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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá a todos, bom fim-de-semana. Para celebrar (ainda que atrasado) o Dia Internacional da Língua Materna, venho falar de um livro que provavelmente meio mundo já leu, escrito por um autor conhecido em todo o mundo e um dos maiores escritores portugueses, o nosso prémio Nobel da Literatura, José Saramago.

Como já disse várias vezes, eu tenho uma tendência estúpida de fugir dos autores clássicos e no caso de Saramago evitava ler alguma coisa dele, muito pela maneira como todos falavam da sua escrita.

Sendo assim, estreei-me com “Caim”, nome que eu só conhecia pela boca dos cães quando, inadvertidamente, os piso (sim a piada é má, mas estava mesmo a jeito). Consigo perceber agora porque falam da maneira como escrevia, mas eu gostei. É diferente, mas não é difícil de ler e não será por não respeitar todas as regras que deve ser criticado, talvez até deva ser elogiado por isso mesmo.

Então em “Caim” e como o próprio nome indica, temos a história de Caim, filho de Adão e Eva, e que ao longo do livro vamos acompanhando a sua vida, entrando numa disputa com o próprio Deus, de quem ele não é propriamente adepto. Confesso que sou completamente ignorante em relação ao conteúdo escrito na Bíblia e todas as suas histórias, por isso não sei as semelhanças e diferenças na vida de Caim na Bíblia e neste livro.

 

“Tirando o facto de serem filhos do senhor, obra directamente saída das suas divinas mãos, circunstância esta que ninguém ali estava em condições de conhecer, não se notavam especiais diferenças fisionómicas entre eles e os seus providenciais hospedeiros, dir-se-ia até que pertenciam todos à mesma raça, cabelos pretos, pele morena, olhos escuros, sobrancelhas acentuadas. Quando abel nascer, todos os vizinhos irão estranhar a rosada brancura com que veio ao mundo, como se fosse filho de um anjo, ou de um arcanjo, ou de um querubim, salvo seja.”

 

 

 

 

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Olá a todos, eu venho aqui hoje com um assunto que até estava a tentar evitar ao máximo. Pelo título já perceberam que venho falar de futebol e do meu Benfica.

Desde que mudámos de treinador (sim, falo na terceira pessoa do plural como se eu tivesse alguma interferência nas decisões do clube, o que além de estúpido é mentira, porque nem quando eu digo “chuta”, eles chutam) e depois dos resultados que todos temos visto, eu quero evitar ao máximo entrar no delírio desenfreado que vai na nação benfiquista.

Sou fã de Bruno Lage desde que tomou as rédeas da equipa principal. Com os mesmos jogadores conseguiu por o Benfica de novo no caminho das vitórias convincentes (estranho como tivemos que mandar um Vitória embora para depois virem as outras vitórias). Isto a jogar bem, a ganhar a rivais, com goleadas históricas e apostando, mais ainda que o seu antecessor, nos miúdos formados no Seixal. Qualquer benfiquista que se preze, está nesta altura no mínimo a comparar Pep Guardiola com Bruno Lage (sim, por esta ordem).

Eu até já faço a minha agenda digestiva com um cuidado extremo, para não me dar nenhuma dor de barriga 5 minutos antes de um jogo. É que senão quando voltar do meu “WC Time”, já não vejo o primeiro golo do Benfica.

 

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Já?!

 

Mas pronto, isto é o dia-a-dia de um benfiquista e nós sabemos viver com isso. O problema é que acho que esta euforia doida em torno do nosso treinador, já é capaz de lhe ter subido à cabeça (à carteira já sabemos que lhe subiu e bem) como vimos pelas notícias desta última semana.

Claro que estou a falar da chamada de Taarabt à equipa principal. Aqui Mister Lage, deixe que lhe diga, acho que já está com confiança a mais, quase a roçar na fanfarronice! Oh mister, não me lixe, o Taarabt?! (vamos fingir que eu consigo escrever este nome bem e à primeira) João Félix, máquina; o Ferro, bom central sim senhor; agora o Taarabt?! O último título que esse gajo ganhou foi a Bola de Ouro do Buffet no Centro de Estágio do Seixal! Mister, aqui excedeu-se… e bem. Você é um treinador, não é Deus (pelo menos enquanto não acabar com a maldição do Béla Guttmann, aí Deus me valha se até ele não lhe faz uma vénia)!

