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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais uma opinião. Hoje temos aquela que foi a minha quarta leitura no mês de Agosto e a segunda para o tema dos meses de Julho e Agosto para o The Bibliophile Club: Livros para ler ao sol!

O tema em si já é bastante abrangente e subjectivo, mas achei por bem que se calhar se fosse ler um Thriller não seria bem o género mais adequado. Foi então que me decidi a ler “Penas de Pato” de Miguel Araújo, leitura leve e descontraída, e se conseguisse iria arriscar neste livro que tem “Verão” escrito por todos os lados. Falo-vos de “Olifaque” de João Magueijo, editado pelo Clube do Autor.

 

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E consegui lê-lo ainda em Agosto… fazer este post é que “só” com 15 dias de atraso, típico tuga eu sei!

Então, este livro pode ser visto como uma sátira, mas eu prefiro chamar-lhe uma homenagem bem-humorada aos nossos emigrantes e a todos os idiomas que vão desenvolvendo por esse mundo fora tendo o português popular como base, juntando-se-lhe o idioma do país para onde emigraram.

É verdade que eu sou um admirador do português popular, com palavras mal “dizidas”. O maior exemplo disso, e de quão cómico eu acho este linguajar, é a peça de teatro/programa de televisão/filme (catano, também fizeram tudo com isto) “A Conversa da Treta” com José Pedro Gomes e o grande, António Feio! Também já há muito tempo vos falei aqui de outro livro idêntico a este “O Papagaio do Jesus”.

 

 

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Neste “Olifaque” temos um narrador que nos vai apresentando e contando as peripécias dos seus amigos, tal como ele, emigrantes. Personagens como Quim das Mulas, Zé Colhão e Páscoa Feliz vão-nos entretendo num bom “emigrês” relatando-nos o seu dia-a-dia.

A linguagem inventada tem expressões hilariantes e são tantas que é necessário consultar o glossário no fim do livro para “traduzir” muitas dela. Claro que português típico de Portugal dos emigrantes tem que ser bem carregado com asneiras. E aqui, tenho de o dizer, achei exagerado em certas alturas. Sim, surpreendam-se, até eu “asneirento profissional” achei forçado e excessivo o uso dos palavrões (por isso não briguem comigo pelo vocabulário usado nos excertos…).

 

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Não é fácil escrever comédia e além das asneiras, o vocabulário “emigrês” está tão presente que acabar por enfadar mais do que entreter. Curioso é que após umas boas dezenas de páginas já quase que nos sentimos em casa e estamos completamente à vontade com a maioria das palavras utilizadas (algumas associações nessas palavras são geniais).

Ao contrário d’O Papagaio do Jesus, este Olifaque não me conseguiu entreter. Ao princípio obviamente que sim, mas depois foi sempre mais do mesmo e acabou por aborrecer. O livro embora não seja um calhamaço, nem nada que se pareça, para um tema destes é demasiado grande.

 

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Claro que com isto não quer dizer que não me tenha rido, quer de algumas palavras, quer de algumas situações, ri algumas vezes, mas o balanço é negativo e chegou a uma altura que me forcei muito para despachar esta leitura e seguir para a próxima. Isso foi um dos aspectos mais positivos que descobri com este livro: que mesmo não estando a gostar, consigo manter a minha leitura a andar e chegar ao fim do livro.

Dei 2 estrelas no Goodreads, não é algo que tenha muito prazer em fazer só para ser “mauzinho”, mas realmente para mim este livro não foi bom o suficiente. Também o meu atraso nesta publicação, que era do tema de Julho/Agosto, deixou muito a desejar e por isso peço desculpa. Sigamos para o próximo tema e para mais leituras daquelas que nos fazem felizes!
Alguém aqui já leu este livro? Que livros leram para este tema? Já escolheram o vosso livro para o tema do mês de Setembro? Não sabem qual é?! Passem no Facebook ou no Instagram do The Bibliophile Club e juntem-se a nós! Obrigado a todos, até à próxima e boas leituras!

 

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