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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá pessoal, como estão? Essas leituras foram boas? Estamos a queimar os últimos cartuchos do ano e eu ando aqui numa correria a tentar fazer o maior número de reviews para fechar o ano em beleza e começar 2021 a todo o gás! O livro de hoje foi lido para um dos muitos projectos a que me juntei no ano de 2020, neste caso, ao projecto da @obsessoesliterarias e da @cat.literary.world, Vem Conhecer os Clássicos.

Temos então “O Retrato de Dorian Gray” (título original: The Picture of Dorian Gray) de Oscar Wilde, edição da Alêtheia Editores. Nesta história temos o jovem Dorian Gray que, ao se deixar retractar por Basil Hallard, acaba por trocar a sua alma pela juventude eterna.

 

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Com esta premissa eu já estava com a pulga atrás da orelha e queria muito ler esta aventura e perceber todos os contornos que fazem deste livro um clássico, no entanto, esteve longe de me encher as medidas.

A história desenrola-se num ritmo interessante e uma das coisas que mais gostei foi ver a transformação da personagem principal. Longe estava eu de prever que o comportamento de Dorian Gray iria modificar-se da forma como o fez. Interessante também, foi a forma como ele foi justificando tudo na sua cabeça, o que nos mostra como conseguimos sempre arranjar uma justificação para os nossos actos e quanto mais absurdo o acto, mais absurda a desculpa.

 

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No entanto, a linguagem utilizada é exactamente o tipo de escrita do qual fujo a sete pés porque é demasiado elaborada para o meu gosto o que me desvia do prazer maior que é acompanhar o desenvolvimento de uma história que até é muito interessante.

Não quero com isto dizer que não existiram momentos muito bons e surpreendentes, sim tivemos alguns que me deixaram de queixo caído, o problema foi sempre a oscilação entre o muito bom com a sensação de “agora é que é” e a “grande seca” linguística. O melhor exemplo disso, e aqui acho que é uma opinião compartilhada por muitos, é o capítulo 11. E quando te referes a uma parte da história pelo número do capítulo acho que diz tudo de quão saturado por vezes fiquei da escrita deste autor.

 

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Claro que eu percebo que isto seja um clássico pela sua riqueza linguística, mas para mim e acho que é aqui que começo a conseguir definir o que é um clássico ou não, é que se nota muito bem que a história acaba por nos marcar, fica na memória ao longo do tempo embora não nos encha as medidas e até tenha muitos defeitos a lhe apontar.

 

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Este livro deixa-nos várias camadas para interpretar e as muitas mensagens que lemos nas entrelinhas. Agora para isso é preciso já ter alguma maturidade para as perceber ou ser um autêntico apaixonado por este tipo de escrita. Não aconselho nenhum livro deste género para pessoas que nunca leram um livro do início ao fim, não acredito que seja este clássico que vos vá fazer descobrir o amor pela leitura.

 

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Com tudo isto, ainda assim, dei-lhe 3 estrelas no Goodreads (embora seja um 2,5. Quase como aqueles 9,5 na Secundária que nos fazia pular de alegria por ter positiva). Sei que não será uma classificação muito popular, por isso, digam-me de vossa justiça: o que vos fez gostar deste livro ou não? Como é que definiriam um Clássico? E, já agora, qual é o vosso clássico favorito. Muito obrigado pela vossa paciência nestes últimos meses, obrigado pelo apoio e boas leituras.

 

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