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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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         Como já vos tinha dito, neste tipo de livros espero sempre aprender uma coisa nova que possa aplicar a partir desse momento. Ora isto é exactamente o oposto daquilo que nos propõe através deste livro, que como todos os outros, resulta de transcrições das suas palestras.

         Começamos logo com um conselho desconcertante: não fugir da morte, mas sim, seguir na sua direcção. Depois o exemplo clarifica-nos: só no escuro (morte) é que procuramos a luz (vida).

 

“A ideia de «Eu sou especial» é um sinal de um homem completamente vulgar. Aos que são verdadeiramente especiais nunca ocorre que sejam especiais. Ao mesmo tempo, não pensam que alguém seja vulgar.”

 

 

         Segue-se a separação da pessoa em corpo — que é dependente e morre; e a mente — que também é dependente através das palavras, escrituras, doutrinas, etc. No entanto, e ao contrário do corpo, a mente pode ser independente graças à alma.

         A partir daí, Osho dedica-se a explicar como conseguir tornar a mente independente, através do estado reflexivo, ou seja, usar a reflexão para analisar os pensamentos e basicamente duvidar e procurar as respostas para esse pensamento, sem nenhuma interferência exterior.

 

“A vida também muda todos os dias. As respostas de ontem não têm serventia para hoje, e todos nós temos apenas respostas de ontem.”

 

         Osho ainda conta uma história engraçada em que fez com que um professor seu, seguidor de Krishna, passasse de perfeitamente saudável para doente a ponto de não poder dar aulas, sendo só abordado pelas pessoas questionando-o se não estaria doente. Por fim Osho contou o que tinha feito para lhe provar que a sua imaginação pode provocar até a doença, quanto mais a presença de Krishna que o seu professor dizia ser impossível ser só imaginada. Realmente Osho tem formas bastante peculiares de mostrar os seus pontos de vista.

         Sempre que leio livro dele, e ainda só li dois, sinto que as transcrições são mesmo literais e que por vezes tornam a sua leitura um pouco confusa, desgastante e difícil de absorver o seu significado. Pelo menos eu tenho sentido essa dificuldade.

         Basicamente Osho diz-nos neste livro para pensarmos por nós e para questionar sempre tudo e todos, até mesmo as ideias dele.

“Onde existe compreensão, não pode existir conflito. Onde existe compreensão, não pode existir rivalidade nem luta. Existirá amor, não pode existir ódio. Onde existe amor, existe compreensão.”