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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá pessoal, como estão essas leituras? A quem já foi de férias, deu para meterem as leituras em dia? O que esperam ler em Agosto? Comentem, digam-me os vossos planos literários para este mês.

Agora, venho-vos falar daquele que foi a minha última leitura do mês de Julho: O Homem das Castanhas de Søren Sveistrup, editado em Portugal pela Suma de Letras.

Sinceramente estive muito hesitante em escolher este livro para acabar o mês. Primeiro, porque já faltavam poucos dias para o final do mês quando o comecei (dia 24 de Julho). Depois porque não era propriamente pequeno com mais de 400 páginas e eu não sou propriamente um devorador de páginas de cada vez que pego num livro. Como se isto não fosse suficiente, ainda me calha um livro com uma letra pequenina, pequenina que pensei que no fim ia ter os olhos mais assados que um frango no churrasco (críticas do PAN em 3,2,1…).

 

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Dizer que adorei este livro logo no início da opinião se calhar é mau e retira o interesse para lerem tudo, não?! Pronto, ok, então eu não digo... pelo menos para já! Posso dizer só que, por alguma razão que ninguém desconfia, tinha outro livro para dar a opinião mas que, nem sei porquê, decidi antecipar este. Por aqui não dá para perceber de maneira nenhuma se gostei muito ou imenso… ou pouco, digo, deste livro, certo?!

Então esta história começa quando a detective Naia Thulin e o seu colega Mark Hess são designados para investigar um caso onde uma jovem é encontrada sem vida, assassinada de forma bárbara em que até lhe falta uma das mãos. Em cima dela está pendurado um boneco feito com castanhas. Macabro que chegue?

 

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Para piorar isto tudo ainda existem evidências que ligam este caso a outro envolvendo a filha da ministra Rosa Hartung, desaparecida, dada como morta e com o seu assassino já preso, com o caso encerrado após a confissão por parte do homicida. Estranho? Estranho foi achar que eu podia continuar a minha normalmente enquanto ia lendo este livro, isso sim é estranho (a última temporada da Casa de Papel, ainda está à espera de ser vista, só para terem uma noção).

 

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A partir daqui a história vai-se desenvolvendo em várias frentes, esperando sempre ligar as pontas soltas para poderem concluir este caso… pelo menos antes do Homem das Castanhas fazer mais uma vítima!

E foi isto que me atraiu neste livro, o facto de enquanto os investigadores tentam resolver o caso, o assassino além de continuar à solta, continua a atacar e a mostrar que está em perfeito controle de toda a situação e sempre um passo à frente da investigação.

 

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Thulin e Hess não têm uma tarefa fácil e nem se pode dizer que a estreia deles enquanto dupla tivesse começado com o pé direito, mas a investigação foi progredindo com a contribuição dos dois, isto dentro daquilo que era possível fazer tendo em conta que o assassino não parou de procurar novas vítimas e a cada nova execução, mais um membro era retirado à nova vítima. A única coisa que o assassino mantinha era o boneco feito com castanhas.

 

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Este livro, de todos os que li, foi aquele onde as descrições dos actos violentos foram mais pormenorizados e macabros. Foi uma experiência nova para mim, intensa e que me fez despachar capítulos uns a seguir aos outros. Claro que o facto de os capítulos serem, na sua grande maioria, curtíssimos ajudou muito a manter o ritmo de leitura e acção da história muito boa.

Adorei este livro, foram mais umas 5 estrelas fáceis, mas no fim fica no ar a ideia de uma continuação ou uma possibilidade em aberto, que espero que não aconteça, pois esta história acabou como devia acabar: com uma dúvida, algo constante ao longo do livro, mas ao mesmo tempo com uma certeza; foi dos melhores Thrillers que já li.

Para já, passa todos à frente e corre isolado como o melhor livro do ano! Muito obrigado a todos e até à próxima!

 

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