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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá a todos, volto hoje (ainda a recuperar de uma “pequena” infecção pulmonar) com a minha opinião sobre um livro que realmente demorou mais tempo do que esperaria, também porque a partir de certa altura percebi que mais valia abrandar e tentar aprender os capítulos sem a urgência deter que acabar o livro, só porque sim. Foi um dos livros que venceu a votação de Dezembro, mas ao mesmo tempo foi o livro que escolhi para o tema de Janeiro do novo clube literário em que decidi participar: The Bibliophile Club.

Vamos lá então à opinião sobre “Desperte O Gigante Que Há em Si” de Tony Robbins, edição da Lua de Papel.

 

“Tudo o que acontece na sua vida — tanto aquilo que lhe traz felicidade como aquilo que representa um desafio para si — começou com uma decisão. Acredito que é nos seus momentos de decisão que o seu destino ganha forma. As decisões que toma agora, todos os dias, vão influenciar a forma como se sente hoje e quem se vai tornar nesta década e depois dela.”

 

 

 

 

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Olá a todos. Feliz 2019 e sejam bem-vindos ao primeiro post do ano.

O livro de hoje foi o último que acabei em 2018 e será o primeiro a conciliar com outro espaço que já falei nos objectivos para este ano novo. Darei aqui a minha opinião sobre o livro como de costume e depois quando falar sobre o filme, irei compará-los. Ora então vamos lá ao que interessa: “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury na sua edição mais recente de Maio de 2018 pela Saída de Emergência.

Originalmente editado em 1953, “Fahrenheit 451” é uma distopia de um futuro onde bombeiros em vez de apagarem fogos, incendeiam livros e todos aqueles que ainda resistam a procurar ser fora da lei por lerem às escondidas. Parece confuso?! Nem por isso, o autor faz um bom trabalho em enquadrar-nos na história de um desses bombeiros, Guy Montag, que persegue esses “leitores criminosos”!

É engraçado, sem ter graça nenhuma, a forma como vamos compreendendo as implicações naquela sociedade onde os livros são proibidos e como sofrem aqueles que ainda tentam resistir. Uma dessas resistentes é a vizinha “excêntrica” de Montag que acaba por lhe ir mostrando o valor e a força que os livros já tiveram e como era a sociedade quando ainda era livre para pensar por si.

“— Tu não estás doente.

Montag recostou-se na cama. Enfiou a mão por baixo da almofada. O livro que escondera ainda lá estava.

— Mildred, que dirias se eu decidisse… bem, se eu deixasse de ir trabalhar durante uns tempos?

— Queres abandonar tudo? Depois de todos estes anos a trabalhar, só porque, uma noite, uma mulher e os livros dela…

— Se tu a visses, Mildred!

— Ela não representa nada para mim! Não devia ter aqueles livros. Era responsabilidade dela, e devia ter pensado nisso. Odeio-a! Pôs-te essas ideias na cabeça, e quando dermos por nós estamos sem casa, sem emprego, sem nada.

— Não estavas lá, não viste. Deve haver algo nos livros, coisas que não conseguimos imaginar, para que uma mulher se deixe ficar assim numa casa em chamas. Deve haver algo eles. Não se faz uma coisa daquelas por nada.

— Era uma estúpida

— Era tão racional como eu e tu, talvez até mais, e nós queimámo-la.”

 

 

 

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Olá a todos, bem-vindos a mais uma opinião. Hoje temos o primeiro livro de Dezembro, a minha estreia do escritor Daniel Silva: “O Assassino Inglês” na versão livro de bolso edição da 11X17.

Para quem, como eu, gosta deste tipo de história que utiliza factos verídicos para desenvolver a sua trama, Daniel Silva é um dos nomes que aparece sempre nas pesquisas, ao lado de outros velhos conhecidos como Dan Brown e José Rodrigues dos Santos.

A Personagem principal é Gabriel Allon um restaurador de arte e por acaso, ou talvez não, espião judeu que se encontra já na fase final da sua carreira, mas que se vê em mais uma missão por resolver quando chega a casa de Augustus Rolfe, também ele um coleccionador de arte, que contratara Gabriel para restaurar um dos seus quadros, e dá de caras com o banqueiro suíço morto.

 

Marguerite Rolfe concentrou-se no trabalho, avançando lentamente e sem interrupções. Passado uma hora, estava feito. Um bom buraco, concluiu: cerca de dois metros de comprimento e meio metro de largura. Quinze centímetros abaixo da superfície, tinha-se deparado com uma camada espessa de barro. Devido a isso, era um pouco menos fundo do que gostaria. Não importava. Sabia que não era permanente.

Pegou na arma. Era a arma preferida do marido, uma espingarda linda, trabalhada à mão especificamente para ele por um mestre armeiro em Milão. Ele nunca mais poderia voltar a usá-la. Isso, a ela, agradava-lhe. Pensou em Anna. Por favor, não acordes, Anna. Dorme, meu amor.