 

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Será esta a verdadeira Mão de Deus?

 

Mas mister Lage, já que estamos aqui nesta onda de brincadeira, até faço uma aposta consigo: Se você conseguir que o Taarabt marque um golo pelo Benfica (equipa principal e em jogos oficiais) aqui o gordo do sítio tem 6 meses (a partir do dia do milagre) para perder 10kg. Fica aqui registado, isto é a Internet e tudo o que aqui cai (além de ser 100% verdade) já não se apaga! Temos acordo, mister?! É que se você conseguir fazer esse milagre com o Taarabt, eu com menos 10kg, ainda vou a tempo de um contracto profissional com o Benfica para o lugar do Taarabt… no Buffet!

 

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Hoje vamos falar do livro que ironicamente (ou talvez não) mais anda na boca e nas redes sociais dos leitores. Falemos então de “Vox” de Christina Dalcher, editado em Portugal pela Topseller. Este foi o livro escolhido para o mês de Fevereiro no Net Book Club. Depois de ler “O Poder” de Naomi Alderman (que também foi uma leitura do Net Book Club, mas que eu já tinha lido antes), uma distopia também, mas que dava um poder ás mulheres, este “Vox” foca-se no extremo oposto.

“E se cada mulher só tivesse direito a 100 palavras por dia?”. É assim que começa a aventura por esta distopia, com uma premissa que parece bastante contraditória com os tempos actuais (talvez não tanto os mais actuais, mas um pouco antes das últimas eleições norte-americanas) e em que felizmente, mas ainda longe do ideal, as mulheres são uma voz bem mais activa em todos os campos das sociedades modernas.

 

“Às vezes, escrevo letras invisíveis na palma da mão. Enquanto o Patrick e os rapazes falam com a língua, eu falo com os dedos. Grito, lamento e amaldiçoo tudo o que tem que ver com — nas palavras de Patrick — «o modo como as coisas eram».

Agora, as coisas são assim: são-nos atribuídas 100 palavras por dia. Os meus livros, até os velhos exemplares de Julia Child e — que ironia! — a edição de Better Homes and Gardens de folhas encarquilhadas e com capa de xadrez vermelho e branco, que uma amiga decidiu que seria uma bela piada como prenda de casamento, estão trancados em armários para que a Sonia não lhes chegue. O que significa que eu também não os posso ler. O Patrick carrega as chaves como uma âncora e, por vezes, acho que é o peso desse fardo que o faz parecer mais velho.”

 

 

 

 

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Olá a todos, hoje é Dia dos Namorados. Para comemorar a ocasião, decidi partilhar aqui a banda sonora que vos pode acompanhar neste dia tão especial. Vamos a isso, aqui está o top 5:

5

 

 

 

 

 

 

 

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Olá a todos e deixem-me dizer isto sem filtros nenhuns:
Foda-se já passou um ano desde que comecei este blogue!

Pois é, é verdade o blogue Carola Ponto e Vírgula faz hoje um ano! É incrível como o tempo passa a correr, lembro-me do primeiro dia como se fosse hoje… mas há um ano atrás!

 

 

Dizer que estou muito contente é pouco! Este blogue foi das melhores coisas que eu podia ter feito para me desafiar, divertir e com ele partilhar as minhas ideias, experiências e leituras.

Eu sabia que ter um blogue requer muita disponibilidade e dedicação, por isso nunca me vão ouvir queixar do trabalho que dá fazer seja o que for. Sim, dá trabalho e é preciso tempo para poder manter o blogue vivo e actualizado, mas era mesmo esse o desafio que queria para mim.

Ao mesmo tempo que já passou um ano, ainda só passou um ano (como sempre, a fazer sentido desde 1987) e sei que ainda sou um novato nestas andanças e que tenho muito que aprender.

As minhas expectativas eram mais pessoais e pelo desafio em si, mas claro que queria as pessoas lessem aquilo que vou publicando, e aí as surpresas foram mais que muitas. Ver a origem das visitas do blogue ao longo do tempo é uma maravilha. Saber que num qualquer país destes (ou cidade) vai estar alguém a perder um minuto do seu dia para ler aquilo que publiquei é impressionante.

