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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá e não se assustem: chegamos a Maio! Sim, eu sei: o Natal parece que foi há dois dias, o Carnaval foi ontem e a Páscoa acabou esta manhã!

Sei exactamente como se sentem, está quase aí… a Feira do Livro 2019! Isso e o tio aqui do sítio chegar aos 32 anos… Mas pronto como nem tudo é mau, vamos hoje falar do tema que foi escolhido para o mês de Maio no The Bibliophile Club: Autores Portugueses! Não é um tema muito difícil de preencher, a dificuldade é mesmo escolher entre tantos e tão bons.

Tendo em conta isto, decidi não ir ao meu favorito, José Rodrigues dos Santos e escolhi um autor do qual já li um livro (há tanto tempo que seria melhor relê-lo), “O Espião Português”. Lembro-me de ter gostado bastante e foi também por isso que decidi ler o seu mais recente “A Última Ceia”, edição da Cultura Editora. Vamos à sinopse:

 

SINOPSE:

Uma nota enigmática é encontrada junto a lascas de tinta e tela, e à moldura vazia de um quadro famoso. O ladrão deixou um recado. Promete repetir a façanha dentro de um ano. De visita à igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, uma jovem mulher apaixona-se por um carismático milionário. Mas quando alguns meses depois é abordada por um antigo professor, Sofia é colocada inesperadamente perante um dilema. Deverá denunciar o homem com quem vai casar-se, ou permitir tornar-se cúmplice deste ladrão de arte irresistível?

 

Enquanto a intimidade entre o casal aumenta, um jogo de morte, do gato e do rato, começa. E aquilo que ao início aparentava ser um conto de fadas, transforma-se rapidamente num pesadelo, enquanto um plano ousado e meticuloso é urdido para roubar a obra-prima de Leonardo da Vinci. Requintado, intimista, inspirado em acontecimentos verídicos, A Última Ceia transporta-nos até ao elitista mundo da arte. Passado entre Londres e Milão, habitado por uma coleção extraordinária de personagens, para as quais a ambição e fama sobrepõem-se a qualquer outro valor, este é um thriller sofisticado de leitura compulsiva. Uma viagem surpreendente ao centro de uma teia de intrigas, romances e traições.

 

 

EXPECTATIVA:

 

Se tem intrigas e traições, contem comigo! Depois temos ladrões, amor e cúmplices ao barulho… pronto, vendido, não preciso de mais nenhuma justificação! Claro que com a recordação que tenho do outro livro do autor e com as opiniões que tenho lido ao longo do tempo sobre este livro novo, tudo se compõe para um tempo bem passado e mais um bom livro para juntar à colecção!

 

E aí, que livro escolheram para este mês? Quem já leu este? Conhecem o autor? Comentem e continuem a participar no The Bibliophile Club!
Até à próxima.

 

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Olá a todos, espero que tenham sobrevivido ao Dia do Livro e a todas a promoções desse dia. Eu ainda estou em recuperação, tentei resistir e aguentar, mas não deu! Eu sei, sou um orgulho para os departamentos de marketing das lojas e livrarias, já para a minha carteira… ela diz que sou uma desilusão e que devia procurar ajuda! Por isso, ajudem-me: Não fui o único, pois não?!

Agora vamos ao assunto que nos traz aqui hoje: a minha opinião sobre o livro do mês que escolhi para o “The Bibliophile Club”. Com Thrillers e Mistério para o mês de Abril, fiquei com um grave problema: como é um dos meus temas favoritos, não se adivinhava uma escolha fácil e rápida no meio de tantas hipóteses que tinha em casa. Foi então que graças a uma sugestão nos comentários do grupo, que acabei por escolher um livro que tardava em lê-lo: “Os Homens que Odeiam as Mulheres”, o primeiro livro da saga Millennium de Stieg Larsson, edição D. Quixote.

