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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá pessoal, como vão essas leituras? Essas férias têm trazido boas leituras? Devo confessar que, embora não esteja de férias, tenho conseguido ler mais e estou bastante contente com os livros que tenho lido ultimamente. Hoje falo-vos daquele que foi a minha primeira leitura deste mês de Agosto: “Confesso” de Colleen Hoover editação portuguesa da Topseller e vencedor do prémio melhor romance 2015 do Goodreads.

Colleen Hoover é uma das escritoras mais faladas em Portugal nos dias que correm, tem uma legião de fãs e os seus livros são dos que mais se vêem reviews nas redes sociais. Com visita marcada para Lisboa no dia 11 de Novembro, muitos dos seus fãs já se encontram em alvoroço para que esse dia chegue depressa.

No entanto, não foi por nada disto que acabei por ler este livro. A história de como este livro acabou na minha estante já está no Instagram é só irem lá espreitar! Vamos então à história.

 

 

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Olá a todos, vamos começar a semana a falar de livros? O livro de que vos falo hoje fez a transição de Julho para Agosto e decidi que este livro era o indicado para o tema de Julho e Agosto do The Bibliophile Club: Livros para ler ao Sol.

Como sempre é um tema algo abrangente e este livro foi escolhido por ser uma leitura ideal para o Verão: leve, descontraído, simples e acima de tudo, bom!

Falo-vos então (como se não tivessem já visto pela foto) de “Penas de Pato” de Miguel Araújo editado em Portugal pela Companhia Das Letras.

Acho que toda a gente já conhece Miguel Araújo, o músico, autor e cantor, mas como eu até tenho o stock de palavras cheio vou apresentá-lo àqueles que têm vivido numa gruta, isolados e nem azeitonas apanharam (demasiado fácil esta, não?!).

 

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Olá pessoal, Agosto está a ser produtivo nas vossas leituras? O Verão literário está animado? Em que projectos literários estão envolvidos nesta altura?

Eu devo confessar que acompanho muitos projectos que vão ocorrendo por essa internet fora, mas participar, participo em dois. Actualmente a minha lista de espera é tão grande que se me envolvesse em mais projectos só iria criar mais stress e confusão sobre o que ler a seguir, e a ideia é ler por prazer, por isso, e por agora, participo em muito pouco.

Hoje o livro de que vos vou falar é para o Net Book Club, um projecto que há uns meses sofreu umas mudanças nas regras para a escolha do livro de cada mês. Agora entre as escolhas, as hipóteses de escolha representam dois países e a votação é feita pelos seguidores do clube no Instagram. Esta ideia parece-me óptima porque permite conhecer autores de países a que normalmente não iria dedicar a minha atenção.

Para estes dois meses de Julho e Agosto, o país vencedor foi Israel com o livro “Dor” de Zeruya Shalev edição portuguesa Elsinore. Mais uma vez, as capas desta editora são muito originais e nada comuns, esta capa é muito gira. Mas do que vale a capa se o conteúdo não for de qualidade? Já se diz, não julgues livro pela capa…

Pois bem, neste caso a premissa da história já é bastante condizente com qualidade da capa.

A história passa-se, como não poderia deixar de ser, em Israel onde Iris, uma sobrevivente de um atentado terrorista, 45 anos, casada e com dois filhos, se vê passados 10 anos ainda muito afectada por esse ataque bombista (até porque ficou com muitas mazelas físicas e psicológicas) e por um acaso enorme reencontra o seu primeiro grande amor, Eytan. Não fosse isto o suficiente ainda tem que tentar resolver os problemas da sua filha adolescente, envolvida com o dono de um bar que lhe muda completamente a personalidade e a sua percepção da vida.

 

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Olá pessoal, como estão essas leituras de Verão?! Eu hoje trago-vos a minha primeira leitura do mês de Julho. Este livro foi um presente de aniversário, sendo propositadamente um tipo de livro fora da minha “zona de conforto” literária. Fala-vos de “Não Há Coincidências” de Margarida Rebelo Pinto.
Tanto a autora como o livro já são bastante conhecidos da maioria dos leitores portugueses. A Autora já conta com mais de uma dezena de romances publicados e este livro foi um dos seus maiores sucessos, publicado há quase 20 anos, ainda no tempo dos escudos (juventude, lamento, se não sabem o que era isto, google it).

