDB, porque sim a segunda temporada foi boa, mas teve muitos furos abaixo da anterior. Achei que começou fraca e melhora com o avançar dos episódios, talvez só depois de meio é que fica muito boa novamente, mas sem nunca chegar perto da qualidade que foi a primeira temporada.

 

Expectativas para a próxima temporada:

 

A minha expectativa para a próxima temporada era que não existisse próxima temporada. Porque o foco principal perdeu-se logo na primeira temporada, mas ainda fez sentido abordar esta fase do julgamento, para que possamos ver também todo esse processo e como pode ser difícil provar coisas evidentes. Agora e já sem Hannah, qual a necessidade de continuar a série?! Não saber quando terminar a série pode vir a ser uma das “reasons why” um grande sucesso virar um grande fracasso!

 

Desafio 1000 palavras por dia

Contagem: 1070

 

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Estava ele no bar a ver o Benfica vs. Porto com uma azia descomunal à conta do terceiro golo dos dragões e nisto pensa (se é que isso alguma vez aconteceu):

— Fecunde-se (substituir por vernáculo que completa o título do livro: “A Arte Subtil...), deixa cá ver o que anda no Instagram…

E lá foi ele, feito TV Guia, bisbilhotar os instastories. Um dos primeiros a ver é sempre o do blogue “A mulher que ama livros” e num aparece a pergunta: “Que tal um desafio de escrita de 7 dias?”. Lembremo-nos que nem há trinta segundos ele ainda era um adepto esperançoso com um possível empate e quando dá por ela já está a leVAR (Fábio Veríssimo o quê?!) mais um no fundo da baliza. Assim, e para poder ler a frase, decide parar a imagem e é aí que tudo se complica… Ele carrega logo no “Sim” da sondagem e aceita o desafio sem sequer saber as regras do mesmo (sentiu-se um imigrante a assinar papel comercial do BES).

Mas ele não se deixou amedrontar: “És um homem ou és um rato?!”, pensou. E quanto mais pensava, mais se imaginava o mestre Splinter das Tartarugas Ninjas.

 

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Ainda no bar e para se sentir novamente um homem a sério, pede uma bebida para o ajudar a pôr as ideias no lugar. Nada como uma coca-cola com gelo e limão para ressuscitar o macho que há em nós! E foi então que decidiu ver as regras do desafio, esperando que fosse tudo menos escrever umas 1000 palavras por dia…

E não é que o desafio, de sete dias, consiste mesmo em escrever 1000 palavras por dia?! Mas afinal a dona Cláudia (autora do blogue, para quem ainda vive numa caverna) pensa o quê?! Que todos têm o tempo dela?! Lá porque ela consegue tomar conta de quatro crianças (duas delas, recém-nascidas), manter um blogue sempre actualizado e com muitas novidades e ainda lê que nunca mais acaba, acha que toda a gente tem que ser a supermulher como ela?!

 

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Primeiro que tudo, ele é um homem, quando muito seria um super-travesti! Decidido a manter-se um homem de barba rija, compromete-se com ele mesmo a seguir com o desafio em vez de inventar uma desculpa como: “Ah e tal estava a ver os instastories e carreguei no sim sem querer, sendo assim não vou participar! A culpa foi do golo do Porto, já vou leVAR (mas quem é que falou no Fábio Veríssimo agora?!) com a festa dos portistas nos próximos dias e ainda tenho que pensar numa maneira de conseguir escrever 1000 palavras por dia, durante 7 dias?! Nem pensar nisso, não faço!”. Nada disso, ele fez-se um homem e abraçou o desafio. O que são 1000 palavras num dia?! Ele já tem um blogue (muito jeitozinho por sinal, principalmente para quem gosta de livros e ler uns disparates de vez em quando). Sabe muito bem que não é fácil arranjar tempo na sua agenda ocupadíssima para conseguir ser mais regular nas suas publicações: é muita preguiça, é muito YouTube, é muito “olhar para o tecto a pensar no nada”.