 

 

“Vanger baixou os olhos para as mãos, e então bebeu um golo de café, como se precisasse de uma pausa antes de conseguir finalmente falar do que queria.

— Antes de começar, Mikael, gostaria de chegar a um acordo contigo. Quero que me faças duas coisas. Uma é um pretexto, a outra é o verdadeiro objectivo.

— Que espécie de acordo?

— Vou contar-te uma história em duas partes. A primeira é a respeito da família Vanger. É o pretexto. É uma história comprida e sombria, e eu vou tentar cingir-me à verdade nua e crua. A segunda parte da história tem que ver com o meu verdadeiro objectivo. Provavelmente, vais achar que uma parte desta história é… louca. O que quero de ti é que me ouças… que ouças o que quero que faças e também o que ofereço… antes de decidires se aceitas ou não o trabalho.”

 

 

 

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Olá juventude dos 0 aos 100, bom fim-de-semana e vamos lá apresentar o tema de Abril no The Bibliophile Club, isto depois de um mês de Março de extremos: o livro que escolhi revelou-se uma desilusão, mas o desafio lançado pelas meninas de falar sobre as mulheres da nossa vida, embora tenha sido desgastante emocionalmente, foi muito bom e fiquei contente com o resultado dos textos, e com os comentários e apoio que recebi. Muito obrigado!

Agora em Abril voltamos “à normalidade” e com um tema que adoro: Thrillers e Mistérios!

Sendo dos meus favoritos o leque de escolha era enorme, mas quando nos comentários a Marisa do blogue Little Dream sugeriu a Saga Millennium de Stieg Larsson, fez-se luz e decidi logo que ia começar finalmente esta saga que andei cheio de pressa para a comprar (e ainda nem havia o quinto livro) e sabe-se lá porquê nunca a comecei. É isto o que mais me faz acompanhar este grupo literário, a interacção entre nós, entre os nossos gostos e, no meu caso, poder ir revisitar o fundo da estante em busca daqueles livros que já esperam há demasiado tempo para serem lidos. Vamos então à sinopse do primeiro livro da saga, “Os Homens que Odeiam as Mulheres”, edição D. Quixote.

 

 

SINOPSE

“O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.”

 

 

Com esta sinopse recheada de nomes estranhos e uma busca a um desaparecimento com quase quarenta anos, só posso esperar que daqui saia mais uma boa aventura, recheada de mistérios mesmo como eu gosto, até porque tenho os outros livros da saga a chorarem por serem lidos!

Devo começar esta leitura já neste fim-de-semana e estou ansioso para ver se este livro corresponde a todas as expectativas e recomendações que tenho lido sobre ele. E vocês, que livro escolheram para este mês?! Já leram a saga Millennium?! Qual a vossa opinião?!

Mais uma vez obrigado, comentem e até à próxima!

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Olá, hoje é o último dia do mês e a última oportunidade para terminar em beleza o desafio de falar das mulheres das nossas vidas, lançado pelo The Bibliophile Club! Como eu previa, não foi um assunto nada fácil de abordar, mas valeu muito a pena porque também dei a conhecer uma parte importante da minha vida, até àqueles que já me conhecem pessoalmente. O apoio que recebi nos comentários foi muito bom e por isso o meu muito obrigado.

Vamos então fechar este desafio com a última mulher da minha vida. Não é a última na classificação, porque essa classificação nem existe, mas sim é a que cronologicamente ganhou importância mais tarde.

Apresento-vos a Dona Ricardina. A Dona Ricardina é a minha tia, irmã da minha avó Isalinda. A minha tia foi sempre uma presença assídua na casa da minha avó, até porque vivem na mesma rua (nesta rua tenho três tias, é dose!). A minha tia nunca foi mãe, mas não é por isso que nunca deixou de estar rodeada de crianças. Lembro-me de em criança ir para casa dela brincar só porque sim, sem razão nenhuma. Os miúdos agora precisam sempre de uma razão para largarem os pais (às vezes a razão são os próprios pais, que acham que só eles é que sabem cuidar dos seus filhos). Eu ia só porque sim, e para brincar com o quê?! Com molas de estender a roupa (sim, eu sei, tenho uma imaginação fértil).

