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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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         Foi graças a uma prenda de natal que fiquei a conhecer a obra de Pedro Chagas Freitas. E que bela prenda foi! O livro de então era “Eu Sou Deus” e o natal era o de 2016. No Janeiro seguinte já sabia que não podia ficar por ali e pesquisei o que mais havia deste autor. Dei de caras com este “In Sexus Veritas”. Ganhou logo o título de “Maior Calhamaço Lá de Casa”.

         Dizer que temos de tudo se calhar é um exagero ou talvez até nem seja. Desde logo pelas personagens presentes: Um homem com poderes extra-sensoriais, um assassino artista, duas prostitutas (uma de corpo e outra de pensamentos), um trolha homossexual, um humorista deprimido e talvez o mais improvável de todos: um futebolista filósofo.

         Como se tudo isto não fosse já suficiente ainda temos o autor a brincar com as palavras entre definições díspares de amor e um acontecimento, à primeira vista, trágico. As personagens vão-se interligando ao longo da história e aquilo que ao início parecem ser histórias independentes acabam por se cruzar de várias formas.

         Se Pedro Chagas Freitas alguma vez tiver uma crise de ideias, esqueçam, o mundo vai acabar e já estamos nós, os humanos normais, todos senis. A forma como consegue no meio de toda a confusão que cria com o enredo, com as personagens ou com o jogo de palavras, chegar ao fim e tudo aquilo fazer sentido e ser ao mesmo tempo divertido à brava, é genial e uma das imagens de marca deste monstro da escrita (nota-se que sou fã?!).

         Gostei muito deste livro e passei pelas suas mais de 1000 páginas a grande velocidade. Reconheço que tenha um tamanho intimidatório, e é por isso que aconselho a lerem um livro mais pequeno deste autor e depois, se gostarem, mandarem-se de cabeça a este calhamaço de boa escrita.

 

Digam de vossa justiça. Conhecem o autor? Já leram esta obra? Ou outra qualquer dele? Comentem, partilhem e boas leituras.