Muito para além dos números, que contínuo a não querer saber interpretá-los, fico contente com cada visita, visualização, like, comentário e quero agradecer a todos vocês por estarem presentes (até mesmo aqueles que já não estão).

 

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Em Portugal é de norte a sul e até nas ilhas!

Pelo Mundo: É de doidos! Filipinas, Chile, India... 

Obrigado é pouco! 

 

Espero que este seja o primeiro de muitos aniversários do blogue e que que continuem aí a apoiá-lo e a fazê-lo crescer, da minha parte só posso prometer que tento sempre dar o meu melhor (até mesmo quando vocês pensam: “Chiça bela mer*a de texto. Faz um favor à humanidade: mata-te, não tens jeitinho nenhum para isto”) e que quero continuar a melhorar em todos os aspectos e para isso preciso de vocês, do vosso apoio e das vossas críticas também.

Este foi o primeiro ano do Carola Ponto e Vírgula, e espero por vocês aqui de novo, neste dia, mas em 2020. Muito obrigado, vocês são os maiores, beijinhos e abraços, boas leituras e acima de tudo sejam felizes!  

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Olá a todos, hoje é um dia em venho falar da minha experiência no Desafio de Escrita: 1000 Palavras por Dia Durante 7 Dias, organizado pela Cláudia, a super-mulher-mãe-blogger do blogue “a mulher que ama livros”.

É verdade que eu primeiro aceitei o desafio e só depois é que pensei realmente na tarefa que iria ter pela frente, mas eu sabia que era um estimulo para escrever mais e tinha que o aproveitar. Sabia também que a única maneira de ter sucesso seria combinar aquilo que já faço normalmente com algo que pudesse usar no caso de “emergência” para completar o desafio diário. Daí decidi criar um tipo de relato das minhas “supostas” dificuldades em conseguir cumprir as 1000 palavras por dia. O único problema no meio disto tudo: uma infecção pulmonar ao quinto dia que me obrigou a ir ao hospital e a ficar o resto da semana em casa a recuperar. Sendo assim, foi com muita pena minha que não consegui concluir o desafio. No entanto, achei importante fazer este relato da minha experiência.

 

Aspectos Positivos:

— O estímulo diário de escrever. Todo o processo, desde agendar o que escrever até ter que inventar os relatos do nada. Não sei se com vocês acontece, mas sempre que tenho que ligar esse meu lado criativo (se é bom ou mau é questionável, há gostos para tudo) é desafiante e divertido ao mesmo tempo.

 

— A consistência com que tive de me dedicar a publicar algo todos os dias, a chegar à meta. Sempre ambicionei ser mais regular nas minhas publicações e individualmente em cada espaço que criei. Para isso é preciso esta dedicação e consistência. E o melhor de tudo (que é algo que nós sabemos inconscientemente, mas que nunca aplicamos) é que isto é como um músculo, quando mais se exercita mais força e vitalidade ele terá.

 

— Modéstia à parte: a qualidade (sempre relativa) e quantidade de coisas que eu me lembro de escrever sobre, coisas que não lembram nem ao Diabo. É óbvio que eu tenho um problema: não consigo falar a sério sobre nada durante muito tempo. Mas adoro o equilíbrio que vou conseguindo no blogue entre as opiniões (essas sim, sempre sérias) e o resto das coisas que vou escrevendo.

 

Aspectos Negativos:

— Ter falhado o desafio. Claro que eu sei que foi por uma questão que não podia prever, mas ainda assim o facto é que não cheguei ao meu objectivo de escrever durante 7 dias seguidos as tais 1000 palavras. Continuar o desafio assim que tivesse melhor, para mim não fazia sentido, porque depois quem é que decidia o que seria “estar melhor”? Eu. Ora então eu podia dizer que só daqui a 2 meses é que estou melhor para continuar e aí teria o benefício de poder planear sobre o que iria escrever, não teria a “pressão” original o desafio, por isso não o fiz.