Mesmo depois destes constrangimentos todos (sim, cuidar de gémeos é muito mais fácil de certeza) ele decide ir para a frente com o desafio.

Parte rumo a um mundo desconhecido, o qual anseia conhecer e onde sabe que quer ser bem-sucedido e atingir esses objectivos propostos. Parte confiante:

“1000 palavras por dia, o que é isso para mim?! Isso não custa nada! Durante 7 dias?! Pronto, então terei que ser minimamente consistente e publicar algo todos os dias, ou seja, faço isto com uma perna às costas, desenvolvo mais um hábito que adoro e vou parecer um exemplo de dedicação e qualidade ao mais alto nível!”.

Depois chega uma das partes mais fáceis, pensar sobre o que vai escrever: fala sobre as notícias do dia?! Cria um espaço novo de raiz?! Fala sobre os seus ídolos?! Relembra os momentos mais importantes da sua vida?! Todas estas hipóteses e ele… zero. Não tem nenhuma ideia de como vai começar, nem de como vai conseguir cumprir o primeiro dia do desafio, quanto mais fazê-lo durante 7 dias.

 

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Entra em pânico, não sabe o que fazer à vida dele, pensa inclusive em suicidar-se, mas depois pensa (as vezes que ele pensou desde que aceitou o desafio já é um recorde pessoal): “Isto se calhar é fome”. E lá foi ele comer qualquer coisa e com isso a vontade de cortar os pulsos passou.

“Afinal era mesmo só fome, vamos lá por mãos à obra”, pensou.

Sentia-se revigorado e cheio de vontade de começar a escrever. Aquela pizza carbonara familiar estava divinal, nada mau para um lanchinho.

Completamente concentrado e alheado de tudo o que o rodeava, começou a escrever com uma cadência tal que esgotou tudo o que tinha imaginado no primeiro parágrafo. Olhou para a contagem das palavras, marcavam trinta e uma… deu-se ao trabalho de fazer contas e tudo: trinta e uma palavras equivaliam a uns míseros três vírgula por cento do objectivo final. Ele e a matemática sempre tiveram uma relação de amor/ódio. Ele amava a matemática, mas ela insistia em impor-lhe cada vez mais problemas e com o tempo a relação desgastou-se e chegou ao fim. Foram treze anos de muitas aventuras (sim, ele ainda se esforçou e deu-lhe mais uma chance) mas era impossível continuar. Uma coisa ele sabia: se há coisa que a matemática é, é ser séria, sincera e não mentia. Por isso olhou durante horas a fio para aqueles três vírgula um por cento e chegou à conclusão que se ia suicidar… Eis senão quando pensa uma última vez: “Isto se calhar é fome, tô pizzaria, agora era uma quatro estações familiar por favor”!

E foi assim que ao fim de quatro pizzas familiares conseguiu… escrever quatro parágrafos.

 

Contagem: 974 (pronto agora com o número já tem mais uma palavra… e com estas palavras todas, já tem mais umas quantas. Oh porra isto assim nunca mais acaba e vou estar sempre a acrescentar mais e mais. Ficamos assim, amanhã no fim eu meto o número da contagem de palavras e esse número já se conta a si próprio, entendido?!)

 

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Olá a todos! O Post de hoje serve para vos apresentar mais um projecto que vou iniciar este ano. Falo-vos do “José Rodrigues dos Santos Challenge”. Mas afinal o que é isto?! Será um espaço exclusivamente dedicado às leituras que farei este ano dos livros deste autor português, que no meu caso, foi o “culpado” pelo despertar do meu gosto pela leitura. Por isso, mas também porque já tenho alguns livros dele em lista de espera há demasiado tempo, decidi criar este desafio para mim, mas quem quiser pode juntar-se à vontade!

