Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

20180901_140600.jpg

 

Olá a todos, bom fim-de-semana a todos. Hoje estou de volta com mais uma opinião, desta vez sobre um livro de desenvolvimento pessoal e o segundo livro do mês de Setembro: “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie editado pela Lua de Papel.

Editado pela primeira vez em 1937, é um mais um bestseller que se torna intemporal e que faz tanto sentido hoje como no primeiro dia em que saiu para as livrarias.

Este livro propõe-se a influenciar pessoas, sim, mas não a manipulá-las. Toda a informação e forma de a utilizar é para ser feita de um ponto de vista honesto, tonando este livro um manual de como evoluir e de mudança de estilo de vida e de abordagem em relação aos outros.

 

“John Wannamaker, fundador das lojas com o mesmo nome, confessou certa vez: “Aprendi há 30 anos que é escusado repreender as pessoas. Já tenho dificuldades em ultrapassar as minhas próprias limitações, quanto mais aborrecer-me com o facto de Deus não ter distribuído o dom da inteligência de forma equitativa”

 

 

Alguns dos conselhos são tão básicos e evidentes, embora quando pensamos realmente no assunto, reconhecemos que muitas das vezes não os aplicamos. É também por isso que este livro deve ser lido e relido muitas vezes para que tiremos partido de toda a informação, até ao mais pequeno detalhe.

Gostei bastante da forma simples como aborda os temas, mas também como o exemplifica recorrendo a ilustres do seu tempo como Franklin D. Roosevelt ou Charles Dickens. Não tenho por hábito reler livros, mas este manual recheado de boas informações e técnicas obriga-me a ter que o fazer no futuro. Isto só por si já é resultado da influência desta obra em mim.

 

“Só existe uma forma, neste mundo, de fazer com que alguém faça alguma coisa. Já pensou nisso? Sim, apenas uma forma. E isso é fazer com que a pessoa queira fazê-lo.

Não se esqueça, não há outra hipótese.”

 

Como exemplo de uma das técnicas que muitos negligenciam: para causar uma boa primeira impressão, faça esse milagre que é… sorrir! Tão simples, não é?! E ainda assim quantos de nós “realmente” sorrimos numa entrevista de emprego ou numa apresentação perante um público desconhecido?

 

“As pessoas que sorriem”, diz, “tendem a gerir, ensinar e vender mais facilmente, e a educar crianças mais saudáveis. Existe muito mais informação num sorriso do que num sobrolho franzido. É por isso que o incentivo é uma ferramenta de ensino muito mais eficaz do que o castigo.”

 

Existem mais técnicas, umas mais complicadas que outras, mas com a abordagem correcta e sincera que nos instrui este livro, acredito que as diferenças nos nossos relacionamentos profissionais e não só, irão certamente melhorar.

 

“Existe uma lei muito importante do comportamento humano. Se obedecermos a essa lei, é quase certo que nunca teremos dificuldades. Na verdade, ao obedecer a essa lei, conseguiremos inúmeros amigos e uma felicidade constante. A lei é esta: Faça sempre com que a outra pessoa se sinta importante.”    

 

Quase como todos os livros de desenvolvimento pessoal, recomendo-o pelo simples facto de ser isso mesmo: mais uma ferramenta de aprendizagem e que isso é sempre positivo. Muito obrigado e vão lá fazer amigos, até à próxima!

 

“Se, por exemplo, não quer que os seus filhos fumem, não lhes dê sermões, e não fale daquilo que quer, mas mostre-lhes que o cigarro os pode impedir de entrar na equipa de basquete ou de ganhar uma competição de atletismo.”

 

“Brenton Love, presidente da Texas Commerce Bancshares, acredita que, quanto maior é a empresa, mais fria se torna. “Uma das formas de a aquecer”, dizia, “é recordar os nomes das pessoas. O executivo que me diz que não consegue lembrar-se dos nomes, está na verdade a dizer que não recorda uma parte significativa da empresa e, por isso, está a pisar areias movediças.”

 

“As pessoas comuns”, disse Samuel Vauclain, então presidente da Baldwin Locomotive Works, “podem ser bem geridas se conseguirmos o seu respeito e mostrarmos que as respeitamos por algum tipo de competência.”

 

“Estamos na época da dramatização. Mostrar a verdade não é suficiente. A verdade tem de ser mostrada de forma mais intensa, interessante, dramática. Deve colocar-se no lugar do homem do espectáculo. Os filmes fazem-no. A televisão também o faz e, se quiser prender a atenção, deve fazê-lo.”