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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

 

Olá a todos e sejam bem-vindos a mais um dia na vida aqui do Tio Carola XL. Hoje voltamos ao tempo em que eu ainda não era tio nem era ainda XL. Resumindo: C+S, 6º ano, ano lectivo 1998/1999 (sim, já foi há muito tempo, até foi antes da primeira ameaça que o mundo ia acabar).

Quem me vê nos dias de hoje não me consegue imaginar nem magro nem um selvagem, mas naquele tempo (conversa de velho), eu era mesmo isso: um pequeno Tarzan magricela!

 

 

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Eu quando era pequeno, já com o pau na mão!

 

 

 

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Eu à 5 minutos!

 

 

 

Ainda que nas aulas fosse bem-comportado, sempre que era altura do recreio, soltava a fera que havia em mim e como todo e qualquer puto normal naquela época, ia-me sentar quietinho no banco da escola, agarrado ao meu smartphone para saber as novidades de todas as vidas que não me rodeavam… NOT! Era correr, saltar, jogar até não dar mais, muitas das vezes divertia-me, outras chateava-me, mas a birra passava depressa nem que fosse à mocada, umas vezes a dar, outras a levar, era o “dar e receber” ao mais alto nível!

Os doutorados em coisa nenhuma queixavam-se que os miúdos eram violentos devido aos desenhos animados como o Dragon Ball! Uma autêntica estupidez, até porque agora eu sou um adulto calmo, nada violento, que gosta de ver MMA e não é por isso que ando aí na rua a bater em toda a gente! Por isso pouco barulho contra o Dragon Ball senão tenho que vos transformar todos em chocolate!

 

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Infelizmente houve um dia em que acabei por ser chamado ao gabinete da directora da escola:

“Venho aqui chamar o Nuno à sala da directora, por favor!” — disse uma das auxiliares da escola, depois de entrar na sala de aula.

“Mas nesta turma há dois Nunos!” — disse a professora.

“Então venham os dois!” — respondeu a auxiliar de imediato.

Eu já sabia que este dia iria chegar, Nuno não é nome que se apresente e a directora era mais uma a notar. Já me via com um pé fora da escola por causa deste nome triste, quando ela diz:

“Qual dos meninos é que bateu no Ricardo da vossa turma no refeitório da escola?”

“Mas qual Ricardo! Há dois Ricardos na turma!”  — Disse eu já mais aliviado por não ser expulso por causa deste triste nome!

“Mas nessa turma é tudo a dobrar?! E vocês andam todos à porrada para não saberem do que estou a falar?” — disse a directora simpática de fazer inveja aos santos…

Foi aí que “O Gajo Mais Honesto do Mundo” entrou em acção e resolveu o caso de uma assentada, acalmando o outro Nuno já cheio de medo sem saber o que tinha feito e esclarecendo a curiosidade da directora:

         “Eu bati num Ricardo, mas não foi no refeitório, foi no recreio!”

         Quer dizer lá porque ele andou a enfardar e bem, mas confundir o refeitório com o recreio…

         “E deste-lhe tanta porrada, a mãe diz que ele está todo negro, porquê?!”

         “Porque ele me chamou filho da pu**…” — disse eu, asneira e tudo, meio envergonhado!

         “Sendo assim podem sair que eu tenho que falar com a mãe desse mal-educado…”

         “Oh senhora directora, mas a minha mãe não está cá…” — respondi eu de pronto e já quase a choramingar.

         “Não é com a tua, é com a mãe do rapaz a quem tu chegaste a roupa ao pêlo, é que com essa linguagem ele vai sofrer um bocado…”

         E assim fui eu mais descansado para o segundo round… das aulas, calma, eu sou um gajo calmo!