A seguir, entrou na vala, deitou-se de costas, colocou a ponta do cano da espingarda na boca e puxou o gatilho.

 

 

 

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Olá a todos, chegámos a Dezembro, aquele mês em que todos tentamos sobreviver às compras compulsivas de Natal e em que desejamos não morrer com uma overdose de doces entre o dia 24 e aquele dia em que, sabe-se lá quando, esses doces acabarão.

Também é o mês, em que nós leitores, fazemos o balanço do ano todo e se cumprimos as nossas metas de leitura. Eu pus no Goodreads que iria ler 30 livros este ano. Vou com 28 lidos, por isso a minha meta está já ali à mão de semear. E vocês quais eram as vossas metas? Já as cumpriram? Quantos livros vos faltam?

De novo deixámos para votação no Stories do Instagram do blogue 4 livros de onde estes dois foram os eleitos para concluirmos este ano em beleza e com isso, também a meta no Goodreads. E então para este mês temos:

 

Fahrenheit 451de Ray Bradbury

 

SINOPSE:

Guy Montag é um bombeiro. O seu emprego consiste em destruir livros proibidos e as casas onde esses livros estão escondidos. Ele nunca questiona a destruição causada, e no final do dia regressa para a sua vida apática com a esposa, Mildred, que passa o dia imersa na sua televisão. Um dia, Montag conhece a sua excêntrica vizinha Clarisse e é como se um sopro de vida o despertasse para o mundo. Ela apresenta-o a um passado onde as pessoas viviam sem medo e dá-lhe a conhecer ideias expressas em livros. Quando conhece um professor que lhe fala de um futuro em que as pessoas podem pensar, Montag apercebe-se subitamente do caminho de dissensão que tem de seguir.

 

Mais de sessenta anos após a sua publicação, o clássico de Ray Bradbury permanece como uma das contribuições mais brilhantes para a literatura distópica e ainda surpreende pela sua audácia e visão profética.

 

EXPECTATIVA:

Por esta sinopse, parece estranho esta realidade onde um futuro onde se pode pensar é uma novidade. Percebe-se ali, como na nossa realidade, o poder que os livros têm no desenvolvimento das pessoas. Como é que um livro com mais de sessenta anos pode ser quase uma previsão do nosso presente em que cada vez mais pessoas fogem da leitura, sem saber o que perdem ao não se perderem nas letras de grandes histórias?! Espero um livro em que no fim possa dizer: este é um livro obrigatório para todos os que lêem, mas também para todos os que não fazem, mas para seu próprio bem, deviam de o fazer.

 

 

Desperte o Gigante que Há em Si de Anthony Robbins

 

SINOPSE:

Um dia, ao pilotar o seu helicóptero sobre a cidade de Glendale, Anthony Robbins ficou espantado com os engarrafamentos que via lá em baixo. Ao aproximar-se, apercebeu-se de que estava a sobrevoar o edifício onde, apenas 11 anos antes, trabalhava como empregado de limpeza; e que o caos no trânsito era provocado por milhares de pessoas que se deslocavam para o seu seminário. Em pouco mais de uma década, Anthony Robbins tinha dado um salto de gigante. Do rapaz pobre e com excesso de peso, que durante anos sustentou a custo a mãe e os irmãos, já nada restava. Aos comandos do helicóptero estava agora um homem de negócios bem-sucedido, multimilionário, que um dia aprendeu a explorar o seu enorme potencial. O segredo dessa extraordinária transformação é-nos revelado por Anthony Robbins em Desperte o Gigante que Há em Si. A receita que o autor nos oferece é a mesma que aplicou na própria vida: a concentração de poder. Por outras palavras concentrar todos os recursos numa única área da vida.

 

Como fazê-lo é o que nos ensina este livro. Primeiro dota-nos das ferramentas para libertarmos o nosso poder; depois mostra como assumirmos o controlo desse poder; por fim, fornece um programa detalhado, de sete dias, para começarmos a moldar a nossa vida aos nossos objetivos.

 

EXPECTATIVA:

Sou fã de Tony Robbins, a forma como construiu os seus negócios, como consegue ajudar as pessoas em todas as vertentes da vida: económica, emocional e física. Claro que não estará sempre certo nas suas abordagens, mas o seu sucesso é a prova do mérito da sua abordagem. Já vi muitos vídeos dele, conversas em podcasts, e li o livro dele “O Jogo do Dinheiro”. Já é algo repetitivo da minha parte, mas neste livro espero aquilo que espero em todos os livros de desenvolvimento pessoal: aprender alguma coisa nova e técnicas que possa aplicar no meu dia-a-dia seja em que patamar for.

 

Com isto, vamos lá por olhos ao caminho que a leitura não se faz sozinha. Até a próxima e obrigado.