Irei começar em Fevereiro e o objectivo é ler um livro por mês. Começo com uma antevisão do livro do mês e das minhas expectativas em relação a ele, como faço habitualmente com as leituras do mês que votamos no Instagram do Blogue. Eu não irei seguir a ordem cronológica dos lançamentos (excepto na Trilogia do Lótus), tanto que iremos começar com “Sinal de Vida”, editado em 2017. Ao todo já li nove livros deste autor:

 

Codex 632

A Fórmula de Deus

Fúria Divina

O Último Segredo

A Mão do Diabo

O Homem de Constantinopla

Um Milionário em Lisboa

A Chave de Salomão

Vaticanum

 

Sou grande fã das aventuras de Tomás Noronha, mas também fiquei muito surpreendido com a história que relata a vida de Calouste Gulbenkian, na personagem de Kaloust Sarkisian. Como a maioria das pessoas conhecia o nome, mas não conhecia a vida e tudo o que se passou naquela época e por onde ia passando.

 

Agora está na altura da previsão do livro do mês de estreia: Sinal de Vida.

 

SINOPSE:

Um observatório astronómico capta uma estranha emissão vinda do espaço na frequência dos 1,42 megahertz. Um sinal de vida. O governo americano e a ONU são imediatamente informados.

Um objeto dirige-se à Terra.

A NASA prepara com urgência uma missão espacial internacional para ir ao encontro da nave desconhecida. Tomás Noronha, o maior criptanalista do mundo, é recrutado para a equipa de astronautas.

Começa assim a mais invulgar aventura do grande herói das letras portuguesas modernas, uma história de cortar a respiração que nos leva ao coração do maior mistério do universo. Será a vida um acidente ou resultará de um desígnio? Estaremos sós ou seremos um entre milhões de mundos habitados?

A existência é um acaso ou tem um propósito?

Sinal de Vida traz-nos José Rodrigues dos Santos, o escritor favorito dos portugueses, no apogeu das suas extraordinárias capacidades narrativas. Um romance empolgante que, pelo fio de uma intriga intensa e absorvente, nos interpela sobre a vida, o seu objetivo e o nosso lugar no universo.

 

EXPECTATIVA:

 

Se sobre a religião, eu tenho muitas dúvidas sobre o que é verdade ou não, ou até se alguma coisa é verdade, em relação à vida extraterrestre as minhas dúvidas são menores, baseando-me em nada que não seja estatística: será muito pouco provável que neste universo todo só haja vida no nosso planeta. Se “eles” sabem, têm vontade, querem ou conseguem chegar até nós é outra conversa. Neste sentido, e sabendo que muita informação me será passada ao longo destas centenas de páginas, espero mais um livro bem informado, cheio de peripécias e enigmas para o infinito e mais além (esta era demasiado evidente para deixar passar)!

 

E vocês já leram algum livro do José Rodrigues dos Santos? Qual? Do que mais gostam nos seus livros? Qual a razão para nunca terem lido nada do autor? Porque não gostaram do que leram nos seus livros? Espero pelas vossas respostas e espero que continuem a acompanhar este novo projecto. Obrigado e até à próxima!

 

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Olá a todos, bem-vindos ao novo espaço aqui no blogue “Livro, Filme, Acção!”. Aqui será o espaço onde irei falar de um filme que foi baseado num livro que tenha lido.

A opinião sobre o livro será feita como habitualmente e no sítio do costume. Depois o filme será aqui comparado ao livro e vamos ver as diferenças entre os dois e o que mais se destaca em cada versão.

Para começar temos “Fahrenheit 451”, o livro é da autoria de Ray Bradbury e pode ver a minha opinião aqui. O filme é de 2018 e no IMDB não diz que tenha passado pelos cinemas em Portugal. Realizado por Ramin Bahrani (não me perguntem que também não sei quem é…), conta como actor principal, no papel de Guy Montag, Michael B. Jordan. Este eu conheço bem, gostei muito do papel dele no Space Jam… no Creed, digo!

 

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Calma foi sem querer, desculpa!

(A bem dos meus dentes) prometo que não volta a acontecer!

 

 

 

A base do filme tem algumas semelhanças com o livro, mas também algumas diferenças importantes. Por isso, a partir de agora, os spoilers vêm aí forte e feio.

 

 

 

 

 

 

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