 

No final de contas adorei a experiência, foram uns belos 5 dias. Quero que estes hábitos de me manter activo na dedicação ao conteúdo se mantenham e vou-me esforçar para que isso aconteça. Obrigado à Cláudia pela ideia e espero que o desafio tenha sido um sucesso para todos. Até à próxima e boas leituras.   

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Olá e bom fim-de-semana a todos e vamos lá a mais uma opinião sobre um livro que foi a minha companhia na última semana em que estive a recuperar em casa. “A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da” de Mark Manson, uma edição Saída de Emergência e era uma das leituras do mês de Janeiro.

 

“A chave para uma boa vida é estar-se a cagar para mais e importar-se antes com o menos, importar-se apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante.”

 

 

 

 

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Olá a todos. Chegámos ao mês de Fevereiro e como sempre venho aqui fazer uma antevisão e falar sobre as minhas expectativas sobre os livros que planeio ler este mês. Como o mês é mais curto que os demais, decidi que iria ler… 5 livros! Sim, eu acho que estou a ficar doente (quer dizer, eu estive mesmo doente, mas foi uma infecção pulmonar, nada tem a ver com uma doença do foro mental ainda por diagnosticar). O livro que estou a ler no momento é a minha estreia num dos maiores nomes nacionais: “Caim” de José Saramago. E este não faz parte dos cinco que mencionei antes (está bonito está, nem sabes onde é que te estás a meter este mês).

Ora então irei participar em dois clubes literários: Net Book Club e The Bibliophile Club. Ainda tenho o meu “José Rodrigues dos Santos Challenge”, irei começar mais um dos objectivos que tracei para 2019: ler a saga Millenium de Stieg Larsson. Por fim fica a faltar o livro do mês que foi votado no Instagram do Blogue. Os livros escolhidos para o “José Rodrigues dos Santos Challenge” e The Bibliophile Club já sabem quais são e contam com as suas antevisões aqui (JRS e TBC).

Por isso vamos começar com os outros livros.

Da votação no Instagram:

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Princípio de Karenina de Afonso Cruz

 

SINOPSE:

 

Um pai que se dirige à filha e lhe conta a sua história, que é a história de ambos, revelando distâncias e aproximando-se por causa disso, numa entrega sincera e emocional.

Uma viagem até aos confins do mundo, até ao Vietname e Camboja, até ao território que antigamente se designava como Cochinchina, para encontrar e perceber aquilo que está mais perto de nós, aquilo que nos habita. Um pai que ergue muros de silêncio, uma mãe que faz arco-íris de música, uma criada quase tão velha como o Mundo, um amigo que veste roupas de mulher, uma amante que carrega sabores e perfumes proibidos. São estas algumas das inesquecíveis personagens que rodeiam este homem que se dirige à filha, que testemunham - ou dificultam - essa procura do amor mais incondicional.

Uma busca que nos leva a todos a chegar tão longe, para lá de longe, para nos depararmos connosco, com as nossas relações mais próximas, com os nossos erros, com as nossas paixões, com as nossas dores e, ao somar tudo isto, entre sofrimento e júbilo, encontrar talvez felicidade.

 

 

EXPECTATIVA:

 

Quando comprei este livro foi simplesmente para conhecer mais um escritor português, por isso a minha expectativa é mesmo essa: conhecer a escrita, a história, a forma como cria as personagens. Vamos ver…

 

 

Agora para a Saga Millenium

 

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Os Homens Que Odeiam as Mulheres de Stieg Larsson

 

SINOPSE:

 

O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

 

EXPECTATIVA:

 

A pressa com que eu andei para achar e comprar todos os livros desta saga (na altura ainda eram só quatro) para depois… (começar a lê-los, era o desejo) ficarem parados na estante! Não deve ser só a mim que isto acontece (digam que não, não me quero sentir sozinho neste crime contra os livros)! Com isto, finalmente vou começar a lê-los, depois irei ver também os filmes que, entretanto, saíram. A expectativa é alta e espero que tanta ansiedade e depois que tanto desprezo na estante me tragam uma boa leitura.

 

Finalmente, temos o livro escolhido para o Net Book Club

 

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 Vox de Christina Dalcher 

 

SINOPSE:

 

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»

Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.