A minha tia sempre acompanhou de perto o crescimento dos seus sobrinhos todos, onde houver um sobrinho, ela lá está. Não é preciso “parir” para ter este amor, carinho e dedicação! E o mais estranho é que ela faz isto como se não fosse nada, nem como um dever ou obrigação, nem como algo fora do normal, mas é!

Além de tia a tempo inteiro, a Dona Ricardina é uma devota da igreja e até canta lá no coro! Por isso, não é de estranhar que quando fiz a catequese e ia ser baptizado, eu lhe tenha pedido para ser a minha madrinha de baptismo, o que obviamente ela aceitou.

E quando a minha avó Isalinda faleceu, ela fez aquilo que as madrinhas fazem, chegou-se à frente para me apoiar a partir dessa altura.

Engraçado, e também uma prova de que ela faz tudo sem segundas intenções, é que numa conversa qualquer e já nem sei bem como eu disse algo como: “as pessoas gostam de casamentos e baptizados, mas por causa da festa, porque depois nem os padrinhos sabem o que realmente significa isso de ser padrinho ou madrinha. Mas a minha sabe e segue a ideia à risca!”, ao que ela responde: “Isso é verdade, mas quem é que é a tua madrinha?”. Óbvio que quando eu disse “é você” ela riu-se, “vê bem que nem me lembrava”!

A minha tia Ricardina é das melhores pessoas que este mundo já viu, acreditem. Adora histórias e por isso também gosta de ler e muitos dos livros que tenho também ela acaba por os ler.

Já eu adoro ouvir as histórias dela, de um tempo antigo, de grandes dificuldades que ela e todos os meus tio e avó passaram. Mas ela diz sem ponta de vergonha: era miséria, mas era feliz! As coisas de que ela fala, algumas até a mim, já parecem irreais tendo em conta a evolução que tivemos até agora! Muitas das coisas que ela relata daquele tempo são quase surreais que davam um livro. Quando penso nisso nem consigo imaginar como será o meu futuro quando tiver a idade dela!

Pronto e chegámos ao fim deste desafio, que para mim foi isso mesmo: desafiante. Espero que tenham gostado e até à próxima!

 

Fã de novelas, a Dona Ricardina adorou esta novela

quase tanto como adorou esta música!

 

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A minha avó e a minha sobrinha (bisneta)!

 

 

Olá a todos, bem-vindos a mais um texto para o desafio lançado para o mês de Março pelas meninas do The Bibliophile Club. Como já previa, falar a sério não tem sido fácil, mas como eu às vezes devo ser masoquista, volto hoje para falar de mais uma Mulher da minha vida. Preparem-se, eu já trouxe os lenços, não vai ser nada fácil porque hoje é dia de falar DA Mulher da Minha Vida: A Dona Isalinda.

A Dona Isalinda é a minha avó paterna e durante a minha infância ela foi sempre uma avó das antigas, daquelas que só estava bem com os netos pela mão, babada e orgulhosa. Desde que me lembro de ser criança, já a Dona Isalinda me traumatizava sempre que vinha o Carnaval.

Como se isso não fosse suficiente, ainda achou que seria engraçado por os dois netos no rancho folclórico! Quando eu “acordei para a vida” aquilo já fazia parte da minha agenda, agora não me perguntem como é que dançava porque já não me lembro, mas tenho para mim que não devia ser bom tendo em conta a minha coordenação motora actual (ao nível de um bêbado em coma alcoólico)! Desse tempo lembro-me ainda de ser tão magrinho, que para a roupa não me cair toda enquanto dançava, a minha avó prendia as meias aos calções com uns alfinetes… às vezes também prendia a perna aos alfinetes, não me fosse saltar a perna fora!

