Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

familia.png

 

 

Olá a todos! Continuamos a seguir o desafio do The Bibliophile Club neste mês que está quase a terminar e dedicado às mulheres da minha vida. Depois no último Post ter falado da primeira grande mulher que é a Dona Adélia, hoje é dia de falar da mulher que se seguiu, a minha madrasta.

Já vos expliquei (até em inglês do mais alto calibre!) que quando o meu pai se juntou com a minha madrasta, ela já tinha quatro filhas. Por isso, hoje vou falar não em específico de uma, mas de como foi viver com todas… E foi uma valente desgraça! Deus me valha, vinha eu da minha rica avó, com atenção e mimos todos só para mim, chego ali (e juntando o meu irmão) e somos 6, em que a mais velha tem 9 anos de diferença da mais nova. Isto em uma palavra: caos!

Eu admito, eu era um autêntico selvagem, quando me chateavam havia duas hipóteses: ou chorava ou batia! Quando eram os adultos a chatear-me chorava (arrumar o quarto?! Vocês não têm uma avó para fazer isso?!), quando eram as miúdas a chatear-me, batia! Isto normalmente dava chatice com os adultos, ou seja, mais choro! Por alguma razão naqueles anos não havia notícias de seca no Ribatejo, eu chorava que chegava para encher os rios todos.

Chorava por duas razões: por tudo e por nada. Até mesmo quando a minha madrasta dizia: “Oh Nuno eu não estou a brigar contigo, não precisas de chorar!”, aí ainda chorava mais por ter começado a chorar sem razão nenhuma! Sim, eu era assim tão parvo! Quer dizer, ainda sou, só que sem a parte do choro!

A minha madrasta, coitada, não tinha já 4 filhas para lhe darem cabo do juízo (lamento, é isso que os putos fazem) ainda teve que gramar comigo e com o meu sonambulismo quando lhe apertei os colarinhos, literalmente, quando ela ia tapar aqui o selvagem!

Mas em minha defesa destes tempos tenho que dizer: compreendam que chegou a uma altura que eu tinha que aturar 5 mulheres em TPM, isto por mês nem dois dias de boa disposição dá!

Tirando isto tudo, e falando muito mais a sério, a minha madrasta… que máquina, aquela mulher não se nega a nada, vejam bem que já depois dos 50 anos, decidiu voltar a pegar num camião e anda a conduzir por essa europa fora (e eu nem para Lisboa gosto de conduzir…e num ligeiro)! Ainda não vos disse foi o nome desta super-guerreira (e o que ela me aturou aos gritos com bonecos do Dragon Ball): chama-se Dona Beca (no cartão de cidadão diz que é Maria de Lurdes… modernices!) e a quem eu nos dias que correm adoro chamar velha! As filhas são (por ordem de chegada ao Mundo, não quero chamar ninguém de velha):  a Maria João, a Lúcia, a Cláudia e a Carina!

Consigo olhar para trás e ver que mesmo com todas as condicionantes que é ter uma família de 8 pessoas, acabámos por conseguir ser mesmo uma família e que hoje somos irmãos, tios, sobrinhos, avós, netos (agora, não vou ser eu que vou explicar aos putos quem é que é primo de quem, e essas coisas todas, já me bastou na minha aula de inglês). Todo aquele tempo serviu para aprender muito como é viver em conjunto, por isso e que tudo o que fomos juntos fez de nós uma família, não de sangue, mas de amor!

 

Esta música é do primeiro CD que comprei com o meu dinheiro nessa altura!

Sempre que a ouço, lembro-me daquela época, até pelo sentido que a letra faz tanto tempo depois!

 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.