E isto é apenas o início.

 

 

EXPECTATIVA:

 

Dizer altíssima é pouco! Com uma sinopse destas, uma realidade que não lembra a ninguém, será interessante ver como viverão as mulheres nesta história com esta regressão de direitos e como é que a implementação desta nova realidade será feita. Espero um mundo bem diferente do nosso, mas que ao mesmo tempo nos lembre que se calhar (e talvez de outras formas) não estamos em mundos assim tão distantes.

 

E é isto. Um mês bem mais curto, mas que dará para pouco mais que ler, ler e… ler. Como se isso fosse um problema! Obrigado a todos e boas leituras!

 

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Olá, hoje e como prometido venho apresentar a minha escolha para o tema de Fevereiro no The Bibliophile Club. Este mês o tema escolhido foi: Romance. É um tema muito largo e com várias “ramificações”, mas achei interessante ir buscar uma autora que teve em grande por essas redes sociais: Kristin Hannah. Como até este mês quase não tinha visto ninguém falar dela, pensei que não fosse muito conhecida pela maioria das páginas que acompanho. Eu ainda só li um livro desta escritora, "Estrada da Noite", e adorei, 5 estrelas fácil. A história foi boa, mas lembro-me de que as personagens tinham muita profundidade e personalidade. Foi o primeiro livro em que senti realmente raiva, pena e vontade de gritar umas belas asneiras a uma das personagens!

 

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Para este tema, decidi então escolher “O Regresso”. Era um livro que já andava um bocado perdido aqui na estante e é também por isso que adoro a liberdade deste clube literário, que nos deixa escolher da nossa estante e cada um lê, possivelmente, uma escolha diferente.  Vamos então à sinopse:

 

“Jolene sempre conseguiu equilibrar a vida familiar com a carreira de piloto de helicóptero e as suas memórias de uma infância turbulenta. Mas, no dia em que o marido lhe diz que já não a ama, ela é destacada para o Iraque e a sua vida ameaça tornar-se num perigoso suspense. Enquanto Michael percebe finalmente o que é ser pai no dia a dia, do outro lado do mundo a mulher procura apenas sobreviver à guerra. No momento do seu regresso a casa, tanto Jolene como Michael estão diferentes. Será que a estranheza do reencontro vai ditar o fim do casamento ou haverá ainda tempo para reconstruir a vida que ficou para trás?”

 

Para começar gosto logo da ideia de ser a mulher a ir para a guerra! Normalmente as histórias são sempre de homens que partem com os seus exércitos rumo ao território inimigo, o que como é óbvio não relata a totalidade dos casos, sim, também existem mulheres que vão para o campo de batalha e corre risco de vida. Só por aqui já temos uma perspectiva diferente e isso é sempre intrigante. Depois temos o timing da partida, no mesmo dia em que é destacada para o Iraque a nossa militar fica a saber pelo seu marido que este já não a ama. Conhecendo isto, e sabendo a forma como explora as personagens e os cenários, só posso antever uma leitura boa. Já leram este livro? Esta autora? Gostaram? Qual foi a vossa escolha para este mês?

Vamos interagindo no grupo para manter tudo muito animado e boas leituras a todos! 

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Olá a todos, volto hoje (ainda a recuperar de uma “pequena” infecção pulmonar) com a minha opinião sobre um livro que realmente demorou mais tempo do que esperaria, também porque a partir de certa altura percebi que mais valia abrandar e tentar aprender os capítulos sem a urgência deter que acabar o livro, só porque sim. Foi um dos livros que venceu a votação de Dezembro, mas ao mesmo tempo foi o livro que escolhi para o tema de Janeiro do novo clube literário em que decidi participar: The Bibliophile Club.

Vamos lá então à opinião sobre “Desperte O Gigante Que Há em Si” de Tony Robbins, edição da Lua de Papel.

 

“Tudo o que acontece na sua vida — tanto aquilo que lhe traz felicidade como aquilo que representa um desafio para si — começou com uma decisão. Acredito que é nos seus momentos de decisão que o seu destino ganha forma. As decisões que toma agora, todos os dias, vão influenciar a forma como se sente hoje e quem se vai tornar nesta década e depois dela.”