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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá pessoal, vamos lá falar de mais uma leitura que fiz no mês de Outubro, neste caso a quinta. Volto a uma das minhas escritoras favoritas e que, felizmente, também já se ouve falar muito por esse bookstagram fora. Falo-vos de Kristin Hannah. Como já disse várias vezes eu não leio regularmente desde criança, só comecei bem mais tarde, em finais de 2012 (é que nem os de leitura obrigatória eu lia), mas Kristin Hannah foi uma das primeiras autoras que me marcou e da qual queria ler mais e mais.

Depois de me estrear com “Estrada da noite” (título original: Night Road) em 2014, fiquei com a ideia das pessoas com quem falava sobre livros (que também não eram assim tantas, diga-se) que ninguém a conhecia, o que depois daquilo que eu tinha lido, se não era crime, pelo menos devia dar direito a uma multa pesada. Como devia dar multa estar tanto tempo sem pegar em nenhum livro dela, que foi o que fiz, uma vez que só voltei a ler algo desta autora este ano: “O Regresso” (título original: Home Front).

Para compensar, este ano já li dois e é desse segundo que vamos falar agora: A Grande Solidão (originalmente, The Great Alone), na edição Círculo de Leitores. Posso já começar os elogios ou falo um bocadinho das personagens e da história? Se calhar começo pela história…

A nossa história começa em 1974 quando a família Allbright, composta por Cora (a mãe), Leni (a filha) e por Ernt (o pai) que é quem decide mudar-se para o Alasca para procurar fugir da confusão da cidade depois de voltar da guerra do Vietname. Claro que trocar a confusão citadina pelo Alasca parece um passo rumo a uma vida com menos stressante.

 

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Olá pessoal, bem-vindos a mais uma opinião! Então como estão essas leituras de Outono?! Hoje venho falar da minha terceira deste mês “No Final, Morrem os Dois” (título original: They Both Die At The End) de Adam Silvera, editado em Portugal pela TopSeller. Primeiro que tudo (e por vezes esqueço-me de referir), que capa espectacular! À primeira vista, uma capa gira, pacífica, e quase que me passava despercebido a forma da sombra dos nossos dois personagens, um pequeno grande pormenor.

 

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Olá pessoal, como vão essas leituras? Essas férias têm trazido boas leituras? Devo confessar que, embora não esteja de férias, tenho conseguido ler mais e estou bastante contente com os livros que tenho lido ultimamente. Hoje falo-vos daquele que foi a minha primeira leitura deste mês de Agosto: “Confesso” de Colleen Hoover editação portuguesa da Topseller e vencedor do prémio melhor romance 2015 do Goodreads.

Colleen Hoover é uma das escritoras mais faladas em Portugal nos dias que correm, tem uma legião de fãs e os seus livros são dos que mais se vêem reviews nas redes sociais. Com visita marcada para Lisboa no dia 11 de Novembro, muitos dos seus fãs já se encontram em alvoroço para que esse dia chegue depressa.

No entanto, não foi por nada disto que acabei por ler este livro. A história de como este livro acabou na minha estante já está no Instagram é só irem lá espreitar! Vamos então à história.

 

 

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Olá pessoal, como estão essas leituras de Verão?! Eu hoje trago-vos a minha primeira leitura do mês de Julho. Este livro foi um presente de aniversário, sendo propositadamente um tipo de livro fora da minha “zona de conforto” literária. Fala-vos de “Não Há Coincidências” de Margarida Rebelo Pinto.
Tanto a autora como o livro já são bastante conhecidos da maioria dos leitores portugueses. A Autora já conta com mais de uma dezena de romances publicados e este livro foi um dos seus maiores sucessos, publicado há quase 20 anos, ainda no tempo dos escudos (juventude, lamento, se não sabem o que era isto, google it).

Eu admito que até sou um bocado preconceituoso com este tipo de romances em geral, em que tudo é amor, onde há uma luta dos personagens principais, contra tudo e contra todos, para que a relação sobreviva e que acaba com um “E viveram felizes para sempre”. Com isto não quero dizer que esse tipo de romances não presta ou que não tem qualidade ou que é lixo literário. Há espaço e gostos para tudo, para mim nunca será um caso de “ou estás comigo ou estás contra mim”.
No entanto, este livro está longe de ser aquilo que o meu preconceito antecipava. Embora não reinvente a roda, este livro foge muito da norma e do politicamente correcto, principalmente para um livro que já é maior de idade!

Temos então Vera, a nossa personagem principal, que tem uma vida amorosa completamente caótica: está prestes a casar com Tiago, tem um caso com Luís, mas o seu grande amor, desde sempre, é João. Para piorar, numa viagem de trabalho ao Porto, ainda se apaixona por Manel!

 

“O Tiago aceita estes almoços com a naturalidade que lhe é própria e que não conheço em mais nenhum homem. Já teve alguns ciúmes, quando começámos a andar, mas desde que o conheceu diz que não se intimida. E o mais engraçado é que é verdade, porque o Tiago nem pensa em disfarçar o que sente. Não é por aí que passa o seu orgulho. Se se sentisse de algum modo tocado, não hesitaria em protestar. Mas não. Fala do João com à-vontade e simpatia. Aceita a minha antiga paixão por ele como um património natural e inevitável da minha existência e leva o caso com uma souplesse invejável. Mas só porque me sabe próxima dele e está seguro de si. Felizmente há homens assim. Qualquer outro já me teria feito uma cena de ciúmes à antiga portuguesa por causa dos meus almoços com o João, que volta e meia assinalam a minha existência. Como ele não faz fitas, eu não lhe faço segredo e não há mistérios. Bem, não estou a ser completamente honesta. O Tiago não sabe que existe o Luís. Mas também porque é que tinha de lhe contar? Não somos casados, não jurámos nem fidelidade nem amor eterno. Bem, ainda não chegámos a esse ponto.”