 

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Aquelas meias e calções tão um mimo!

Já as pernas, imagino...

 

 

Depois disto, é o tempo que passa a correr e já na adolescência, o meu avô adoeceu, ficou acamado e o pai e a minha madrasta acharam que a minha avó poderia precisar de ajuda e aí decidimos os três que seria eu a ir morar com a minha avó para a ajudar no que ela precisasse (pelo “trabalho” que fiz nesse tempo, acho que só precisou de companhia). Depois, infelizmente, o meu avô acabou por falecer, e aí então é que não fazia sentido nenhum voltar à casa do meu pai. Mais uma vez, decidimos que eu ficaria a viver com ela definitivamente.

A partir daí o objectivo principal passou a ser ela, isto enquanto estudava e tentava concluir o 12º Ano. Óbvio que me diverti muito com os meus colegas, mas a ideia era ir às aulas e assim que pudesse voltar para casa, não fosse ela precisar de alguma ajuda… mas na realidade quem ajudou e muito foi ela, que permitiu que eu concluísse o ensino secundário mesmo depois de precisar de repetir duas disciplinas.

No fim de mais este sacrifício dela, a ideia era eu começar a trabalhar e poder finalmente retribuir-lhe alguma coisa, mas Deus ou o Destino ou o Universo ou o cacete em que qualquer um acredite, não deixou que isso acontecesse e no dia 26 de Setembro de 2007, a minha avó (a dias de voltar a casa depois de uma cirurgia “simples” ao joelho) teve um ataque cardíaco e faleceu no hospital.

Já todos perdemos alguém de gostamos, mas só aqueles que perdem a pessoa mais importante da vida deles percebem aquilo que eu senti. Sim, a minha avó era a pessoa mais importante da minha vida. Era com ela que eu planeava aquilo que iria (iríamos) fazer a seguir. Sinto que fiquei viúvo aos 20 anos!

Os primeiros dias, semanas talvez, andamos ali dormentes ao sabor do vento, conforme as pessoas nos vão apoiando e sugerindo coisas, nós fazemos nem questionamos, parecemos uns zombies. Depois vêm as saudades e a noção de aquela ausência é real. Eu fazia a minha vida, ia trabalhar e tinha este pensamento montes de vezes: “vou chegar a casa e dizer isto à minha avó”. E ao mesmo tempo que aparece esse pensamento, aparece logo outro que diz: “agora já não podes”!

Não fui diagnosticado, nem preciso de um médico para ter a certeza que tive anos deprimido. Claro, fui andando, trabalhando, fazendo a minha vida, e sendo uma pessoa bem disposta tentei rir e fazer rir os outros (é das coisas que mais alivia a dor, é ver que tu podes estar uma merda e mesmo assim consegues “enganar” alguém, fazendo-a rir e com isso dar a ideia que estás a reagir e que o “pior” já passou). E até talvez fins de 2011, início de 2012 eu diria: Não, não passou, nem nunca vai passar!

A partir daí e quase em simultâneo apareceram duas coisas na minha vida, que acredito verdadeiramente mudaram tudo: a minha banda favorita, Alter Bridge, onde achei o conforto e percebi que não era o único a passar por aquela situação (quando ouvirem a música deles que vou deixar aqui, acho que vão perceber); e descobri também o amor pelo livros e pela leitura, que contribuíram para que o meu cérebro voltasse a acordar.

