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Carola Ponto e Vírgula

Carola Ponto e Vírgula

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Olá pessoal, aqui estamos para mais uma opinião de um livro do Net Book Club. O clube literário que “a mulher que ama livros” criou, sofreu algumas alterações nas “regras” para a escolha do livro do mês. Agora é-nos dado a escolher no stories do instagram do clube, entre dois autores de países diferentes. No primeiro mês o país vencedor foi Itália com o livro “acabadora” de Michaela Murgia. Infelizmente quando fui para o comprar já estava esgotado e por isso não consegui participar. Este mês, assim que a escolha foi feita, tratei logo do assunto e comprei-o numa das minhas visitas à Feira do Livro de Lisboa.

Assim, o país vencedor deste mês foi a Polónia com “Viagens” da autora Olga Tokarczuk, edição em Portugal pela Cavalo de Ferro, chancela 20|20 editora.

Devo de confessar que quando li a sinopse, fiquei curioso com a ideia do livro: falar sobre viagens, viajantes, relatos ao longo do tempo. Não é preciso mais que isto para eu ficar com as “antenas no ar”.

 

“Debruçada no topo do dique, fitando a corrente, dei-me conta de que, apesar de todos os perigos, tudo o que está em movimento é sempre melhor do que aquilo que está em repouso, que a mudança é mais nobre que a estabilidade, que tudo o que estagna acabará por sofrer decomposição, degeneração e transformar-se-á em pó, enquanto aquilo que está em movimento consegue durar eternamente.”

 

 

 

Mas depois fui pegar no livro e a cada página que passava, a cada nova viagem, cada uma delas com temas e situações completamente díspares, eu percebi que havia abordado mal a sinopse. Por alguma razão, eu achei que as viagens iam acabar por ter alguma relação entre si ou que no mínimo existissem algumas interligadas. Nada disso, tirando histórias que se repetiam, como as cartas ao imperador da Áustria, por exemplo!!!

 

“Jasmin era uma simpática muçulmana com quem, certa vez, conversei todo o serão. Falou-me do seu projecto — queria encorajar todas as pessoas do seu país a escrever livros. Dizia que não era preciso muito para escrever um livro — bastava algum tempo livre depois do trabalho, e nem sequer era preciso ter computador. Acreditava na possibilidade de uma dessas destemidas poder vir a ser autor de um best seller e, nessa altura, o seu esforço seria compensado com promoção social. É a melhor maneira de sair da pobreza, dizia ela. Se ao menos todos lessem os livros uns dos outros suspirava. Chegou a criar um fórum na Internet e, ao que parece, já contava com centenas de seguidores.”

 


Isso, aliado ao meu desinteresse por alguns dos temas relatados, fizeram com que a meio do livro já suplicasse pelo seu fim. Eu preciso que o livro me prenda logo nos primeiros capítulos senão eu desligo completamente. O pior disto tudo é que enquanto não acabo um livro de que não estou a gostar não começo outro, o que fez com que atrasasse o resto das minhas leituras planeadas para este mês.

Pelo lado positivo temos a escrita da autora. Sim é muito boa. Ainda como algo positivo e, embora eu não gostasse dos temas, nota-se que sabe muito bem daquilo que fala e que há muito preparação e atenção aos pormenores. Infelizmente nada disto conseguiu ser bom o suficiente para me fazer gostar deste livro, daí as 2 estrelas que dei no Goodreads.

Claro que tendo o livro uma avaliação média/alta por parte da maioria, eu fico sempre a achar que sou eu que não soube apreciar este livro e ver a beleza que ele terá para essas pessoas que o adoraram. Mas não podemos gostar todos do mesmo, certo?!

E agora vocês, já leram este livro? Gostaram? Participam no Net Book Club? Qual foi o livro que mais gostaram de ler no clube?

Comentem e vamos ver as vossas opiniões. Muito obrigado e até à próxima!

 

“Não deixar situações por explicar, por descrever. Nem deixar uma porta trancada. Arrombá-la com pragas, mesmo as que conduzem a corredores embaraçosos e vergonhosos que seria preferível esquecer. Não se envergonhar de nenhuma queda, de nenhum pecado. Pecado contado é pecado perdoado. Vida contada é vida salvada. Não é isso o que nos ensinam os santos Segismundo, Carlos e Tiago? Todo aquele que não aprendeu a falar permanecerá preso para sempre numa armadilha.”

 

 

 

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