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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Epá como é que esta imagem veio parar aqui?!

Não vou falar deste Juiz em particular...

É mesmo em público!

 

Como é que eu consegui esta banda sonora que se segue?! Perguntei ao próprio: 

Sr. Dr. Juiz qual é a música que não lhe sai do ouvido hoje?!

 

Se calhar foi cedo, não?!

 

Já sabemos que é contra o adultério contra os homens e a favor da violência contra as mulheres...

Mas queremos saber qual é a sua opinião sobre as mulheres.

Complete a frase: "As mulheres são todas umas..."

 

 

Vamos partir desse seu pressuposto então: se você vê as mulheres como interesseiras, quando elas perdem o interesse em si qual é a pergunta que mais lhe passa pela cabeça?

 

#NETODEMOURAÉCORNO

 

Pronto, já percebi que é um assunto sensível para si!

Vamos lá terminar: Sr. Dr. Juiz, quando você toma as decisões que tem tomado a favor dos agressores é porque...

 

Pois, já desconfiava...

 

 

 

 

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É uma merda, lamento, mas realmente é uma merda! Isto não querendo ofender ninguém, nem a própria merda…

É uma merda que a indignação de um povo inteiro não seja para com os números de mortes resultantes de violência doméstica. Uma merda maior é quando quem ofende, bate e mata ainda consegue sair impune e ainda lhe vê retirada, lá está, a merda duma pulseira electrónica (Sr. Juiz “da merda” agora só me processa se achar que é mesmo isso: uma merda!)

E a merda que não é ver que ninguém incendeia as redes sociais (e porque não o Parlamento?!) por ver a merda de um Novo Banco (que ainda me lembro de ser classificado como o “Banco Bom”) ainda precisa de uma nova injecção de mais de mil milhões de euros. E depois para as injecções dos doentes e para os enfermeiros não há dinheiro?! Que merda é esta?!

Outra merda que me faz uma confusão do car… catano, é ver que a solidariedade de um país inteiro para com Pedrogão não chegou a quem mais precisava, e que mais uma vez, muita gente (será que podemos chamar gente a esses montes de merda?!) encheu os bolsos à conta da miséria alheia.

E no fim de tudo isto, o que mais revolta uma nação inteira é que quem vença a merda (não depreciativo ou descritivo do evento) de um Festival da Canção, seja um rapaz que fez aquilo que lhe apeteceu, e que para espanto dele há alguém que goste e vote naquilo que ele fez (já viram as entrevistas após a meia-final e a final?!)!

Para mim a música até pode ser uma merda (sendo ou não sendo, a minha opinião vale uma merda para o assunto), mas com tanta merda que realmente me preocupa, vou-me preocupar com uma música?! Continuem só a olhar para a merda dos telemóveis…

 

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Olá malta, bom fim-de-semana de carnaval para todos, hoje venho apresentar o livro que escolhi para o mês de Março para o The Bibliophile Club.

Este mês o tema que foi escolhido é muito abrangente e sem dificuldade para achar um livro que se possa encaixar nesse tema, mas é um tema muito importante: Livro escrito por mulheres ou sobre mulheres. Mas para além do tema, este mês traz também um desafio: falar das mulheres da nossa vida. Sinceramente hesitei em querer fazer este desafio, mas isso foram uns belos 5 segundos, até me aperceber que é isso mesmo, um desafio.

Primeiro porque eu não gosto de falar a sério, não é que não consiga, mas aborrece-me, sinto que ao falar a sério, não estímulo a minha criatividade, só escrevo sobre o assunto e mais nada. Por isso, escrever sobre as mulheres que mais me marcaram, será desconfortável e desafiante.

Depois assim que pensei o que podia fazer com este desafio, tive umas ideias que posso explorar e que serão uma lembrança de como as mulheres em geral, e as da minha vida em particular, são a parte mais importante da vida de cada um de nós. Pena que ainda não estejamos no patamar de igualdade entre géneros! Sobre o que vou falar?! Não percam os próximos episódios porque nós também não!

Agora voltamos ao livro que decidi escolher para este tema de Março:

Fica Comigo de Lucie Whitehouse, edição Bertrand Editora.