Desde então, encerrei este capítulo, aceitando que a vida é assim, que tudo isto faz parte e que é preciso reagir, porque não é por não reagirmos que as pessoas de quem gostamos voltam, sobre isso não há nada a fazer. Dói, dói muito, mas com o tempo, acreditem, vai doendo menos e não é por doer menos que deixamos de gostar ou que nos esquecemos dessa pessoa, é a vida a andar para a frente, a tirar algumas e a dar-nos outras. Por isso agora só posso matar saudades da mulher da minha vida quando ela aparece nos meus sonhos e é isso que tenho feito, é com cada beijo e abraço, pelo menos até acordar de sorriso nos lábios! Agora quero ver quem é que vai limpar a inundação que está neste quarto…

 

Ouvir isto ao vivo (em acústico) foi 

das melhores e das piores sensações,

tudo ao mesmo tempo! 

    

 

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Olá a todos! Continuamos a seguir o desafio do The Bibliophile Club neste mês que está quase a terminar e dedicado às mulheres da minha vida. Depois no último Post ter falado da primeira grande mulher que é a Dona Adélia, hoje é dia de falar da mulher que se seguiu, a minha madrasta.

Já vos expliquei (até em inglês do mais alto calibre!) que quando o meu pai se juntou com a minha madrasta, ela já tinha quatro filhas. Por isso, hoje vou falar não em específico de uma, mas de como foi viver com todas… E foi uma valente desgraça! Deus me valha, vinha eu da minha rica avó, com atenção e mimos todos só para mim, chego ali (e juntando o meu irmão) e somos 6, em que a mais velha tem 9 anos de diferença da mais nova. Isto em uma palavra: caos!

Eu admito, eu era um autêntico selvagem, quando me chateavam havia duas hipóteses: ou chorava ou batia! Quando eram os adultos a chatear-me chorava (arrumar o quarto?! Vocês não têm uma avó para fazer isso?!), quando eram as miúdas a chatear-me, batia! Isto normalmente dava chatice com os adultos, ou seja, mais choro! Por alguma razão naqueles anos não havia notícias de seca no Ribatejo, eu chorava que chegava para encher os rios todos.

Chorava por duas razões: por tudo e por nada. Até mesmo quando a minha madrasta dizia: “Oh Nuno eu não estou a brigar contigo, não precisas de chorar!”, aí ainda chorava mais por ter começado a chorar sem razão nenhuma! Sim, eu era assim tão parvo! Quer dizer, ainda sou, só que sem a parte do choro!

A minha madrasta, coitada, não tinha já 4 filhas para lhe darem cabo do juízo (lamento, é isso que os putos fazem) ainda teve que gramar comigo e com o meu sonambulismo quando lhe apertei os colarinhos, literalmente, quando ela ia tapar aqui o selvagem!

Mas em minha defesa destes tempos tenho que dizer: compreendam que chegou a uma altura que eu tinha que aturar 5 mulheres em TPM, isto por mês nem dois dias de boa disposição dá!

Tirando isto tudo, e falando muito mais a sério, a minha madrasta… que máquina, aquela mulher não se nega a nada, vejam bem que já depois dos 50 anos, decidiu voltar a pegar num camião e anda a conduzir por essa europa fora (e eu nem para Lisboa gosto de conduzir…e num ligeiro)! Ainda não vos disse foi o nome desta super-guerreira (e o que ela me aturou aos gritos com bonecos do Dragon Ball): chama-se Dona Beca (no cartão de cidadão diz que é Maria de Lurdes… modernices!) e a quem eu nos dias que correm adoro chamar velha! As filhas são (por ordem de chegada ao Mundo, não quero chamar ninguém de velha):  a Maria João, a Lúcia, a Cláudia e a Carina!

Consigo olhar para trás e ver que mesmo com todas as condicionantes que é ter uma família de 8 pessoas, acabámos por conseguir ser mesmo uma família e que hoje somos irmãos, tios, sobrinhos, avós, netos (agora, não vou ser eu que vou explicar aos putos quem é que é primo de quem, e essas coisas todas, já me bastou na minha aula de inglês). Todo aquele tempo serviu para aprender muito como é viver em conjunto, por isso e que tudo o que fomos juntos fez de nós uma família, não de sangue, mas de amor!

