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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

Olá a todos, hoje voltamos a falar de religião, até porque a Selecção Nacional joga contra a Itália (no momento desta publicação ou ainda joga ou já jogou) e lamentavelmente Deus não estará do nosso lado: decidiu ficar em Itália para se adaptar melhor à Vecchia Signora (há certas senhoras de idade —aka MILFs— que, lá está, Deus as conserve e guarde).

Cristiano Ronaldo Juve.jpg

Em nome do pai, do filho e do Cristiano! Oremos irmãos!

 

 

Mas não era desse do Deus dos relvados que vos queria falar, era do outro Deus, aquele que dizem criou o Mundo em geral e o Universo em particular. Não é o Big Bang, isso foi só uma pequena gaseificação do Senhor para pôr isto tudo em movimento (para nosso azar, a merda ficou toda na Terra).

Pois bem, e visto que, como sempre, já estou a falar de tudo menos daquilo que interessa (não esperem que melhore daqui para a frente) queria que soubesse mais uma das minhas histórias com a religião e Deus, vosso senhor.

Umas das melhores coisas que a religião me deu, foi a minha tia, que é beata e minha madrinha de baptismo — não de forma oficial, porque quando foi preciso preencher os papéis da Igreja, e visto que o padrinho era o mesmo, eu decidi copiar tudo... até o nome da madrinha dele (ainda bem que já tinha escrito o meu nome senão naquele dia eram baptizados dois Nelsons Carolas).

Tirando isto e como já vos disse, já me sacrifiquei muito pela religião, algumas por descuidos, mas nunca por opção própria, porque com a Dona Isalinda “opção própria” só da própria, obviamente. Era Deus no céu e a minha avó na Terra (agora estão os dois juntos, aquilo é que Deus vai sofrer… no carnaval).

Foi então que em mais uma das suas decisões sobre a minha vida, a minha avó achou por bem que eu merecia ir a Fátima com ela numa dessas, como dizem os velhos, excursões. Eu pensava que a catequese e os pregos tinham sido sofrimento que chegue, mas realmente o pior estava para vir. Não sei qual dos dias religiosos era, se o 13 de Maio ou o 13 de Outubro, mas naquele dia também tive visões, vi a minha vida a andar para trás desde o início até ao fim da viagem.

Primeiro porque o caminho para lá foi uma animação: tudo a rezar o Pai Nosso, Avé Maria, Terços de cima a baixo. Às tantas só me lembro de pensar: “Se é para isto vou a pé… para casa”. A verdade é que aquela lengalenga é boa para adormecer e, na graça do Senhor, lá fui o resto do caminho a dormir.

Lembro-me que andámos pelo santuário todo durante o dia, mas pela primeira e última vez ficámos para assistir a uma procissão de noite. Há quem ache aquilo lindo, magnífico, deslumbrante. Eu?! Achei ali mesmo aquilo um Inferno. Não me conseguia mexer, apertado que nem aquelas pessoas que tentam vestir uma camisola M num corpo XL. Tendo em conta que eu era apenas um miúdo que nem metro e meio devia ter, comecei a sentir-me mal e tive uma visão: que a minha visão se estava a apagar e que se o centímetro quadrado continuasse assim tão povoado, eu iria ali mesmo verificar se Deus existia mesmo lá em cima. Mas graças a Deus na Terra, ou seja, a minha avó, que ao ver-me aflito começou a gritar e a abrir caminho com os seus mais de cem quilos em movimento!

 

Santuário de Fátima.jpg

Estão a ver aquela mancha negra sem luz do lado esquerdo?!

Era a minha avó a abrir caminho para eu sair dali!

 

Mas o mal já estava feito. Este não deixava uma marca física como os pregos que já tinha espetado, mas deixou uma marca neste físico, chamada claustrofobia. Por isso, e por amor da Santa, vocês não apertem muito comigo (patrão incluído) porque eu não reajo muito bem. “Deslargarem-me”!

 

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Eu avisei!