 

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SINOPSE:

Marianne Glass é artista e aparece morta, caída do telhado. Toda a gente insiste tratar-se de um acidente, excepto Rowan Winter, em tempos a sua melhor amiga. É que Marianne sempre sofreu de vertigens e nunca se aproximaria da beira de um telhado.
Em tempos, Marianne e a sua família significavam o mundo para Rowan. Para uma adolescente órfã de mãe e com um pai ausente, aquela família intelectual e cheia de vida representava um mundo de glamour e oportunidades.
Mas desde que se afastaram, Rowan sabe de Marianne apenas pelos jornais: a rápida ascensão na cena artística londrina, o romance com o seu galerista. Para descobrir as causas da sua morte, Rowan tem de saber mais. Estaria angustiada com alguma coisa? Em perigo? Começa então a procurar pistas: nas obras mais recentes de Marianne, nas suas relações mais próximas e na amizade recente com um artista.
Mas quanto mais fundo vai na história, mais sinistro tudo se torna. E um segredo do passado faz com que também ela se comece a preocupar com a sua sorte…

 

Escolhi este livro porque é um livro que até já esteve nas votações que faço no Instagram todos os meses, mas que não foi o mais votado. Óbvio que se o tenho, é porque vi algo de interessante nele… A minha noção e coerência em livros no que toca ao “interessante” em si, pode variar e até uma capa mais apelativa é o suficiente para mais uma compra.

Neste caso, é o mistério em torno de uma morte, o suficiente para apostar nele para o tema deste mês. Espero que seja mais uma leitura boa e estarei aqui para vos falar sobre ela.

Esta experiência no The Bibliophile Club tem sido muito boa e permitiu-me ir à procura daqueles livros que teimam em ficar para trás e que no fim acabam por me deixar a pensar: porque é que eu não li este livro mais cedo, como foi o caso d’O Regresso de Kristin Hannah que estava perdido aqui na estante há demasiado tempo.

Vamos então a isso, e que Março vos traga mais um monte de belas leituras. Obrigado a todos, vão acompanhando tudo no grupo criado no Facebook do clube literário e quem ainda não está lá, junte-se a nós, neste espaço de partilha dos livros que tanto gostamos. Até à próxima.

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Olá a todos! Venho hoje falar do livro do mês de Fevereiro para o The Bibliophile Club. Calma, eu sei que já estamos em Março, mas é Carnaval ninguém leva a mal (safei-me com esta desculpa?!).

Então temos “O Regresso” de Kristin Hannah, no meu caso, com uma edição de capa dura da Círculo de Leitores. Este é o segundo livro que leio desta escritora, sendo que o primeiro foi das leituras que, até aquela altura, mais mexeu comigo. Se nunca leram “Estrada da Noite”, façam o favor de ler, é muito bom. Se já leram, comentem aí se gostaram ou não! Vamos então ao meu regresso (e este trocadilho?! Mau, eu sei!) à escrita de Kristin Hannah.

Neste livro temos a história de Jolene, piloto de helicóptero no exército norte-americano, que no mesmo dia fica a saber que o marido já não a ama e que foi destacada para a guerra no Iraque. Jolene só por si já é uma personagem complexa, com uma infância difícil e repleta de traumas, via neste casamento e nas suas duas filhas, uma família feliz e um “felizes para sempre” garantido. Mas tudo muda de figura naquele dia em que o Michael diz já não a amar. Literalmente no meio disto, entra a guerra e a partida de Jolene para o Iraque.

“Jolene soube no mesmo instante que havia ido longe de mais; percebeu isso pela forma como Michael ficou tenso.

— Desculpa. Não foi isso que eu quis dizer. Sei o quanto o amavas, mas…

— Não aguento mais — disse em voz baixa, abanando a cabeça.

Jolene franziu o sobrolho.

— Aguentar o quê?

— Não quero mais isto.

— Que raio está a passar-se, Michael? Meteste a pata na poça hoje. Porque não podes…

Michael olhou para ela.

— Não te amo, Jo.

— O quê?

— Já não te amo.

— Mas…

Foi como se algo dentro dela estivesse a despedaçar-se, os músculos a rasgar-se, separando-se dos ossos. Jolene agarrou-se à borda da bancada para se apoiar. No meio do barulho estrondoso que havia dentro da sua cabeça, ouviu uma leve respiração reprimida. Virou-se devagar, devagar, devagar, pensando, por favor, meu Deus, não…

Betsy estava de pé na sala de estar, com a fita que ganhou pelo segundo lugar na mão. Arquejou baixinho, arregalando os olhos lentamente, compreendendo tudo. Depois, virou costas e correu pelas escadas acima.”

 

 

 

 

 

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