 

Esta música é do primeiro CD que comprei com o meu dinheiro nessa altura!

Sempre que a ouço, lembro-me daquela época, até pelo sentido que a letra faz tanto tempo depois!

 

 

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À esquerda o estafermo, no meio a Dona Adélia, à direita o mais giro!

(isto claro, do ponto de vista da minha avó!)

 

 

Olá a todos, hoje é dia de iniciar o desafio proposto pelas meninas no The Bibliophile Club e falar sobre as mulheres da minha vida.

Sem modéstia nenhuma (até porque pouco tive a ver com isso) posso dizer que tenho sido bastante afortunado com grandes mulheres ao meu redor e que, cada uma à sua maneira, me moldaram no homem que sou hoje. Isto dito assim não parece muito macho, mas lamento informar homens, embora vos custe muito admitir, tudo de bom que são hoje enquanto seres humanos é graças às mulheres das vossas vidas!

Hoje começo por falar na primeira mulher da minha vida: a Dona Adélia. A Dona Adélia é a minha avó materna, é o que diz a árvore genealógica da família, mas para mim foi a minha primeira mãe (tive mais que uma. Eu sei, sou um gajo de sorte) e é com ela que tenho as minhas primeiras memórias (da minha mãe também tenho algumas). Ela tomou conta de mim até aos meus 9 anos, sendo viúva desde que eu tinha 3 anos.

A minha avó não sabia ler, nem escrever, por isso nos tempos da primária só ouvia “Oh Nuno faz isso bem, que eu não te consigo ajudar, só se for nas contas, aí a avó não falha, tudo certinho”. Acho que é muito isto que falta agora aos miúdos, os avós, esta confiança e tolerância que eles têm para connosco e estão sempre dispostos a ensinar-nos muito daquilo que não se aprende nos livros. Realmente sinto-me um homem de sorte!

Depois dos nove anos, para grande desgosto da minha avó, fui morar com o meu pai e a minha madrasta (lembro-me de a apanhar a chorar já depois de saber que me iria ver sair de casa. Acho que ela pensou que só sairia dali nos meus 50 anos!).

A partir desse momento comecei a visitá-la todos os fins-de-semana. Era o momento em que ia lá, receber mimos e lanches e no fim ela ainda me agradecia pela visita. Os avós são assim, dão-nos tudo e no fim ainda são eles que agradecem!

Não quero culpar o tempo, o trabalho, os amigos, seja lá quem for, mas ultimamente (e não é há tão pouco tempo quanto isso) sinto que estou em divida para com ela, logo numa das alturas em que ela mais precisa de mim… A Dona Adélia é uma máquina, já bem depois dos setenta sobreviveu a um cancro da mama. Ela ganhou essa guerra, mas perdeu muitas batalhas, uma delas é a sua independência. E isso custa-me muito a ver, ela está num lar (onde é muito bem tratada) e sempre que a minha tia pode, vem passar uns dias com ela. Eu podia, eu devia, eu tinha que ir vê-la, mas eu não tenho conseguido, custa-me muito olhar para ela e não chorar, isto enquanto ela está toda feliz por me ver! Eu sei que isso é uma falha enorme da minha parte. Lá chegará o dia em que serei homem o suficiente para voltar a visitá-la, e nesse dia tenho a certeza que aquilo que merecia era umas valentes chapadas, mas não ela vai olhar para mim e dizer: “Se tivesse aqui um foguete, mandava já”!

Pronto, estou aqui que nem merda, estão contentes?!

Deixo-vos uma música, que não sendo nada o meu estilo, sei que é uma das preferidas dela!

 

 

 

         

 

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Olá a todos. Este mês consegui! O livro que escolhi este mês para The Bibliophile Club já está lido! E é sobre ele que vou falar hoje.

