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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

Eu sei que todos vocês que acompanham todas as peripécias deste blogue me tem em muito boa conta! Como é que eu sei?! Basta não me insultarem e já é um bom sinal. Mas, lamentavelmente, hoje toda a minha boa reputação vai pelo cano abaixo, mas também para quem se auto-intitula só “O Gajo Mais Honesto do Mundo” já sabia que este dia chegaria e que teria que abordar esta página negra (mais uma) da minha vida. Ora vamos lá então!

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu na minha expressão oral digo muitas asneiras. Na minha expressão escrita também, mas sem recorrer ao vernáculo. Lógico que algum dia isto teria que se tornar um problema grave.

 

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Para começo de conversa eu já devia ter aprendido com a história do dedo partido que o futebol (ou lá como se chama aquilo que eu tento fazer com uma bola e umas balizas). Mas o problema são as companhias, já dizia a minha rica mãezinha (antítese a seguir a “minha”). Os meus ricos amigos gostam sempre de me convidar para torneios de futsal porque precisam de alguém que ocupe o meio campo para que os adversários não passem. O problema é que como ocupo literalmente o meio campo de ponta a ponta, nem os meus amigos passam para o ataque. Mas isto só dura dois minutos porque depois fico cansado e vou para o banco. E foi no banco que tudo aconteceu…

         Ali estava eu no torneio de Salvaterra de Magos, acreditem ou não, já com um golinho de livre à CR7 para contar aos meus netos (logo eu que ainda nem achei a avó deles).

 

Isto não é para todos...

 

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Agora imaginem este bisonte a fazer a magia de cima!

Não aplaudam muito que eu sou envergonhado...

 

 

         Feliz da vida e (des)cansadinho no banco enquanto falava com o meu colega de posto sobre o jogo disse eu (por razões óbvias, como vergonha, o vernáculo vai estar alterado):

         “Epá estes gajos não estão a jogar um «pénis-com-C-e-alho», mais cinco minutos e estes montes de «cocó-com-M» marcam golo e ainda nos vão «poder-com-F» o jogo!”

         Depois o homem que estava na mesa disse:

         “Olha lá, isso é maneira de falar com uma senhora aqui?!”

         Juro que me levantei para ver se realmente estava lá alguma senhora ou se era ele que estava armado em Diva. O problema é que a senhora estava mesmo lá, embora não parecesse assim tão incomodada com a linguagem aqui do CR7XL.

Sempre com o bom senso e timing que me é característico respondi:

“Se está aí uma mulher é problema vosso!”

Um autêntico gentleman, modéstia à parte! Mas era verdade, eu nunca fui daqueles que discrimina o sexo feminino. Eu digo asneiras independentemente de estarem mulheres ou homens a ouvir! Bem vistas as coisas, eles é que estavam a meter-se em conversa alheia! Cuscos dum «abrão-com-C-no-início»!

Para piorar tudo, chega o árbitro, um «idoso-com-V» duma figa sem ouvir nada e dá-me amarelo por ordem do cusco-macho da mesa.

Revoltado com aquilo, já não quis saber mais do jogo e fui tomar banho e pus-me a ver o jogo no público, tendo eu a certeza que como espectador não me podiam impedir de falar á vontade. Errado! Com o fim do jogo o senhor árbitro decide chegar-se a mim e dizer as seguintes palavras mágicas:

“Olha lá, essa foi a educação que a tua mãe te deu?!”

Normalmente esta password dá direito a punhos fechados e pontapés a gosto, mas por grande educação (que para vossa informação, nem foi aminha mãe que me a deu) só saltei para dentro de campo e dei um arraial de “vernáculo do bom” que até parecia o Bocage!

Conclusão, cartão vermelho depois de acabar o jogo, um pedido de desculpas à senhora “supostamente” ofendida e tantos jogos de suspensão como os que seriam possíveis realizar se a minha equipa fosse à final! Por isso já sabem em terra santa como Salvaterra de Magos, não podeis dizer asneiras, controlai-vos! Isto se fosse no Norte era só mais um dia normal na vida dum torneio!

«Poda-se, com-F» um gajo já não pode dizer umas «Baralhadas-com-C» à vontade!

 

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