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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

Lacasadepapel.jpg

 

 

Olá e bem-vindos à estreia do “6a-em-Série”. Como já disse, e embora o título aponte só para séries, este espaço servirá também para falar de filmes e alguns animes. Em relação a algumas séries, irei fazer a minha análise sobre a série toda, outras irei fazer por temporada, conforme eu achar melhor.

Gostava que sempre que fosse postando, comentassem se já viram, se gostaram, e dessem as vossas sugestões sobre filmes/séries/animes idênticos que eu pudesse gostar. Um aviso: de terror, nada, nem livros, nem séries, nem filmes, nada (chamem-me medricas à vontade, eu gosto de dormir descansado e estava farto de ter o Chucky à perna).

Dado o recado, vamos então ao que interessa. Acho que sobre esta série já toda a gente falou, quase toda a gente viu e todos os bloggers que já viram, já deram a sua opinião. Eu, para variar, estou (sou?!) um pouco atrasado.

La Casa de Papel, diz-vos alguma coisa?! Ei, menos barulho, já percebi que conhecem. Pois bem eu devo dizer que ao início tive grande dificuldade em atinar com o espanhol e com as legendas. Eu estou habituado ao inglês e só vou às legendas em caso de não ter percebido uma palavra ou outra. Aqui andei o primeiro episódio todo a patinar ouvia em espanhol, não percebia quase nada, óbvio que quando ia a ler já ia tarde e foi complicado, mas depois comecei a habituar-me aos nuestros hermanos e foi sempre a dar pa… papel!

A série gira em torno dum roubo, que seria (ou será?! Terão de ver a série, é para vosso bem, agradeçam-me no fim!) só o maior da história: Assaltar a Casa da Moeda Espanhola. A recompensa: uns míseros 2400 milhões de Euros.

Todo o enredo está muito bem construído, originalidade em muitos aspectos, desde logo dar nomes de cidades a cada um dos assaltantes, muitos momentos em que tudo parece estar a desabar e está tudo controlado e o contrário também acontece, parece estar tudo calmo e depois quase que o plano vai todo por água abaixo.

Toda a série é feita para que nós estejamos sempre do lado dos assaltantes e essa sensação foi um pouco estranha ao início, confesso! As personagens têm todas características únicas e cada uma delas é importante para o desenrolar do assalto. Todos os assaltantes estão lá por uma razão particular, mas também por outros 2400 milhões de razões, se é que me entendem. Sempre sob o comando do Professor (ou génio): o cérebro por detrás de todo o planeamento do assalto.

 

 

A partir do momento em que começa a invasão à Casa da Moeda Espanhola, começa um jogo de xadrez do mais alto calibre, entre a Polícia e o Gén… o Professor. Suspense, voltas e reviravoltas, esta série teve tudo para mim, adorei!

Em termos de produção, espanhóis do cacete, fizeram um grande trabalho, não foi por acaso que a Netflix decidiu comprar os direitos desta série que já tinha sido exibida em solo espanhol. E ainda bem que o fez e esse é um os méritos desta plataforma que explora tão bem a maravilha que é a Internet (outros, têm blogues onde dão opiniões sobre essas séries deles… Nem sei de quem — de mim, cof cof — é que estou a falar)!

Vamos então falar de personagens e momentos:

 

Personagem favorita:

 

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Aqui acho que é unânime, Senhor Professor, Dios mio que grande génio é ele. Um plano genial, todos os passos estudados até ao mais ínfimo pormenor, menos um (e como o compreendo, é um deslize e pêras). Adorei o carisma da personagem, sempre em controlo a situação, mas ao mesmo tempo de nervos em franja até correr tudo como planeado. Um génio, em conversa com amigos, comparei-o a “L” (personagem do Anime “Death Note”, é provável que fale deste anime um dia destes também) pela forma como são estranhos e ao mesmo tempo espectaculares!

 

Pior Personagem: Aqui podia caber o “Arturito”, mas com um nome destes, ninguém o leva a sério e chega a ser hilariante a sua aflição em situações de aperto. Paga muito e muitas vezes pela estupidez de querer ser mais esperto que os assaltantes. Ainda pensei em Rio (demasiado imaturo) ou o Coronel Prieto (por personificar o poder político, os seus interesses e tentar de tudo para resgatar a menina rica, filha de diplomata, Alison Parker), mas a pior só podia mesmo ser esta:

 

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Este homem é aquilo a que a ciência chama “um passado dos carretes” e como prémio por ser tão estável e sociável, tem a seu cargo a liderança de todo o grupo que entra na casa da moeda. Seguir o plano é o único plano dele, até porque se o destabilizam a coisa tem tendência a descambar. Prepotente, acha-se superior a todos os seus “companheiros”, esquece-se que a única pessoa que confia nele está do lado de fora, o Professor. É o mau da fita dos bons da fita (que por acaso são assaltantes, o que é capaz de não ser lá muito bom) e mais um dos grandes motivos que nos mantêm agarrados ao ecrã todos os episódios.

 

Momento Marcante: A Morte de Moscow. Custo-me, foi um episódio propositadamente lento, feito para nos fazer sentir o seu sofrimento, vê-lo a delirar enquanto falava com Tokyo julgando ser a mulher dele. De todos os momentos de acção, suspense e genialidade que existiram aos montes, este foi aquele que mais me marcou!

 

 

Classificação: IMDB (de zero a dez) — 8.7

 

A minha classificação (de zero a dez): 10. Eu sou um mãos-largas, reconheço. Qualquer série que me surpreenda, me mantenha curioso e me obrigue a ver episódios a fio, vai estar sempre muito perto da nota máxima. O único senão, não teve nada a ver como a série acabou, mas falamos disso já a seguir.

 

Expectativas para a próxima temporada: Depois da forma como acabou a série, o que eu mais esperava é não ter expectativa nenhuma. Para mim não havia mais temporadas nenhumas, a história acabou como devia ser, ponto final. Vão arranjar algum sentido para a continuação?! Sim, claro que sim. Mas faz sentido?! Não, para mim não! Eu vou ver?! De certeza.

Espero que tenham gostado desta estreia do “6a-em série”, comentem aqui ou nas minhas redes sociais! Sintam-se à vontade e até à próxima!