Temos então “Fica Comigo” de Lucie Whitehouse, editado em Portugal pela Bertrand Editora e que nos conta a história de Rowan que desconfiada decide investigar a morte acidental da sua antiga amiga Marianne. Isto porquê? Porque Marianne morre ao cair do telhado da sua casa, o que não seria nenhum acidente de que se pudesse desconfiar, não fosse ela ter vertigens! É a isto que Rowan se agarra para partir em busca de mais respostas para as suas dúvidas.

 

“— Estou… de coração destroçado — disse Jacqueline, como se compreendesse pela primeira vez o verdadeiro significado da palavra. Então, depois de uma pausa: — A Marianne morreu, Rowan. — O som de novo, a sua nota estranha, horrível. — Caiu do telhado para o jardim. O pescoço…

Um clarão momentâneo, o chão a ceder sob os pés e a imagem horrível de um corpo em queda livre.

Jacqueline falava e chorava ao mesmo tempo.

— Foi no domingo à noite, na neve, mas só a encontraram na segunda de manhã. Ela esteve lá toda a noite no escuro. Encharcada… gelada. A sua pele… Rowan, disseram-me que os dedos dela estavam congelados. Não suporto pensar nisso, mas não consigo parar… — Calou-se e começou a soluçar desesperadamente.”

 

Escolhi este livro para o tema de Março, porque além de ser uma mulher a escrever esta história, também a personagem principal é uma mulher!

“Uma intriga elegante, personagens esplendidas e uma reviravolta de matar.” Sunday Mirror.

Tendo em conta estas referências tão prometedoras, parti para este livro com uma expectativa elevada e pronto para uma história mesmo à minha medida: cheia de interesse, voltas e reviravoltas e já ansiava por um final espectacular! Não podia estar mais enganado…

 

 

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Olá malta, bom fim-de-semana de carnaval para todos, hoje venho apresentar o livro que escolhi para o mês de Março para o The Bibliophile Club.

Este mês o tema que foi escolhido é muito abrangente e sem dificuldade para achar um livro que se possa encaixar nesse tema, mas é um tema muito importante: Livro escrito por mulheres ou sobre mulheres. Mas para além do tema, este mês traz também um desafio: falar das mulheres da nossa vida. Sinceramente hesitei em querer fazer este desafio, mas isso foram uns belos 5 segundos, até me aperceber que é isso mesmo, um desafio.

Primeiro porque eu não gosto de falar a sério, não é que não consiga, mas aborrece-me, sinto que ao falar a sério, não estímulo a minha criatividade, só escrevo sobre o assunto e mais nada. Por isso, escrever sobre as mulheres que mais me marcaram, será desconfortável e desafiante.

Depois assim que pensei o que podia fazer com este desafio, tive umas ideias que posso explorar e que serão uma lembrança de como as mulheres em geral, e as da minha vida em particular, são a parte mais importante da vida de cada um de nós. Pena que ainda não estejamos no patamar de igualdade entre géneros! Sobre o que vou falar?! Não percam os próximos episódios porque nós também não!

Agora voltamos ao livro que decidi escolher para este tema de Março:

Fica Comigo de Lucie Whitehouse, edição Bertrand Editora.

 

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SINOPSE:

Marianne Glass é artista e aparece morta, caída do telhado. Toda a gente insiste tratar-se de um acidente, excepto Rowan Winter, em tempos a sua melhor amiga. É que Marianne sempre sofreu de vertigens e nunca se aproximaria da beira de um telhado.
Em tempos, Marianne e a sua família significavam o mundo para Rowan. Para uma adolescente órfã de mãe e com um pai ausente, aquela família intelectual e cheia de vida representava um mundo de glamour e oportunidades.
Mas desde que se afastaram, Rowan sabe de Marianne apenas pelos jornais: a rápida ascensão na cena artística londrina, o romance com o seu galerista. Para descobrir as causas da sua morte, Rowan tem de saber mais. Estaria angustiada com alguma coisa? Em perigo? Começa então a procurar pistas: nas obras mais recentes de Marianne, nas suas relações mais próximas e na amizade recente com um artista.
Mas quanto mais fundo vai na história, mais sinistro tudo se torna. E um segredo do passado faz com que também ela se comece a preocupar com a sua sorte…