Eu admito que até sou um bocado preconceituoso com este tipo de romances em geral, em que tudo é amor, onde há uma luta dos personagens principais, contra tudo e contra todos, para que a relação sobreviva e que acaba com um “E viveram felizes para sempre”. Com isto não quero dizer que esse tipo de romances não presta ou que não tem qualidade ou que é lixo literário. Há espaço e gostos para tudo, para mim nunca será um caso de “ou estás comigo ou estás contra mim”.
No entanto, este livro está longe de ser aquilo que o meu preconceito antecipava. Embora não reinvente a roda, este livro foge muito da norma e do politicamente correcto, principalmente para um livro que já é maior de idade!

Temos então Vera, a nossa personagem principal, que tem uma vida amorosa completamente caótica: está prestes a casar com Tiago, tem um caso com Luís, mas o seu grande amor, desde sempre, é João. Para piorar, numa viagem de trabalho ao Porto, ainda se apaixona por Manel!

 

“O Tiago aceita estes almoços com a naturalidade que lhe é própria e que não conheço em mais nenhum homem. Já teve alguns ciúmes, quando começámos a andar, mas desde que o conheceu diz que não se intimida. E o mais engraçado é que é verdade, porque o Tiago nem pensa em disfarçar o que sente. Não é por aí que passa o seu orgulho. Se se sentisse de algum modo tocado, não hesitaria em protestar. Mas não. Fala do João com à-vontade e simpatia. Aceita a minha antiga paixão por ele como um património natural e inevitável da minha existência e leva o caso com uma souplesse invejável. Mas só porque me sabe próxima dele e está seguro de si. Felizmente há homens assim. Qualquer outro já me teria feito uma cena de ciúmes à antiga portuguesa por causa dos meus almoços com o João, que volta e meia assinalam a minha existência. Como ele não faz fitas, eu não lhe faço segredo e não há mistérios. Bem, não estou a ser completamente honesta. O Tiago não sabe que existe o Luís. Mas também porque é que tinha de lhe contar? Não somos casados, não jurámos nem fidelidade nem amor eterno. Bem, ainda não chegámos a esse ponto.”

 

 

 

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Olá pessoal, como vão essas leituras? Hoje é dia de falar da minha escolha para o mês de Junho no The Bibliophile Club. Eu sei venho um pouco atrasado (a minha chegou-me a dizer que eu era atrasado por natureza, não sei é se tinha alguma coisa a ver com horas e datas) e peço desculpa por isso, mas demorei demasiado tempo a terminar o livro anterior a este. O tema do mês de Junho seria ler autores negros.

Eu nunca tinha olhado para os livros que tenho para perceber se tinha autores negros ou não. Alguns nomes são tão esquisitos que eu nem sei se são mulheres ou homens, mas reparei que sim é uma das lacunas da minha estante (poesia, por exemplo, é outra lacuna que ainda está por resolver).

No entanto, por sorte ou por azar, tinha lido em Maio “Se Esta Rua Falasse” de James Baldwin e adorei esse livro. Mas a verdade é que fiquei sem nenhum livro para o tema de Maio. Sendo assim, e como a indecisão aperta muito na hora de escolher, decidi comprar logo dois (quem nunca?!) e deixei que os seguidores no Instagram votassem e assim escolhessem por mim. Tínhamos então “Sou Um Crime” de Trevor Noah e “O Ódio que Semeias” de Angie Thomas. Este último ganhou a votação e é dele que vamos falar agora!

Temos então “O Ódio que Semeias” (título original: The Hate U Give”) de Angie Thomas, editado em Portugal pela Editorial Presença.

 

“— Porque é que estás sempre a ouvir estas velharias?

— Pá, cala-te! O Tupac é que era.

— Sim, há vinte anos.

— Não, mesmo agora. Tipo, ouve isto. — Ele aponta para mim, o que significa que está prestes a mergulhar num dos seus momentos filosóficos. — «O Pac disse que “Thug Life” significa que “O Ódio que Tu Semeias na Crianças Lixa Toda a Gente”».”

T-H-U-G L-I-F-E, em inglês, The Hate U Give Litlle Infants Fucks Everybody.