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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

Olá a todos e bem-vindos a mais um dia na vida do maior Carola da minha rua. Como já deu para perceber pelo título, hoje vou contar-vos as peripécias da criação da Boys Band de maior sucesso em que estive (claro que o facto de ter sido a única é pouco relevante).

Isto para quem me conhece pode ser uma grande surpresa, porque nos dias de hoje eu sou um grande fã de Rock e Heavy Metal, mas sim a verdade é essa: eu estive numa Boys Band!

 

backstreet boys.jpg

Era tipo isto, mas em bom...

 

 

Como todas as Boys Band de maior sucesso, o nascimento do grupo foi por acaso. Estávamos num jantar de aniversário, quando decidimos ir a um bar, onde havia Karaoke. Pronto, estava lançada a primeira pedra rumo ao estrelato. Confesso que não sou um grande apreciador de Karaoke, mas este seria especial, pois foi ali que nasceu a minha Boys Band (o facto deste nascimento ter sido regado a sangria, cerveja e vinho, é, como fica fácil de antever, um pequeníssimo pormenor)!

Como qualquer grupo em início de carreira, tivemos que nos inspirar em alguém e decidimos começar como um grupo de tributo, sabendo que depois quando tivéssemos os nossos originais o mundo do Karaoke seria demasiado pequeno para a grandiosidade que acabava de nascer naquele Bar.

Escolher o nome da banda seria uma tarefa complicada, até porque as bebidas alcoólicas continuavam a regar goelas a bom ritmo, o que já se sabe, torna inversamente proporcional a capacidade de pensar em condições. Decidimos então em conjunto (eu dei um nome para o ar e os outros disseram logo que sim) o nome da banda 5 minutos antes de nos estrearmos.

“Chamo ao palco… Que raio é isto?! Quatro Cá…” — diz o mestre de cerimónias.

“Lê-se Four…” — disse-lhe eu ao ouvido!

“Ok, então aqui convosco em estreia inédita e absoluta os 4 (four) Cábr’ons, a banda de tributo a Zé Cabra, prontos para cantar o seu hit «Deixei tudo por ela».”

 

 

Foi a loucura, o público vibrou com a nossa actuação: “Foram iguaizinhos”, “Quase tão mau como o original”, “Quando achava eu que não havia pior que Zé Cabra”, “Os alunos derrotaram o mestre”, foram só algumas das reacções menos fervorosas que recebemos logo ali instantaneamente!

Dizer que esperava um sucesso tão grande logo assim a partir do primeiro momento, além de ser estúpido, seria irrealista e há que admitir que a fama nos subiu (pelo menos a mim) um bocado à cabeça. Isso ou a sangria…

Mas como a noite estava a ser um sucesso, eu e um dos outros membros da banda, achamos por bem ir festejar para outro Bar onde estava um amigo nosso que nem fazia ideia do que nos tinha acontecido!

Fomos pressionados pelos outros membros da banda a ficar, mas nós os dois, os mais jovens e rebeldes, ignorámos os seus conselhos e o grupo acabou ali mesmo logo no seu dia de nascimento (Até porque o mais provável seria nenhum de nós se lembrar daqueles 5 minutos de fama enquanto 4 Cábr’ons).

Chegados lá a esse Bar, ia eu contentar todas as peripécias que tinha acontecido naquela noite quando olho para o meu lado e estão duas mulheres aos beijos, ali na pista, fortemente, como se não houvesse amanhã. Aquilo era marmelada do mais alto nível, até parecia o videoclip das Tatu.

 

Um dos melhores videoclips de sempre... só!

 

“Mas olha, elas são primas!” — disse alguém no grupo onde eu estava (não conseguir especificar quem tem um nome: sangria).

Pronto quando eu pensava que já tinha acontecido tudo naquela noite, ainda me deparo com um filme daqueles. Mas é com diz o ditado: quanto mais prima, mais se lhe arrima… Realmente estes ditados populares são um bocado estranhos... ainda que estranhamente certos! 

 

 

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