 

Escolhi este livro porque é um livro que até já esteve nas votações que faço no Instagram todos os meses, mas que não foi o mais votado. Óbvio que se o tenho, é porque vi algo de interessante nele… A minha noção e coerência em livros no que toca ao “interessante” em si, pode variar e até uma capa mais apelativa é o suficiente para mais uma compra.

Neste caso, é o mistério em torno de uma morte, o suficiente para apostar nele para o tema deste mês. Espero que seja mais uma leitura boa e estarei aqui para vos falar sobre ela.

Esta experiência no The Bibliophile Club tem sido muito boa e permitiu-me ir à procura daqueles livros que teimam em ficar para trás e que no fim acabam por me deixar a pensar: porque é que eu não li este livro mais cedo, como foi o caso d’O Regresso de Kristin Hannah que estava perdido aqui na estante há demasiado tempo.

Vamos então a isso, e que Março vos traga mais um monte de belas leituras. Obrigado a todos, vão acompanhando tudo no grupo criado no Facebook do clube literário e quem ainda não está lá, junte-se a nós, neste espaço de partilha dos livros que tanto gostamos. Até à próxima.

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Olá a todos! Venho hoje falar do livro do mês de Fevereiro para o The Bibliophile Club. Calma, eu sei que já estamos em Março, mas é Carnaval ninguém leva a mal (safei-me com esta desculpa?!).

Então temos “O Regresso” de Kristin Hannah, no meu caso, com uma edição de capa dura da Círculo de Leitores. Este é o segundo livro que leio desta escritora, sendo que o primeiro foi das leituras que, até aquela altura, mais mexeu comigo. Se nunca leram “Estrada da Noite”, façam o favor de ler, é muito bom. Se já leram, comentem aí se gostaram ou não! Vamos então ao meu regresso (e este trocadilho?! Mau, eu sei!) à escrita de Kristin Hannah.

Neste livro temos a história de Jolene, piloto de helicóptero no exército norte-americano, que no mesmo dia fica a saber que o marido já não a ama e que foi destacada para a guerra no Iraque. Jolene só por si já é uma personagem complexa, com uma infância difícil e repleta de traumas, via neste casamento e nas suas duas filhas, uma família feliz e um “felizes para sempre” garantido. Mas tudo muda de figura naquele dia em que o Michael diz já não a amar. Literalmente no meio disto, entra a guerra e a partida de Jolene para o Iraque.

“Jolene soube no mesmo instante que havia ido longe de mais; percebeu isso pela forma como Michael ficou tenso.

— Desculpa. Não foi isso que eu quis dizer. Sei o quanto o amavas, mas…

— Não aguento mais — disse em voz baixa, abanando a cabeça.

Jolene franziu o sobrolho.

— Aguentar o quê?

— Não quero mais isto.

— Que raio está a passar-se, Michael? Meteste a pata na poça hoje. Porque não podes…

Michael olhou para ela.

— Não te amo, Jo.

— O quê?

— Já não te amo.

— Mas…

Foi como se algo dentro dela estivesse a despedaçar-se, os músculos a rasgar-se, separando-se dos ossos. Jolene agarrou-se à borda da bancada para se apoiar. No meio do barulho estrondoso que havia dentro da sua cabeça, ouviu uma leve respiração reprimida. Virou-se devagar, devagar, devagar, pensando, por favor, meu Deus, não…

Betsy estava de pé na sala de estar, com a fita que ganhou pelo segundo lugar na mão. Arquejou baixinho, arregalando os olhos lentamente, compreendendo tudo. Depois, virou costas e correu pelas escadas acima.”